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Comparativo Hyundai i20: qual escolher, gasolina ou diesel?

Longo caminho percorreu o i20 da Hyundai até chegar a uma forma que faz dele um carro muito interessante e competitivo no segmento dos utilitários. Espaçoso, bem equipado e fácil de conduzir e utilizar, há uma questão sobre o i20 que é incontornável: deve escolher o novo motor 1.0 T-GDI com 100 CV a gasolina ou o 1.1 CRDi 75 CV a gasóleo?

O i20 é uma das pedras basilares da Hyundai na sua luta por mais vendas e por maior penetração no mercado europeu, sendo isso evidente na quantidade de remodelações feitas ao modelo. Num segmento dominado por heróis locais, ou seja, vendas dominadas por produtos produzidos localmente – no caso de Portugal é o Renault Clio que domina – o Hyundai i20 tem ainda que lutar com modelos como o Skoda Fabia e o VW Polo. Não é uma luta fácil e por isso a Hyundai não “inventou” e abordou o i20 pelo lado mais fácil: simples, eficaz e fiável.

Para que não ficasse atrás dos adversários, a Hyundai colocou no i20 o bloco 1.0 litros turbo a gasolina com 100 CV acoplado a uma caixa de cinco velocidades, bem escalonadas, mas com a quinta ligeiramente longa para não penalizar em demasia os consumos. Mas porque ainda há muito cliente a pedir, inexplicavelmente, um motor diesel num utilitário, o i20 propõe o bloco 1.4 litros com 90 CV, este com caixa manual de seis velocidades.

No exterior, o desenho não é tão inspirado como o do seu “irmão” Kia Rio recentemente apresentado, mas está nos antípodas do meio desastrado “fluidic sculpture” do passado. Está muito mais interessante e no interior tem o seu ponto mais forte. É espaçoso, está bem equipado, com uma boa posição de condução e uma qualidade muito interessante para um carro deste segmento.

Colocado em marcha, o i20 faz tudo bem, mas sem emoção. O carro curva bem, tem aderência no eixo dianteiro, controla bem o rolamento da carroçaria e a direção, leve a baixa velocidade, ganha peso com rolamos mais depressa e deixou de ter a irritante imprecisão quando em linha reta do anterior modelo.

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O conforto não é das suas maiores qualidades. É verdade que não chega, em termos de dureza, aos calcanhares de um Mini, mas a verdade é que o i20 passa pelas lombas e pelos buracos com uma frente relativamente suave para depois a traseira saltar do que se esperaria sentido a frente a passar pelo obstáculo. Então nas juntas de dilatação, o i20 sofre um bocadinho.

Resumindo, o i20 consegue tocar todas as teclas certas para um utilitário ter sucesso, mas depois falta-lhe algumas coisas que o fazem ficar atrás dos rivais. Espaços, sim, mas um Skoda Fabia faz o mesmo e com qualidade superior, a bagageira é melhor que a de um Ford Fiesta, mas não consegue acompanhar este no que toca ao comportamento e ao envolvimento na condução. Tem qualidade de construção, mas um VW polo faz melhor. Quer isto dizer que o Hyundai i20 é mau? Não!!!! Bemn longe disso. É um carro muito agradável de utilizar e, provavelmente um dos mais fáceis de conduzir e explorar e, só por isso, é um carro interessante. Agora, gasolina ou diesel?

Confesso quer gosto mais do i20 com o motor a gasolina, uma unidade moderna de três cilindros que sobe com relativa desenvoltura até ás 4000 rpm, deixando a partir dai de oferecer muito mais em termos de força. A potência não absurda e por isso não é carro para aventuras fora do ambiente urbano, pelo menos aventuras em que o i20 faça o papel de um familiar. Os consumos são interessantes e com algum cuidado é fácil ficar abaixo dos 5 litros pode cada centena de quilómetros. O esforço feito na insonorização quase nos faz esquecer que o motor é um tricilindrico. Um motor muito interessante, mas que é mais ruidoso que os blocos da Opel e da VW e menos espigado que o Ecoboost da Ford, mas mesmo assim muito interessante.

Já o motor diesel, tem algumas dificuldades, não só pela menor potência, mas também porque é mais lento e menos económico que os rivais. As diferenças para modelos como o Skoda Fabia ou até o Ford Fiesta e o VW Polo são grandes. É verdade que gasta menos que o i20 1.0 T-GDI, mas a diferença é muito curta. Depois há ali um pouquinho de tempo de espera para o turbo encher e só a partir das 1800 rpm é que o motor ganha outra desenvoltura. Em cidade vale-se do binário para parecer muito mais ágil que o i20 a gasolina, mas a verdade é que saindo do casco urbano, sente.se que falta potência ao i20 e nessa altura, o motor a gasolina impõe a sua lei. Finalmente, o bloco turbodiesel consegue romper a insonorização cuidada do i20, especialmente quando exigimos tudo do bloco de 1.1 litros com apenas 75 CV. O ruido do motor sente-se e há uma notável vibração que chega aos pedais. O peso do motor no eixo dianteiro também faz das suas e ao mesmo ritmo do i20 a gasolina, a frente fica ligeiramente menos precisa.

Veredicto

Claramente a vitória vai para o modelo a gasolina, ainda por cima quando o i20 ainda não tem, em Portugal, o bloco 1.4 CRDI com 90 CV. A diferença de potência, a agradabilidade do motor a gasolina e a maior facilidade em enfrentar terrenos extraurbanos, faz o veredicto pender para o lado gasolina. Este é mais barato (pouco é certo) mas a manutenção é mais barata e o i20 com motor a gasolina é, claramente, uma melhor proposta.

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FICHA TÉCNICA

Hyundai i20 1.0 T-GDI

Motor 3 cilindros em linha, injeção direta; Cilindrada (cm3) 998; Diâmetro x curso (mm) 71 x 84; Taxa compressão 10:1; Potência máxima (cv/rpm) 100/4500; Binário máximo (Nm/rpm) 172/1500 – 4000; Transmissão e direcção Tracção dianteira, caixa manual de 5 velocidades; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Tipo McPherson; eixo de torção; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura  4065/1760/1529; distância entre eixos 2570; largura de vias (fr/tr) 1511/1513; travões fr/tr. Discos ventilados/discos; Peso (kg) 1085; Capacidade da bagageira (l) 326/1042; Depósito de combustível (l) 50; Pneus (fr/tr) 185/55 R16; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 10,3; velocidade máxima (km/h) 176; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 3,9/5,5/4,5; emissões de CO2 (g/km) 106; Preço versão ensaiada (Euros) 17.229

Hyundai i20 1.1 CRDi 75

Motor 3 cilindros em linha, injeção direta, turbodiesel; Cilindrada (cm3) 1120; Diâmetro x curso (mm) 75 x 84,5; Taxa compressão 16:1; Potência máxima (cv/rpm) 75/4000; Binário máximo (Nm/rpm) 180/1750-2500; Transmissão e direcção Tracção dianteira, caixa manual de 6 velocidades; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Tipo McPherson; eixo de torção; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura  4626/1814/1449; distância entre eixos 2712; largura de vias (fr/tr) 1591/1586; travões fr/tr. Discos ventilados/discos; Peso (kg) 1090; Capacidade da bagageira (l) 580; Depósito de combustível (l) 50; Pneus (fr/tr) 185/65 R10; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 10,6; velocidade máxima (km/h) 161; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 3,3/5,1/4,6; emissões de CO2 (g/km) 97; Preço versão ensaiada (Euros) 19.992

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