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Saiba tudo sobre o novo Honda Civic

A décima geração do Civic é um carro importantíssimo para a Honda, a tal ponto que a casa japonesa gastou mais de um terço do orçamento de pesquisa e desenvolvimento global só para cuidar do Civic. A Honda reclama para o novo modelo a melhor dinâmica e sofisticação de sempre. Vamos conhecer todos os detalhes e mais logo fique a conhecer as primeiras impressões de condução.

A Honda é clara quando diz que o Civic foi alvo do maior programa de desenvolvimento de um único modelo em toda a história da marca já com mais de 70 anos, envolvendo todos os recursos dos departamentos de pesquisa e desenvolvimento espalhados pelo mundo e amplos recursos financeiros.

“O nascimento desta décima geração do Civic representa um dos mais ambiciosos desenvolvimentos de um novo modelo jamais feito pela Honda. Além do empenho dos recursos do departamento de pesquisa e desenvolvimento, o processo envolveu as operações industriais da Honda um pouco por todo o mundo. O carro, o Civic mais desportivo de sempre, estabelece novos padrões para o segmento no que toca à performance dinâmica, eficiência nos consumos, espaço interior, segurança e qualidade!”

Mitsuru Kariya, responsável global pelo projeto do Honda Civic

A equipa de desenvolvimento do Civic trabalhou arduamente para igualar o modelo da Honda às referências do segmento em termos de conforto, comportamento, direção e ruído, vibração e aspereza (NVH), bem como de qualidade do interior e refinamento geral.

Assente em 40 anos de história, o Civic não trai as suas origens e o conceito original “um carro para as pessoas, um carro para o mundo”, com a Honda a tentar casar um estilo diferenciado com um desenho desportivo e praticabilidade versátil.

O Civic, para já, só terá versão de cinco portas e apresenta-se maior, mais largo e mais baixo que o seu antecessor. Os avanços dianteiro e traseiro são curtos e a distância entre eixos alongada e no que toca ao estilo, o Civic mostra uma face dianteira de linhas retas e agressivas, com uma face determinada, que se junta a cavas das rodas musculadas e depois uma traseira com destaque para os farolins, com a parte inferior do para choques a exibir dupla saída de escape colocada ao centro.

A posição de condução é uma das grandes novidades do interior do Civic, ficando o condutor agora bem mais baixo, pois a nova plataforma retira o depósito de combustível debaixo dos bancos dianteiros e coloca-o debaixo do banco traseiro. São 35 mm menos, o que faz muita diferença.

Nova plataforma

A nova plataforma do Civic exibe uma nova forma de fabrico, criteriosa escolha de materiais e processo de desenvolvimento que, tudo junto, permitiu retirar 16 quilogramas em relação ao anterior modelo, exibindo 52% mais de rigidez torsional. Esta rigidez foi obtida com a utilização de pontos de soldadura mais aproximados – habitualmente o espaço é de 40 a 50 mm, no Civic é de 20 mm – e a utilização de aço de elevada durabilidade, juntamente com aço estampado, utilizado em 12% de toda a estrutura. Contas feitas, são 65% mais de rigidez global da plataforma que, além de tudo isto, oferece diferenças na suspensão.

Tudo é novo neste particular, com sistema McPherson na frente e eixo independente multibraços atrás. O eixo dianteiro conta com duplo pino de articulação da direção, ligada a uma direção com assistência elétrica, mas afinada para os padrões europeus. Com o deslocamento do depósito de combustível para debaixo do banco traseiro, além de se ficar sentado mais baixo, permitiu baixar o centro de gravidade 10 mm. No que toca ao peso, as suspensões economizaram 8 quilogramas. No que toca à resistência ao rolamento, o Civic tem mais 12% à frente e 32% atrás, aqui via o eixo traseiro multibraços.

