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Citroën C3: Ambição e irreverência em receita de sucesso

Ao Citroën C3 de nova geração podem ser incutidos muitos atributos – irreverência, jovialidade, evolutivo, etc -, mas ao citadino da marca Francesa não lhe pode ser retirado o mérito de ser dotado de características vincadamente únicas. A sua importância para a Citroën é inegável quando se percebe que este modelo compacto merece, desde 2002, ano do lançamento do primeiro C3, o estatuto de ‘best-seller’ para a marca do ‘doube chevron’, com um total de vendas em redor dos 3.5 milhões de unidades.

Mais ainda quando se percebe que esse seu estatuto é também reproduzido em Portugal, onde o C3 representou uma em cada quatro vendas da Citroën e em que até ao final de setembro, o modelo que se apresta a sair de gama leva já 3000 unidades registadas, o que é um feito particularmente interessante se se tiver em conta que supera já o valor total das vendas dos anos de 2014 e de 2015. Ainda assim, longe do recorde de vendas com 8300 automóveis vendidos em 2003.

Mas a sua importância é contundente para a Citroën e nenhum dos responsáveis da compania o nega. Antes pelo contrário: o novo C3 – terceiro em linhagem – surge como o modelo certo para dar início a uma era de rejuvenescimento da marca, que terá continuidade com uma série de lançamentos faseados ao longo dos próximos anos.

Receita Cactus

Visualmente, o C3 é portador do ‘bilhete de identidade’ da Citroën com traços inconfundíveis e até inspirados numa filosofia anunciada com o C4 Cactus. Os faróis bipartidos, a grelha superior com o ‘double chevron’ integrado, os elementos retangulares (faróis de nevoeiro ou as entradas de ar inferiores) e os indisfarçáveis Airbump (opcionais no nível Feel e de série no nível Shine) são tipicamente assumidos como elementos da Citroën contemporânea, associado ainda ao tejadilho ‘flutuante’, também em voga na companhia Francesa.

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Assinatura gráfica da marca, os Airbump protegem a carroçaria, ao mesmo tempo que reforçam o estilo do veículo. A sua pele anti-riscos está cheia de ar e faz o papel de para-choques. O material utilizado – poliuretano termoplástico alifático – permite resistir às agressões do quotidiano, como o sol, a água, o envelhecimento e os riscos. Os Airbump compõem-se de seis cápsulas com ar encapsulado, colocadas na parte inferior das portas, área particularmente vulnerável em cidade. Estes Airbump são animados por uma banda exterior de cor branca ou vermelha, segundo as versões.
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Essa estética tão apelativa tem por missão chegar a uma série de novos clientes, renovado a sua base de condutores/proprietários que refletem também uma nova sociedade que privilegia novos modos de consumo, diferenciação, partilha ininterrupta e fácil e vivência sempre em conexão. Ou seja, todo um leque de famílias ativas que procuram um utilitário acessível, estiloso e tecnologicamente avançado. No interior, prossegue a receita Cactus com uma série de elementos simples, mas de estética interessante: o exemplo mais paradigmático está no puxador das portas, que replica o do C4 Cactus e que advém da inspiração das pegas da malas.

De resto, a construção surpreende pela elevada qualidade a bordo, com montagem de painéis praticamente irrepreensível, mesmo num interior em que os plásticos dominam (também eles de boa qualidade), não obstante materiais suaves na parte superior do tablier e do elevado leque de opções de personalização. É esta, aliás, uma das outras traves-mestras do novo C3 – a facilidade com que cada cliente pode configurar um C3 único. No total, a marca garante três cores de tejadilho, nove cores de carroçaria e 36 combinações possíveis de decoração, a par de quatro ambientes interiores distintos. Tudo isto num pacote de cinco portas com menos de quatro metros (3,99 metros de comprimento), cinco lugares e bagageira com 300 litros.

Um ‘match-point’ que se torna difícil de rebater.

Atributos chave

Na apresentação do novo C3, o gestor de produto, Thierry Blanchard enumerou cinco traços essenciais que dão azo ao novo modelo: Design, Conforto, Personalização, Tecnologia e Conectividade. O elemento do design é de fácill apreensão e foi já abordado (bem como o de personalização), mas quanto ao conforto, importa destacar a importância que a Citroën dá ao atributo do conforto, o qual pretende repor como característica de definição daquilo que é a condução de um modelo da marca – conforto de rolamento e conforto de vivência a bordo. As impressões iniciais são francamente positivas em ambos os aspetos, com um modelo bem concebido a nível de chassis, ágil mas competente na filtragem do asfalto. A marca faz alarde do pacote tecnológico Citroën Advanced Comfort que conjuga uma nova suspensão e do conforto acústico. A evolução dos amortecedores usados numa arquitetura de provas dadas (pseudo MacPherson com travessa deformável) é ponto-chave para a experiência de conforto.

