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“As marcas francesas vão recuperar os segmentos superiores”

Alain Prost

Que vantagens nos trarão os veículos autónomos do futuro?

Antes de tudo o mais, eles oferecem uma maior segurança e conforto da condução, sobretudo no trânsito urbano. Também podemos imaginar uma série de funções, que são relativamente fáceis de executar com recurso a aplicações no smartphone, como controlar o carro à distância. Tudo isto parece inacreditável, mas penso que irá tornar-se realidade, e muito mais rapidamente do que qualquer um de nós espera.

O que falta à indústria automóvel francesa para reconquistar um lugar de topo na categoria das grandes berlinas de prestígio, a par com as marcas premium alemãs?

Penso que hoje já não falta muita coisa. É verdade que as marcas francesas foram descendo de segmentos de mercado ao longo dos últimos anos. Foi uma decisão estratégica, que está agora a ser contrariada e que vai exigir algum tempo até que as marcas francesas recuperem o lugar que já tiveram nos segmentos superiores.

Para estar nos segmentos de topo é preciso ter design e neste campo a Renault teve uma evolução notável, graças ao trabalho de Laurens van den Acker, que há três anos tomou as rédeas do departamento de design. Já é possível vernos que há uma imagem construída a sustentar os novos modelos Renault. E esta questão de imagem é muito importante para o sucesso dos modelos maiores, como as grandes berlinas.

Se a França tem a tecnologia, o conforto e o prestígio, que falta então?

Talvez as cadeias de produção, a maneira de ganhar dinheiro. E isso exige toda uma estrutura por detrás. É preciso tempo para dispor de uma gama de vários modelos grandes, que possibilite vantagens industriais, como já acontece nos segmentos dos modelos mais pequenos, em que vários automóveis partilham as mesmas plataformas base, os mesmos motores e as mesmas transmissões, com enormes sinergias em termos de custos de produção. isto é mais complicado para marcas que, para já, dispõem de uma gama curta nos segmentos superiores.

Já conduziu o novo Renault Talisman. Quais as suas primeiras impressões deste modelo?

Fiquei muito surpreendido. Conduzi o Talisman em estrada e em circuito e isso foi importante, porque num traçado em pista fechada com uma viatura de série tudo parece mais fácil, porque temos espaço e segurança. Diverti-me bastante ao volante do Talisman.

O Talisman é de tal forma bom que até me atrevi a dizer à Renault que ele merecia um motor mais potente, pois é muito bem equilibrado e trava bem, é segura e é muito fácil a forma como podemos passar das afinações desportivas do modo de condução Sport, para as do modo Confort. E há ainda a vantagem das quatro rodas direcionais.

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