O novo Honda Civic pode ser encomendado com amortecedores adaptativos, sistema que já estava disponível no modelo aquando da sua remodelação em 2014, na versão carrinha e na suspensão traseira apenas, que recebeu ligeiras evoluções. Permite ao condutor escolher dois estágios de dureza dos amortecedores, uma mais confortável (normal), outra orientada para o comportamento (dynamic). O sistema é de monitorização contínua do amortecimento.

O sistema de controlo de estabilidade da Honda, denominado AHA (Agile Handling Assist) foi revisto e afinado para os gostos europeus, provendo ajuda subtil quando as coisas são menos fáceis para o condutor, permitindo um comportamento mais previsível a qualquer velocidade.

Motores a gasolina sobrealimentados

O Civic é o primeiro modelo a oferecer na Europa o motor de 1.0 litros sobrealimentado feito com base num bloco de 3 cilindros, e o propulsor de 1.5 litros igualmente sobrealimentado. Ambos os motores estão acoplados a uma nova caixa manual de 6 velocidades com a opção de uma unidade automática CVT.

Tanto o bloco 1.0 como o 1.5 litros, apesar de um ser 3 cilindros e o outro 4 cilindros, descendem diretamente do motor 2.0 litros usado no Civic Type R (o diâmetro dos pistões é igual nos três blocos), partilhando a tecnologia que permite exibir níveis de potência e binário interessantes.

Ambos têm injeção direta e um turbo pequeno de baixa inércia sem geometria variável, sistema i-VTEC (tempo de abertura e fecho variável das válvulas) e duplo variador de fase (Dual VTC). Cumprem as regras Euro6 e no caso do tricilindrico a potência é de 129 CV às 5500 rpm e um binário de 200 Nm às 2250 rpm. O consumo médio é de 4,8 l/100 km e as emissões de 110 gr de CO2.

Já o 1.5 litros turbo tem uma potência máxima de 182 CV ás 5500 rpm e 240 Nm de binário entre as 1900 e as 5000 rpm. O consumo é de 5,8 l/100 km e as emissões de CO2 são de 133 gr/km. O motor turbodiesel será o conhecido bloco 1.6 i-CTDI, mas chegará a Portugal apenas em dezembro com carroçaria de 4 e 5 portas.

Interior espaçoso

O novo modelo é mais espaçoso que o anterior e o desenho também é diferente, mais agradável à vista e mais arrumado. A nova plataforma tem mais 30 mm na distância entre eixos e a maior largura, também aumenta a sensação de espaço. Como referimos, a posição de condução está mais baixa 35 mm, o capot motor foi rebaixado 65 mm, os pilares A são mais estreitos 12 mm e tudo isto permite que a visibilidade seja recordista no segmento com 84,3 graus de visibilidade para diante.

O banco do condutor tem 14 posições de regulação, além de 10 mm mais de apoio lateral e outros 10 mm mais na amplitude de ajustamento. O espaço dianteiro à altura dos ombros cresceu 10 mm, o espaço entre os bancos dianteiros cresceu 30 mm, enquanto que no banco traseiro, há mais 20 mm de espaço á altura dos ombros. Mas mais importante, os ocupantes do banco traseiro, tem agora mais 95 mm de espaço que anteriormente para arrumar as pernas e 45 mm mais para os joelhos.

Para ajudar a recentrar as massas e conferir uma distribuição de pesos mais uniforme – o atual modelo tem uma repartição 63-37%, o novo Civic tem 61-39% – o motor recuou 7 mm, a bateria recuou 346 mm e o eixo dianteiro avançou 45 mm e o eixo traseiro avançou para a extremidade do carro 50 mm.

No que toca à bagageira, a capacidade é de 478 litros. O banco traseiro rebate na proporção 60/40, o acesso ao compartimento de carga é baixo (679 mm) e a largura do acesso é de 1120 mm. A bagageira tem um compartimento escondido que permite arrumar longe dos olhares alheios alguns items.

