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Primeiro ensaio Toyota Yaris Hybrid: serena evolução

Gastar 90 milhões de euros e mudar mais de 900 peças é uma remodelação forte, mas olhando ao resultado final a evolução é menos evidente que as cifras antecipam. O teste realizado em redor de Amsterdão permitiu perceber algumas das mudanças, outras nem por isso. Mas fica a certeza que o melhor Yaris é mesmo o híbrido

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A Toyota prometeu e cumpriu! O Yaris está mais silencioso, e mais económico, como provam os dados acima referidos, o sistema híbrido está menos desfasado, sendo um carro ideal para a cidade e para os percursos de ligação extraurbano.

José Manuel Costa

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Como pode ler no artigo que publiquei há umas horas, são várias as alterações feitas pela Toyota no Yaris, destacando-se a liderança europeia no projeto. Refiro isso porque alguns dos novos pormenores do citadino da Toyota revelam, exatamente, essa liderança.

Com esta renovação da terceira geração do Yaris, a marca japonesa ofereceu um motor a gasolina com maior cilindrada para ocupar o lugar do vetusto 1.33 litros, há mais sistemas de ajuda à condução e de segurança. Com estas e outras mudanças feitas no estilo, a Toyota acredita que pode ser rival de peso para o VW Polo, Renault Clio, Peugeot 208 e Ford Fiesta, com um carro produzido em França na cidade de Valenciennes.

Como o novo motor de 1.5 litros não vai estar disponível em Portugal, concentrei-me no híbrido, responsável por 30% das vendas do Yaris entre nós, a caminho da metade das vendas em 2017 e 2018. Pelo menos é esse o objetivo da Toyota Caetano Portugal…

Veja quanto lhe pode custar este Toyota Yaris Hybrid

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Comecemos pelo estilo.

O Yaris recebe uma frente denominada “Catamaran” porque bebe inspiração nos barcos de elevadas performances da America’s Cup no desenho da frente e da traseira. Pode pensar que não há alterações, mas ao vivo e a cores, as diferenças saltam de imediato à vista: faróis novos, uma grelha em favo de abelha, os nichos dos faróis de nevoeiro simplificados e a forma da grelha inferior a lembrar os tais barcos. Atrás os farolins são horizontais e entram na tampa da mala e o arco que é feito do para choques à tampa da mala e ao nicho onde está a matricula, replica o efeito da grelha dianteira e, uma vez mais, inspirado nos bancos da America’s Cup. Estas alterações juntamente com as partes inferiores das portas com novos detalhes, conferem, diz a Toyota, um aspeto mais dinâmico ao Yaris. Eu gostei, mas deixo essa conclusão para si

No interior, exceção feita ao painel de instrumentos e ao sistema de info entretenimento, não há mudanças significativas. O primeiro passa a incluir um ecrã a cores com todas as informações do computador de bordo, sistema de navegação e de som (igual ao usado em outros Toyota), o segundo está mais bem integrado no tablier e tem um ecrã mais nítido, oferecendo mais funções e aplicações, funcionando, também, nas versões de topo com sistema de navegação. Habitabilidade, posição de condução e colocação dos diversos comandos ficaram inalteradas. A qualidade é elevada, sem dúvida, mas ainda não chega para ameaçar o VW Polo.

Mais refinado

Entre as mais de 900 peças novas ou revistas, encontramos novos apoios de motor, amortecedores e sub-chassis, além de outras medidas para aumentar a insonorização, que permitiram, reclama a Toyota, baixar 5,5 decibéis o ruído do Yaris. A minha capacidade auditiva não permite quantificar quanto baixou o barulho a bordo deste Toyota, mas garanto que está mais silencioso.

Conduzir o Yaris Hybrid não trouxe nenhuma surpresa, pois o motor continua a responder com máxima rotação e avanço desfazado. Ou seja, continuamos a ouvir o bloco a acelerar com o movimento a não corresponder, na totalidade ao motor. Nada de novo, não é defeito, é feitio e o Yaris até é dos melhores neste particular. Isto porque as alterações feitas para reduzir as vibrações e ajudar a fazer rimar melhor o motor e a caixa, diminuíram o efeito de elástico da caixa CVT. Depois, o Yaris Hybrid reclama uma condução suave em favor de maior economia.

Com a ajuda do sistema de telemetria Driveco, usado pela Toyota em toda a Europa e que permitiu “descobrir” que quem utiliza um Yaris Hybrid consegue andar 55% do tempo e 37% da distância percorrida em modo elétrico. É verdade que a autonomia em modo elétrico é de apenas 2 quilómetros, mas agora o Yaris arranca, sempre, em modo elétrico, faz marcha atrás sempre com a ajuda da bateria e se formos gentis com o acelerador, consegue se manter em modo elétrico até aos 50 km/h. Isso é importante, pois permite que a alternância entre o motor de combustão e o modo elétrico seja mais efetiva e diminua os consumos.

Com a ajuda do sistema de telemetria Driveco que a Toyota usa em toda a Europa e que já compilou os dados de condução de milhares de clientes, cumpri 105 quilómetros ao volante do Yaris e consegui um consumo de 4 litros por cada centena de quilómetros, tendo usado em 41% do tempo passado ao volante o modo elétrico e em 26% da distância cumprida, com uma média de 44 quilómetros por hora. Um resultado excelente, não da minha condução, mas sim do Yaris Híbrido que é, verdadeiramente, uma séria opção face ao modelo diesel

Veredicto

A Toyota prometeu e cumpriu! O Yaris está mais silencioso, e mais económico, como provam os dados acima referidos, o sistema híbrido está menos desfasado, sendo um carro ideal para a cidade e para os percursos de ligação extraurbano, onde se sente como peixe na água. Naturalmente que o este primeiro ensaio não esclarece tudo e só quando o Yaris chegar a Portugal, num ensaio mais pormenorizado, poderei chegar a outras conclusões. Mas neste primeiro contacto, gostei da maior economia, do reforço da capacidade elétrica e da melhoria na insonorização e nas vibrações. E continuo a dizer-lhe, que com versões abaixo dos 20 mil euros e muito bem equipadas, o Yaris Hybrid é a escolha certa.

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Toyota Yaris à venda a partir de 14.205€

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FICHA TÉCNICA

Toyota Yaris Hybrid Exclusive

Motor 4 cilindros em linha, injeção direta com motor elétrico; Cilindrada (cm3) 1497; Diâmetro x curso (mm) 75 x 84,7; Taxa compressão 13,4; Potência máxima (cv/rpm) 100 (potência combinada motor de combustão e elétrico); Binário máximo (Nm/rpm) 111/3600 – 4000 (motor elétrico 169 Nm); Transmissão e direcção Tração dianteira, caixa CVT; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Independente tipo McPherson; eixo de torção; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura  3945/1695/1510; distância entre eixos 2510; largura de vias (fr/tr) 145/1470; travões fr/tr. Discos ventilados/discos; Peso (kg) 1090; Capacidade da bagageira (l) 286; Depósito de combustível (l) 36; Pneus (fr/tr) 195/50 R16; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 11,8; velocidade máxima (km/h) 165; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 3,3/3,1/3,3 (consumo real medido 4,0 l/100 km); emissões de CO2 (g/km) 75; Preços 18.670€ (Active), 19.300€ (Comfort com Pack Style), 21.035€ (Exclusive) e 21.730€ (Square Collection) Preço da versão ensaiada (Euros) 21.035

 

 

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