Notícias actualizadas ao minuto sobre o sector automóvel

Os veículos elétricos estão a entrar na fase de massificação

A Renault acredita que a aceitação dos veículos elétricos está a chegar ao momento-chave em que se começarão a massificar, em parte devido ao cada vez maior número de marcas que estão a apostar em modelos deste tipo.

Foto: Renault

Em 2011, a Aliança Renault-Nissan anunciou como objetivo vender 1,5 milhões de veículos 100% elétricos até 2016, mas dois anos depois o CEO Carlos Ghosn admitia que essa meta só seria atingida cinco anos depois da data inicialmente prevista, ou seja, em 2021. No ano passado, a Nissan e a Renault venderam um total de 94.265 veículos zero emissões em todo o mundo e as vendas acumuladas desde o lançamento dos primeiros modelos estão nas 424.797 unidades. Ainda abaixo do meio milhão.

Gilles Normand, diretor de veículos elétricos da Renault, admitiu numa entrevista à Automotive News Europe que as “vendas mundiais são ainda moderadas”, mas acrescentou “que o mais importante é que o investimento em tecnologia e infraestruturas se mantenha robusto”.

“Importa manter esse ritmo, até porque quanto mais companhias investirem, maior será o mercado e mais fornecedores aparecerão, sobretudo fabricantes de baterias”, explicou.

“Estamos a atingir um momento-chave agora que temos mais autonomia dos veículos elétricos, o que permite que as pessoas vão além dos trajetos pendulares diários e possam cumprir distâncias mais longas”, adiantou

Ainda antes do verão, a Opel começa a lançar nos mercados europeus o compacto Ampera-E, um modelo gémeo do Chevrolet Bolt americano, com uma autonomia anunciada de 500 quilómetros, segundo os critérios da NEDC, mais 100 quilómetros que o novo Renault ZOE, líder de vendas na região.

O Grupo Volkswagen também acelerou os seus planos de mobilidade elétrica, com a nova plataforma modelar MEB, especial para este tipo de veículos, a permitir a introdução da tecnologia em modelos de todas as marcas do Grupo, incluindo a Skoda e a SEAT. O objetivo é que, até 2020, 25% das vendas anuais da marca VW sejam com veículos elétricos.

Os outros dois grupos automóveis alemães – BMW e Daimler-Benz –, estão a acompanhar a Volkswagen, tendo anunciado não só o alargamento das suas gamas de elétricos, como objetivos ambiciosos de 1 milhão de unidades vendidas anualmente, num horizonte a cinco anos.

 

Normand acredita que o aumento da autonomia em condições reais de condução em estrada anulará uma das principais desvantagens dos veículos elétricos face aos veículos com motores de combustão, dando um grande impulso às vendas, a que se somarão as restrições à entrada de automóveis com motores diesel em grandes cidades, como Londres, Paris ou Pequim.

E refere que os últimos estudos realizados indicam que 40% dos condutores admitem agora que o seu próximo veículo possa ser elétrico. Quatro vezes mais que há cinco anos atrás.

Foto: RenaultNormand diz que o novo Renault ZOE (foto), lançado em outubro com uma bateria de maior capacidade, com 40 kilowatts/hora (kW/h) e autonomia real alargada a 300 quilómetros, pode transformar-se num modelo mainstream, tendo em pouco mais de seis meses vendido 15 mil unidades. E a tendência de uma maior penetração dos elétricos tenderá a aumentar, em proporção direta com o aumento da autonomia.

O segmento dos furgões comerciais é um dos mais ajustados aos veículos elétricos, explica Normand e será por isso uma das próximas apostas de Renault, que vai lançar em meados do ano uma nova geração do pequeno furgão Kangoo ZE, com uma bateria de 33 kW/h e uma autonomia real de 200 quilómetros, a que se seguirá, já perto do final do ano, o furgão Master ZE, de maiores dimensões.

O Kangoo ZE tem tido algum sucesso em frotas de grandes empresas, incluindo os correios franceses, mas Normand acredita que a nova geração também atrairá os pequenos empresários que precisam de circular no centro das cidades, onde os motores diesel passarão a estar condicionados.

Foto: Renault

 

Ler Mais

pub


OUTRAS NOTÍCIAS
Comentários
Loading...