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Contacto novo Renault Clio: Retoques cirúrgicos

Sendo um dos modelos mais vendidos na Europa, percebe-se bem o desafio que representou para a Renault a atualização de meio de ciclo do Clio. Além disso, este modelo representa ainda um papel muito importante para a marca no mercado nacional, sendo o líder de vendas absoluto desde o lançamento. Um feito que os responsáveis nacionais da Renault esperam possa ser continuado este ano.

Está definido assim o pano de fundo para o renovado Clio, que adota um estilo muito semelhante ao anterior, mas com retoques cirúrgicos que visam aumentar o seu apelo. Aqui, nota muito positiva para os esforços efetuados ao nível da qualidade interior. Os novos revestimentos macios no tablier e nas portas (com painéis renovados integrando apoios de braço integrais para acentuar a qualidade visual e incorporando novos botões de comando), incrementam a noção geral de qualidade a bordo, numa bem-vinda alteração proporcionada pela Renault, que ‘resolveu’ assim alguns pontos críticos do modelo aquando do seu lançamento. Também o volante foi redesenhado, perdendo alguns elementos plásticos de que dispunha quando foi lançado. Nas versões superiores, é revestido a couro. O espaço no interior é que não se alterou, sendo apenas adequado atrás, sobretudo para as pernas dos ocupantes.

Poucas mexidas no exterior

Na frente, sobressaem os faróis com tecnologia LED “Pure Vision”, os quais desempenham as funções de médios e de máximos. Além de alterarem a estética do modelo, esta tecnologia melhora também a segurança, graças a uma luz 20% mais potente que um feixe de halogéneo e que provoca menos encandeamento. Nas versões superiores, as óticas do CLIO também integram faróis diurnos LED em forma de “C”, característicos da nova assinatura luminosa da gama. As luzes traseiras LED estão, também, acesas em permanência e adotam a forma em “C” (disponível consoante as versões e apenas na carroçaria berlina). Nas versões de entrada e médias, o novo Clio é dotado de faróis diurnos LED e de elementos cromados na parte inferior da grelha dianteira.

Técnica: o que há de novo?

Em termos de novidades técnicas, realce para a chegada de duas novas opções de motorização, a saber, os Energy TCe de 120 cv e Energy dCi 110 em ambos os casos com caixas manuais de seis velocidades.

Apreciação uniforme aos dois é a boa capacidade de resposta em baixas rotações e elevado refinamento de funcionamento, o que denota também um bom trabalho na supressão de ruídos e vibrações provenientes do compartimento do motor. Mais em concreto, gostámos particularmente da recém-firmada ‘aliança’ entre caixa manual de seis velocidades e o bloco a gasolina de 120 cv, posicionando-se não só num patamar mais acessível em termos de preço mas também com uma condução muito eficaz graças à disponibilidade de uma boa parte dos 205 Nm de binário em baixas rotações e ao bom escalonamento de caixa. Seria a nossa escolha, mas sabe-se bem que o mercado nacional é especial adepto de variantes diesel…

Por outro lado, entre estas últimas nota para a chegada do 1.5 dCi de 110 cv também com caixa manual de seis velocidades e que tem o condão de repetir no Clio os bons atributos que já lhe são conhecidos, ou seja, prestações muito competentes graças a um dos motores que continua a ser dos melhores no segmento pela combinação de performance e economia. A disponibilidade em baixas rotações tanto nas acelerações, como nas retomas joga a seu favor.

O comportamento prima pelo bom equilíbrio geral, sendo orientado sobretudo para o conforto, mesmo que permita uma condução com algum grau de diversão ao volante, fruto de um chassis bem calibrado.

Ligado ao mundo

Ao  nível do infoentretenimento, a Renault aposta em soluções distintas consoante o desejo do cliente, oferecendo sistemas R&Go, Media Nav Evolution e R-Link Evolution. O primeiro permite ligar, instantaneamente, o Clio ao smartphone do utilizador, podendo a partir daí aceder às funções mais úteis do automóvel, organizadas em quatro universos: Navegação, Telefone, Multimédia e Veículo, ao passo que o segundo, oferecido na gama média) é já composto por ecrã tátil de 7 polegadas integrado no painel de bordo e que permite obter navegação com informações de trânsito, função Bluetooth para telefonar ou ouvir música em streaming, câmara de marcha atrás e função Driving Eco2. Por fim, o R-Link Evolution é proposto um sistema multimédia completo com navegação e conectividade avançada.

No caso da variante Energy TCe 120, a adição da caixa manual de seis velocidades representa um beneficio já que no no nível GT Line tem um custo de 18.570 euros, face aos 20.470 euros da versão com caixa automática de dupla embraiagem EDC. Quanto ao Energy dCi 110 com caixa manual de seis velocidades, terá preço de 22.820 euros no nível GT Line.

Em suma…

No geral, a Renault limitou-se a mexer nos pontos que careciam de atualização numa fase em que a concorrência no segmento dos utilitários é feroz. O estilo continua a ser dos mais bem conseguidos entre os seus pares e as alterações no interior tornam o Clio um pouco mais ‘familiar’ direto do Mégane em termos qualitativos. As novas opções de motorização são bem-vindas, com natural destaque para a versão dCi de 110 cv que deverá assumir 15% do mix de vendas do modelo, de acordo com a Renault. O que não invalida o facto de a nova variante a gasolina com caixa manual (a novidade deste grupo motopropulsor, ao fim e ao cabo) ser extremamente refinada e eficaz. Provavelmente, terá números residuais, mas vale a pena ponderar se não fizer muitos quilómetros por ano.

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