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“O futuro do automóvel elétrico é inegável”

Alain Prost 2

No que diz respeito a antecipar o futuro do automóvel temos de ser cautelosos, porque a evolução é normalmente mais rápida do que poderíamos esperar, alerta o piloto francês, quatro vezes campeão mundial de Fórmula 1.

No futuro, os veículos com motores elétricos, híbridos e a hidrogénio conviverão com os automóveis convencionais. “Tudo dependerá da utilização que fizermos”, garante o tetra-campeão mundial de Fórmula 1, Alain Prost, que esteve em Lisboa para participar na apresentação do novo Renault Talisman, com que a marca francesa regressa em força ao segmento dos grandes automóveis familiares.

O ex-piloto francês, que é embaixador da Renault, acredita que os veículos autónomos trarão novos padrões de segurança aos automóveis, mas alerta que para eles poderem circular livremente nas estradas, vamos ter ainda de esperar pelo menos 15 anos.

Foi um dos primeiros pilotos da Era Turbo da Fórmula 1, quando pilotava um Renault. Hoje é proprietário e director df uma equipa de Formule E, o campeonato mundial de monolugares eléctricos. É esse o futuro da indústria automóvel: passar dos convencionais motores de combustão turbo para os propulsores eléctricos?

Esse é o futuro, sem dúvida, mas na minha opinião não será uma tecnologia que irá substituir todas as restantes, nem isso seria benéfico. É inegável que os veículos eléctricos vão ser um dos principais actores da indústria automóvel nos próximos 20 anos, sobretudo nas grandes cidades, nos meios urbanos, onde é mais fácil encontrar a massa crítica de utilização mais ajustada a este tipo de viaturas e onde será mais fácil encontrar os postos de recarga de baterias. Mas continuarão a existir veículos com motores convencionais de combustão.

Ou seja, teremos um mix de soluções, com veículos com motores térmicos, 100% eléctricos, híbridos e até, talvez dentro de alguns anos, viaturas a hidrogénio. Assim como veículos que utilizarão como carburante o etanol ou a biomassa. E tudo isto num ambiente de concorrência sã entre todas estas soluções.

Quer dizer então que tudo dependerá da utilização que dermos ao automóvel?

Sim. A autonomia das viaturas eléctricas é hoje uma questão muito importante, mas dentro de dois ou três anos será possível duplica-la ou até triplica-la. O progresso neste campo é muito rápido. Vemo-lo na competição, na Formule E, que é uma oportunidade de participarmos activamente no desenvolvimento desta tecnologia.

Até porque na Europa há bastantes restrições ao nível das emissões de dióxido de carbono (CO2), o que obriga os fabricantes de automóveis a desenvolveram sejam viaturas 100% elétricas, sejam híbridos.

Há também o problema de emissões de óxido de nitrogénio (NOx) e de partículas finas, que levará a uma gradual perda de importância dos motores diesel. O mercado vai dividir-se entre os pequenos e citadinos e os automóveis grandes, que continuarão a utilizar motores diesel, embora cada vez menos poluentes e mais eficazes em termos de consumos.

Como vê o futuro do automóvel num horizonte a 5 anos? Veículos completamente autónomos, ligados em permanência à internet e com motores não poluentes?

No que diz respeito a antecipar o futuro do automóvel temos de ser cautelosos, porque a evolução é normalmente mais rápida do que poderíamos esperar. Quanto aos veículos completamente autónomos, certamente que eles só serão possíveis daqui a 15/20 anos. Até porque se levantam novos problemas jurídicos e de seguros

Tudo dependerá também da rapidez com que os legisladores e a as autoridades se adaptarem, o que variará de país para país e, no caso dos Estados Unidos, de Estado para Estado. Há Estados que poderão aceitar que os carros não tenham volante, enquanto noutros ele será obrigatório.

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