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Entramos no capítulo da tecnologia, com a marca a agrupar todas as funcionalidades no ecrã tátil de 7’’ e permitindo o acesso e arranque em mãos livres. Por outro lado na era da partilha imediata, a Citroën estreia um inovador (no sentido em que é proposto pela própria marca) sistema ConnectedCAM Citroën. Trata-se de uma câmara HD de grande ângular, conectada, perfeitamente integrada, e que permite captar em imagens ou em vídeo os instantes da vida, permite a sua partilha imediata nas redes sociais, ou mantê-las só para si. O novo C3 propõe ainda um conjunto de equipamentos que facilitam a vida do condutor: a navegação conectada 3D com reconhecimento vocal, a câmara de visão traseira, o alerta de transposição involuntária de faixa e a vigilância de ângulo morto.
Gama de motores eficiente

A eficácia do novo C3 encontra-se, também, no conjunto da sua gama de motorizações – gasolina PureTech e diesel BlueHDi – bem como através da caixa de velocidades automática de última geração EAT6 (para o 1.2 PureTech de 110 cv S&S e apenas disponível em fevereiro). Indo ao encontro da tendência de procura, sempre mais vincada nas variantes a gasolina face às opções a gasóleo, a Citroën construiu a gama do novo C3 conjugando variantes equipadas com o bloco a gasolina PureTech de 1.2 litros (com três níveis de potências de 68, 82 e 110 cv), versões equipadas com o motor diesel BlueHDi de 1.6 litros, com 75 e 100 cv e duas possibilidades de caixa, manual de cinco velocidades e a automática EAT6 (custo de 1500 euros) unicamente disponível na versão PureTech 110.

Em termos de consumos médios, em circuito misto, o novo C3 regista 3,2 l/100 km, alcançados pela versão de baixo consumo que emite apenas 83 g/km de CO2, a menor numa escala de emissões que não ultrapassa as marcas dos 95 g/km (diesel) e 110 g/km (gasolina), disponível nos motores a gasolina de 110 cv (CVM e EAT6) e nos diesel de 75 e de 100 cv.

Num espírito de abertura, como já tem sido evidenciado pelo Grupo PSA no âmbito do seu esforço de divulgação de informações fidedignas dos seus modelos, a Citroën divulgou também alguns dos dados de consumos reais deste novo utilitário, mostrando alguns aspetos importantes. Assim, para o PureTech 82 CVM é apresentado um valor ‘real’ de 6,0 l/100 km, enquanto o modelo PureTech de 110 EAT6 regista mais fidedignos 6,8 l/100 km. Já a variante diesel BlueHDi de 75 cv com caixa manual regista 4,9 l/100 km.

Os níveis Live e Feel contam com jantes de 15 polegadas, em ferro com embelezadores de design específico, tendo o patamar Shine jantes de liga leve de 16 polegadas de série, ou 17 em opção (todas são opcionais para o nível Feel). Entre o leque de novidades em termos de visão estratégica está a colocação deste modelo como proposta real para as empresas, proporcionando custos controlados, conectividade elaborada, motores eficientes e custo de propriedade (TCO) vantajoso, sendo que a marca destaca o facto de o sistema Connect Box ser de série e permitir aos gestores de frota um controlo mais aturado do seu leque de veículos. Ou seja, através desse sistema, podem ter acesso aos consumos, localização, estado do veículo, entre outros elementos.

Os preços do novo Citroën C3 em Portugal iniciam-se nos 12.650 € da versão de entrada 1.2 PureTech 68 CVM Live, sendo que a respetiva versão diesel, assente no 1.6 BlueHDi de 75 cv Live tem custo de 17.050 euros.

A marca espera vender um mix de 65% de modelos a gasolina, 35% diesel e um desempenho partiicularmente interessante em termos de frota: 25% de clientes empresariais. De forma ambiciosa, a marca aponta a um lugar no top 3 no seu segmento em Portugal.
Preços

1.2 Puretech 68 CVM                 12.650€ (Live)       13.850€ (Feel)
1.2 Puretech 82 CVM                 14.350€ (Feel)       16.450€ (Shine)
1.2 Puretech 110 S&S CVM       17.150€ (Shine)
1.2 Puretech 110 S&S EAT6      16.850€ (Feel)       18.950€ (Shine)
1.6 BlueHDi 75 S&S CVM         17.050€ (Live)        18.250€ (Feel)
1.6 BlueHDi 75 S&S CVM BC 83g     18.450 € (Feel)
1.6 BlueHDi 100 S&S CVM      18.850€ (Feel)        20.950€ Shine

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