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25 anos de Renault Clio: a história de um ícone

O Renault Clio é um dos modelos mais emblemáticos da marca gaulesa e um dos utilitários mais vendidos no mundo. Nasceu em 1990 e está atualmente na sua quarta geração.

Clio I (1990-1998): O início de uma era de ouro

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No outono de 1990 o Clio foi apresentado no Salão de Paris iniciando as suas vendas em França quase de imediato, em setembro, ao passo que na Europa o modelo só seria introduzido no mercado em março de 1991. Na altura, o utilitário começou a substituir a presença do Renault 5 (que continuou a ser construído até 1996) e a gama de motores disponíveis incluía os blocos a gasolina 1.2 L e 1.4 L E-type e os blocos diesel 1.7 L e 1.9 L. Os motores a gasolina receberam um sistema de injecção de modo a cumprir as normas de emissões poluentes. O desenho apelou aos jovens e o seu sucesso foi reforçado pelo prémio de ‘Carro do Ano’ de 1991, ajudando o Clio a destacar-se dos seus concorrentes da altura, como o Peugeot 205, Citroën AX, Fiat Uno, Opel Corsa e Ford Fiesta, entre outros.

Em 1994 foi apresentada a fase 2 no Salão de Genebra, a qual exibia detalhes mais modernos como os faróis e os apontamentos na bagageira, além de outros pequenos detalhes. Contudo foi só em 1998 que surgiu uma nova geração. Durante estes oito anos de Clio I, a gama de motores foi ainda atualizada em 1996 (fase 3) para blocos de 1149 cc D7F MPI (Multi Point Injection).

Em 1993, a Renault lançou uma pequena versão hatchback do Clio equipada com um bloco 1.8 de 110 cv, saias laterais e travões de disco assim como uma edição limitada – o Clio Williams – que contou com uma produção de 3800 unidades para celebrar a parceria e os sucessos desportivos na Fórmula 1, através da parceria com a Williams. Contudo, a adesão a esta novidade foi tão grande que a Renault acabou por produzir mais 1600, resultando num total de 12.100 veículos saídos da fábrica.

 

Clio II (1998-2005): das linhas retas às arredondadas

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Em maio de 1998 surge a segunda geração do Clio. Esteticamente as diferenças são imediamente notórias, sendo que todas as linhas foram arredondadas e os faróis aumentados de forma circular. Parte das novidades do novo Clio passavam também por materiais mais leves, capazes de reduzir significativamente o peso do veículo trazendo ganhos no consumo e nas reparações à posteriori. Os blocos que o equipavam esta geração foram praticamente os mesmos que iniciaram a versão base: 1.2, 1.4 e 1.6 a gasolina e 1.9 diesel.

Ainda no mesmo ano o Clio Sport entra no mercado por um preço que excede o dobro do Clio II, não sendo por isso vendido abaixo dos 17.500 euros. Vinha equipado com um bloco 2.0 de 16 válvulas capaz de atingir os 220 km/h

No começo do milénio, em 2000, a marca francesa aposta numa versão desportiva 16V equipada com um motor 1.6 de 16 válvulas que marcou o início de uma nova tendência: motores antigos são submetidos a um upgrade de potência e eficiência. Além disso, o utilitário recebe quatro estrelas pela EuroNcap nos testes de segurança.

Um facelift mais significativo apareceu em 2001 cujo interior foi melhorado em termos de qualidade, o exterior volta a receber linhas mais angulares e o motor é substituído por um diesel 1.5 common rail. Já em 2004 surge a fase 3 com mudanças especialmente visíveis nas jantes, faróis e para-choques.

 

Clio III (2005-2014): mais espaço, mais peso, mais caro

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A terceira geração do Clio foi revelada em 2005 no Salão de Frankfurt e pela primeira vez o Clio começa a utilizar a plataforma B da Nissan, onde são também produzidos os modelos Renault Modus, Nissan Micra e Nissan Note. Era consideravelmente mais largo, mais pesado (cerca de 130 kg) e também mais caro do que o Clio II (iniciou as vendas na europa em outubro de 2005).

O Clio ganhava então cinco estrelas nos testes da EuroNcap e seria votado mais uma vez para carro do ano europeu em 2006, derrotando o Volkswagen Passat por apenas cinco pontos. Palavras do júri, “um pequeno carro que deveria inspirar grandes modelos”.

Em junho de 2006 as vendas da terceira geração do Renault Clio Sport começaram em França com os preços a iniciarem-se nos 23 mil euros. O modelo desportivo estava equipado com um motor 2.0 de 16 válvulas, isto é, baseado na anterior geração do Clio II Sport, e com uma caixa manual de seis velocidades. O bloco era capaz de debitar 197 cv às 7250 rpm, sendo a sua velocidade máxima de 215 km/h e o seu poder de aceleração dos 0 aos 100 km/h de 6,9 segundos. Mais tarde, uma versão carrinha do Sport Tourer foi revelada em março de 2007 substituindo o motor atmosférico 1.4 por um turbo 1.2 TCe de 101 cv.

É precisamente nesta geração que surge a linha GT, um outro desportivo da gama Clio com um design mais agressivo. Com ele surgiu uma grelha em preto, saias laterais, suspensão especialmente desenvolvida para o efeito, dupla saída escape e spoiler traseiro. Em 2008 deu-se a chegada de outra novidade, na forma de uma carrinha compacta para as famílias mais jovens.

 

Clio IV (2012): quase um compacto

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O Clio IV foi apresentado no Salão de Paris de 2012, coincidindo por isso com mais dois anos de produção do Clio III. Está disponível na versão hatchback e desde 2013 na versão carrinha. Atualmente é produzido quer na fábrica francesa Flins como em Bursa, na Turquia e o seu visual já emana um estilo bem mais moderno e sofisticado.

Em termos estéticos as maiores diferenças surgem na distância entre eixos, que é agora significativamente maior, tornando-o praticamente um carro compacto até porque a largura e a altura voltaram a ser ligeiramente aumentadas.

Nesta mais recente geração dá-se também primazia a equipamentos tecnológicos como o sistema “mãos-livres”, sistema de infoentretenimento Renault R-Link que conta com mais de 50 aplicações e conectividade com câmara traseira. Como opcional surge mais tarde, em 2013, uma caixa automática de seis velocidades.

No que diz respeito aos motores a gama de blocos a gasolina consiste em duas opções: 1.2 de 16 válvulas e 4 cilindros com 75 cv e um um bloco turbo 0.9 de 90 cv com emissões abaixo dos 100 g/km. Uma segunda versão do motor 0.9 com 120 cv foi introduzida em 2013 assim como um turbo 1.6 de quatro cilindos capaz de debitar 197 cv para o Clio Renault Sport.

A título de curiosidade o Clio no Japão não pode ser vendido sobre a mesma designação que no resto mundo uma vez que a Honda detém os direitos desse nome. Assim, no país nipónico, o Clio é vendido através da insígnia Lutecia.

Em 2016, este modelo foi sujeito a uma ligeira atualização que lhe confere um visual modernizado e uma gama de motorizações mais versátil, com o motor 1.2 TCe de 120 cv associado a caixa manual de seis velocidades e 1.5 dCi de 110 cv também com caixa manual de seis velocidades. Além disso, também a versão RenaultSport conta com características renovadas, assentes no chassis Trophy – mais rígido – e motor 1.6 turbo de 220 cv associado a caixa EDC6 de dupla embraiagem.

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