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Ensaio Opel Karl FlexFuel: Exercícios de poupança

Num segmento em que a gasolina continua a ser dominante (ainda que algumas marcas apostem também em versões diesel), o Opel Karl pretende ser diferente e oferecer uma alternativa a Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), que tem como premissa a redução das emissões poluentes, o incremento da autonomia e, associado a este último campo, uma redução importante nos custos de utilização.

Tecnicamente, o Karl FlexFuel assenta num conceito bi-fuel, ou seja, com a capacidade de circular a gasolina ou a GPL auto, possuindo um equipamento integralmente instalado de fábrica que garante a total segurança e funcionalidade máxima deste novo citadino da marca Alemã. A base é o motor 1.0 ECOTEC tricilíndrico construído em alumínio, aqui com 73 cv de potência (um pouco menos do que os 75 cv da versão convencional) e 92 Nm de binário, obtidos às 4500 rpm, prometendo por outro lado um nível de emissões mais baixo – de 93 g/km de CO2 – em modo de GPL.

Recorde-se que o GPL é reconhecido pela sua capacidade de produzir uma combustão mais eficiente, sendo que a mistura de gases butano e propano apresenta a vantagem adicional de reduzir até 80% as emissões de óxido de azoto por comparação com a gasolina, segundo dados fornecidos pela Opel. Por outro lado, mais significativa será a vertente económica reforçada em dois vetores: por um lado, aumenta a autonomia – estimada em mais de 1000 quilómetros -, e, por outro, reduz os custos de utilização, uma vez que o preço do GPL é bem inferior ao da gasolina.

Funcionamento idêntico

O arranque do motor a frio é efetuado a gasolina. Uma vez estabilizada a temperatura de combustão, normalmente em cerca de um minuto, o motor está apto a funcionar a gás. A partir daqui, mediante o recurso a uma tecla no tablier, o condutor pode selecionar a alimentação a gás ou a gasolina, com a gestão eletrónica, com duas unidades de controlo, a permitir uma transição sem mácula entre combustíveis.

O processo decorre sem qualquer perceção visível no funcionamento e até no ruído, pelo que circular a gasolina ou a GPL não é, de todo, distinguível, mesmo para quem ao volante. Com efeito, o motor 1.0 ECOTEC demonstra maior competência de funcionamento em cidade, onde revela disponibilidade e prontidão nas respostas, sobretudo se se quiser fazer uma condução económica. É, assim, em terreno urbano que o Karl se mostra mais à vontade (até mesmo em termos dinâmicos), ajudado por um manuseamento competente da caixa de cinco velocidades, a qual consegue mesmo ser uma boa surpresa na condução.

Fora da cidade, o Karl FlexFuel mostra um pouco mais de esforço, sobretudo nas recuperações, obrigando a recurso frequente à caixa de velocidades ou a adotar um pouco mais de paciência nas retomas, sabendo-se, de antemão, que este não é um modelo pensado para grandes ‘correrias’. Assim o comprovam os 14,9 segundos que leva a cumprir a aceleração dos 0 aos 100 km/h.

Economia a quanto obrigas

Está pensado, sobretudo, para uma maior autonomia e, nesse capítulo, a opção FlexFuel ganha uma formulação difícil de combater. A marca augura 4,6 l/100 km e 106 g/km de CO2 a gasolina e 5,7 l/100 km e 93 g/km de CO2 quando a GPL e, com isso uma autonomia de 1131 quilómetros, o que no segmento dos citadinos é uma proposta quase única.

O valor da autonomia anunciado pela Opel peca ligeiramente pelo otimismo, já que em condições reais obtivemos 5,8 l/100 km para o funcionamento a gasolina e 7,2 l/100 km para o modo GPL (em ambos os casos com 60% de condução em cidade e 40% divididos por vias rápidas e nacional). Mas, mesmo assim, o corresponde a 552 quilómetros a gasolina e 344 quilómetros em modo GPL, perfazendo um total de 896 quilómetros, mostrando desta forma a importância deste sistema ‘bi-fuel’ enquanto impulsionador da autonomia, sendo preciso recordar, uma vez mais, o custo mais baixo do gás para se perceber dos ganhos em termos de economia de utilização.

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