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Nissan desenvolve novas células de combustível de etanol

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A Nissan Motor Co. anunciou hoje estar a desenvolver um novo tipo de sistema de propulsão de células de combustível de etanol em vez de hidrogénio pressurizado.

A nova tecnologia, apelidada de célula de combustível e-bio, visa combater um obstáculo comum aos tradicionais veículos com células de combustível de hidrogénio: a falta de infraestruturas de abastecimento de hidrogénio. O sistema da Nissan utiliza o bio-etanol, derivado de culturas renováveis como milho ou cana de açúcar e que já conta com largas infraestruturas de abastecimento.

As células de combustível e-bio deverão ser menos dispendiosas do que os tradicionais sistemas de hidrogénio já que não requerem tanques de armazenamento em fibra de carbono específicos nem metais preciosos como a platina para servirem de catalisadores elétricos.

O objetivo da Nissan será aplicar o novo sistema à maior parte dos seus modelos por volta de 2020.

“Ao utilizarmos este tipo de combustível, abrimos o leque de possibilidades para uma aplicação mais ampla”, afirmou Hideyuki Sakamoto, Vice-Presidente Executivo da marca. “Além de não precisarmos de nenhuma infraestrutura de hidrogénio, que é a maior vantagem, teremos ainda maior segurança”, concluiu.

Este sistema da Nissan partilha a sua tecnologia com os tradicionais sistemas de células de combustível que podem ser encontrados em veículos como o Toyota Mirai ou o Honda Clarity FCV -, os quais requerem hidrogénio para a sua pilha de combustível para gerar eletricidade e assim alimentar o motor elétrico.

Mas a grande – e fundamental – diferença é que o sistema da Nissan gera o hidrogénio dentro do próprio automóvel através de um processo a cargo de um componente chamado reformador, o qual transforma o etanol do tanque de combustível em hidrogénio, o qual é então introduzido na pilha de combustível.

A Nissan aponta duas vantagens para este sistema: o etanol combustível está amplamente disponível em comparação com o hidrogénio, não requerendo um posto de abastecimento especial (países como o Brasil já utilizam amplamente o etanol como combustível) e é mais seguro de usar do que o hidrogénio não precisando sequer de ser puro – basta uma mistura de até 55% de água.

Apesar de estar a desenvolver este novo sistema, a fabricante afirmou que não irá desistir do desenvolvimento do sistema de células de combustível de hidrogénio, continuando a fazê-lo com os seus parceiros Daimler e Ford.

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