Notícias actualizadas ao minuto sobre o sector automóvel

Ricardo Tomaz (VW): “Novo Golf é o modelo mais moderno do seu segmento”

“As mudanças que a nova geração do Golf traz para o mercado são sobretudo de ordem tecnológica e o controlo por gestos é uma excelente maneira de dizermos que este modelo é o mais moderno do seu segmento”, explica Ricardo Tomaz, diretor de marketing da Volkswagen Portugal, justificando o foco que a campanha de lançamento do novo modelo da marca coloca na tecnologia.

Foto: Automonitor
Ricardo Tomaz, diretor de marketing Volkswagen Portugal, ao volante do novo Golf

Na semana em que foi lançado o novo VW Golf, Ricardo Tomaz (foto) garante que “o Golf é uma oferta muito competitiva face aos concorrentes e, provavelmente, até mais competitiva no gasolina do que no diesel”, adiantando que “os modelos gasolina são claramente um terreno novo de conquista de clientes particulares”.

A campanha de lançamento o novo VW Golf põe o foco no controlo por gestos do sistema multimédia, um extra que, se calhar, a maioria dos potenciais clientes portugueses não valoriza tanto como outros. Porquê esta necessidade de comunicar tecnologia de ponta no novo Golf?

Na realidade as mudanças que a nova geração do Golf traz para o mercado são sobretudo de ordem tecnológica. Essa evolução da modernidade do modelo tinha de ser traduzida nalgum equipamento concreto e o controlo por gestos, embora seja opção na maior parte da gama, é um equipamento que pela primeira vez se encontra democratizado no segmento médio no mercado.

Era por isso muito importante que falássemos dele, além de explicarmos o caráter simples e intuitivo que ele tem para o utilizador.

LEIA TAMBÉM Novo VW Golf com tecnologia de ficção científica

Mas não será, pelo menos para já, um equipamento mainstream…

… Não, mas é uma excelente maneira de dizermos que este modelo é o mais moderno do seu segmento e que, mais uma vez, como a VW sempre faz com todas as tecnologias, o novo Golf democratiza e banaliza (no bom sentido) tecnologias a baixo custo.

Também é uma forma de comunicar que embora não haja grandes alterações no desing, muda muita coisa que não se vê no novo Golf?

É verdade que não há uma mudança estética muito profunda, mas também o Golf nunca sofreu grandes mudanças neste campo. Este é um facelift que aproveitámos para atualizar alguns aspetos em termos de motorizações e que permite uma clara aposta na opção gasolina. Uma aposta gasolina como nunca fizemos com o Golf, nem com nenhum outro VW, e isto porque acreditamos que o mix de vendas vai voltar a dar, num futuro próximo, preponderância aos motores gasolina.

No mercado em geral, ou no segmento dos clientes particulares?

Essencialmente no mercado de particulares. As empresas continuarão para já a optar pelo diesel. Poderemos depois fazer alguma pedagogia diferente em relação a isso, mas numa primeira fase as empresas continuarão no diesel.

Mas além desta aposta no gasolina, a atualização do Golf passa também pela modernização dos sistemas de infotainment e pelas novas tecnologias a bordo.

Isso tem a ver com o facto de o ciclo de vida da tecnologia incorporada no automóvel ser hoje mais rápido que o ciclo de vida do próprio de um automóvel?

Justamente e é isso que nos permite apresentar agora aqui uma versão de um modelo que, de outra forma, não teria muito mais para dizer. Mas tem, porque já enorme modernização do ponto de vista de infotainment.

LEIA TAMBÉM Campanha de lançamento do novo VW Golf destaca tecnologia do futuro

No futuro estas atualizações não poderão ser feitas à distância, como acontece hoje com os sistemas operativos dos smartphones ou o software dos computadores?

É de prever que sim. O grupo Volkswagen já anunciou que isso acontecerá provavelmente nos seus veículos elétricos e híbridos num futuro próximo. Depois teremos de ver como é que os sistemas embarcados falam com os telemóveis à distância. Em todo o caso, num Golf ou num Up! elétricos já é hoje possível programar o ar condicionado à distância, de manhã quando acordamos, para aquecer ou arrefecer o interior do carro antes de sairmos de casa.

No novo Golf, há dois corações de gama. O turbodiesel 1.6 TDI para frotas e o gasolina 1.O TSI para clientes particulares. É isso?

Na realidade O 1.6 TDI é o modelo que nós vendemos para frotas, e que representa dois terços das nossas vendas, mas é também o carro que vendemos hoje aos particulares. Mas pensamos que no futuro próximo, além dos 1,.6 TDI (que os particulares vão continuar a comprar), teremos uma oferta muito competitiva face aos nossos concorrentes, e provavelmente até mais competitiva no gasolina do que no diesel. E, portanto, o 1.0 TSI e os modelos gasolina são claramente um terreno novo de conquista de clientes particulares.

  LEIA TAMBÉM Novo VV Golf: elétrico, plug-in, gás natural, gasolina ou diesel?

Este novo Golf vem recheado de equipamento de série e de opções, contrariando um pouco a perceção que o consumidor sempre teve de que os automóveis alemães, e a VW em particular, são parcos em termos de equipamentos. Há uma mudança de paradigma com o Golf?

Há uma mudança progressiva desse paradigma, mas a ideia que as pessoas têm que os VW tinham pouco equipamento deve ser ultrapassada porque já não corresponde à realidade, de há uns dois ou três anos para cá. Sobretudo quando começámos a colocar o GPS de série em grande parte dos nossos carros, porque é isso basicamente que os nossos concorrentes têm.

Mas há efetivamente uma vontade de quereremos melhorar cada vez mais a relação preço/equipamento dos nossos carros, e isso faz-se pelo aumento de equipamento, que temos vindo a fazer gradualmente. Sobretudo banalizando e democratizando sistema dos segmentos superiores do mercado.

  LEIA TAMBÉM  Novo VW Golf chega hoje, a partir de 22.900 euros

Ler Mais

pub


OUTRAS NOTÍCIAS
Comentários
Loading...