A chapeleira é inovadora e está montada numa espécie de cassete lateral. Quando é preciso usar todo o espaço, basta recolher lateralmente a chapeleira para a referida cassete, eliminando a necessidade de retirar e arrumar dentro do carro ou na garagem a chapeleira. Ainda assim, pode ser retirada ou trocada de lado.

Conectividade alargada

O interior do Civic tem uma consola central com vários patamares. Por baixo da zona do carregador sem fios do telemóvel, está a zona tecnológica com entradas USB e HDMI para vídeo, bem como uma tomada de 12 volts, com a tampa a ter uma zona para passagem dos fios sem os danificar. Ainda na consola central está um vão com tampa deslizante e dois porta copos. Já num plano superior estão os comandos do sistema de climatização e, mais acima, a central de comando do Honda Connect 2. O ecrã de sete polegadas a cores é sensível ao toque e inclui a visualização dos valores de temperatura do sistema de climatização.

Frente ao condutor está outro ecrã de 7 polegadas denominado “Driver Information Interface” (DII) que funciona como painel de instrumentos virtual, onde podem ser dadas informações digitais ou analógicas, consoante a versão. Uma das zonas do DII pode ser configurada a gosto do utilizador, para exibir a informação escolhida. Estão incluídas instruções de navegação, leitura de SMS e email comando por voz para resposta, informação do rádio ou dispositivo musical ligado, contactos do telemóvel, informação sobre a utilização diária do veículo e intervalos de manutenção. Existe, também, uma função de ajuda ao arranque em declive.

O Honda Connect 2 tem ecrã de sete polegadas sensível ao toque, possui Apple CarPlay e Android Auto e no seu coração está um processador de elevada performance Nvidia Tegra 3 “quad core” especificamente desenvolvido para o sistema. Dentro do Honda Connect 2 está a regulação do sistema de climatização. O Connect 2 tem acesso á internet via “browser” e descarga de aplicações do Honda App Center. O computador de bordo está disponível com várias informações e a aplicação “AHA” permite acesso a milhares de estações de rádio via internet, podcast, áudio books e outros. O cliente pode optar por encomendar o Honda Connect 2 com sistema de navegação Garmin de última geração. O som pode ser escutado dentro do Civic através de um sistema de oito altifalantes com 180 watts ou um topo de gama com 11 altifalantes e 449 watts de potência.

O My Honda é uma aplicação nativa que permite controlar tudo o que tenha a ver com o seu carro, a sua viagem ou o utilizador do veículo, caso o tenha emprestado à esposa, ao filho ou a um amigo.

Honda Sensing: segurança acima de tudo

Além de tudo aquilo que referimos acima sobre a plataforma, o Honda Civic oferece o sistema Sensing. Incluídos estão o “Colision Mitigation Braking Service” (ajuda o carro a parar se for determinado que a colisão é inevitável, evitando novo acidente depois), o “Forword Collision Warning (monitoriza a estrada para avisar de um potencial obstáculo que possa levar a um acidente, com avisos sonoros e visuais para alertar o condutor), “Lane Departure Warning” (deteta se o carro está a derivar para fora da faixa de rodagem, oferecendo um alerta para que o condutor faça a devida correção), “Road Departure Mitigation” (utiliza os dados obtidos pela câmara montada no para brisas para detetar se o carro está a derivar da faixa em que segue para a berma. Utiliza a assistência elétrica da direção para fazer subtis correções e manter o veiculo na faixa correta e em certas situações aplica mesmo os travões para evitar contacto. Desliga-se assim que o condutor assume o controlo da direção), “Lane Keeping Assist Control” (ajuda a manter o carro no centro da faixa de rodagem, utilizando a câmara colocada no para brisas para detetar as linhas da faixa de rodagem e fazendo correções para manter o carro no centro), Cruise Control adaptativo com radar, reconhecimento de sinais de trânsito e, ainda, o Cruise Control Adaptativo Inteligente. Acresce a tudo isto a monitorização do ângulo morto traseiro, a informação de tráfego em cruzamento e câmara de visão traseira para ajuda ao estacionamento.

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