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Primeiro ensaio Skoda Octavia 1.6 TDI: mudou pouco, felizmente!

Mudar é sempre bom, embora muitas vezes seja melhor seguir o adágio que diz “em equipa que ganha não se mexe”. No caso da terceira geração do Skoda Octavia, exceção feita à frente, discutível, pouco ou nada mudou e isso são excelentes noticias.

O Octavia para a casa checa é muito importante para o seu crescimento e depois de lhe ter oferecido uma profunda renovação em 2013, aqui está quatro anos depois nova geração com intervenção bem mais suave. Se a segunda geração não deixou nada intacto, esta limita-se a ligeiro retoque no estilo, no interior e na conectividade. O resto ficou praticamente na mesma, ou seja, a Skoda preservou os seus maiores trunfos – habitabilidade e capacidade da mala – e manteve as motorizações, transmissão e níveis de equipamento, atualizando-os.

O Skoda Octavia recebe nova geração com ligeiras mudanças que, exceção feita à frente mais duvidosa, mantêm os pontos fortes do modelo checo. Contas feitas, continua a ser um carro altamente recomendável e que merece uma segunda oportunidade de figurar na sua lista de compras

José Manuel Costa, editor executivo

Sinceramente, não percebo muito bem o que presidiu à mudança da frente do carro, pegando numa ideia que a Mercedes já teve para o Classe E que, como se sabe, não resultou. Ainda por cima, a grelha está maior e tem agora dois faróis agarrados, deixando a frente pouco proporcional e esquisita. Pode ser uma questão de gosto, admito-o, mas não podia deixar de o referir, quando ainda por cima os faróis exteriores parece que não nasceram ali. O resto do carro não recebeu alterações de monta, apenas o para choques traseiro é diferente, o que são boas notícias.

 

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No interior, há alterações ditadas pelo novo sistema de info entretenimento com ecrãs de várias dimensões que culminam nas 9.2 polegadas das versões mais bem equipadas. E aqui nada a criticar: tudo está no seu devido lugar, as formas são típicas da Skoda, sóbrias e sem grande aparato. Funcionalidade acima de tudo. A consola central está bem arrumada, bem como os comandos da climatização. A qualidade é suficiente e, como referi acima, o maior trunfo do Octavia continua a ser o amplo espaço interior (o carro e a carrinha estão maiores, mas a distância entre eixos manteve-se nos 2686 mm) e a bagageira com 590 litros para o carro e 610 litros para a carrinha.

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A base do Octavia continua a ser a plataforma MQB, mas com algumas alterações, particularmente, a via traseira que cresceu 20 a 30 mm, dependendo do motor. O que isso ofereceu ao comportamento? Sinceramente? Não dei por grandes diferenças, talvez uma nadinha mais de compostura a curvar em apoio, mas nada de fundamentalmente importante. Presumo que esta alteração tenha mais a ver com o conforto que outra coisa.

Seja como for, o Skoda Octavia é fácil de conduzir, seguro e eficaz, mesmo que a emoção não faça parte do menu de habilidades deste Skoda. É mau isso? Não! O Octavia é eficaz, seguro e confortável, tudo aquilo que se quer num carro deste segmento a preços simpáticos e com muito equipamento lá dentro.

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Porque os motores são, essencialmente, os mesmos, o Octavia mostra-se vivaço com os blocos turbodiesel. O que continua a não fazer sentido é o 1.6 TDI de 115 CV continuar equipado com a caixa manual de cinco velocidades, quando em auto estrada o motor é obrigado a gritar sem necessidade nenhuma.

A experiência a bordo do Octavia é sempre gratificante e por isso, tenho de dar os parabéns à marca checa por não ter mexido em mais nada. Até porque depois de ter visto a frente do carro, nem imagino o que seria se tivessem alterado o fundamental do Octavia…

Veredicto

Contas feitas a este primeiro ensaio, fica-me um gosto agridoce, pois o Octavia não era um carro ganhador de concursos de beleza… mas não havia necessidade da mudança feita. Poderá haver formas mais elaboradas e tecnicamente mais avançadas para ligar o ponto A ao ponto B, mas nenhuma delas oferece a praticabilidade – vejam lá que até se lembraram de fazer os porta garrafas com um fundo que as prende de forma a que possa abri-las apenas com uma mão! – e funcionalidade do Octavia. Agora reforçada pelo renovado sistema de conectividade e de info entretenimento, cujos pormenores pode ler em outra peça no seu AUTOMONITOR. Contas feitas, continua a ser um carro altamente recomendável e que merece uma segunda oportunidade se está a pensar comprar carro deste segmento.

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FICHA TÉCNICA

Skoda Octavia 1.6 TDI 115 CV

Motor 4 cilindros em linha, injeção direta, turbodiesel; Cilindrada (cm3) 1598; Diâmetro x curso (mm) 79,5 x 80,5; Taxa compressão 16,2:1; Potência máxima (cv/rpm) 115/3250 – 4000; Binário máximo (Nm/rpm) 250/1500-3200; Transmissão e direcção Tracção dianteira, caixa manual de 5 velocidades; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Tipo McPherson; independente multibraços; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura  4670/1814/1461; distância entre eixos 2686; largura de vias (fr/tr) 1549/1540; travões fr/tr. Discos ventilados/discos; Peso (kg) 1305; Capacidade da bagageira (l) 590/1580; Depósito de combustível (l) 50; Pneus (fr/tr) 195/65 R15; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 10,1; velocidade máxima (km/h) 203; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 3,7/4,5/4,0; emissões de CO2 (g/km) 105; Preço base 29.038 Preço versão ensaiada (Euros) 30.151

https://youtu.be/ju9ZL4zPjss

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