Notícias actualizadas ao minuto sobre o sector automóvel

Proton pode ser comprada pelo PSA Group

Após a chinesa Geely ter, abruptamente, abandonado a intenção de comprar, em leilão com o grupo PSA, a malaia Proton, o grupo liderado por Carlos Tavares já veio dizer que uma decisão final será tomada no final de junho.

A venda da Proton tem sido uma espécie de corrida de galgos lado a lado entre a chinesa Geely (dona da Volvo) e o PSA Group. Com a saída de cena da primeira do cenário de disputa no mês passado, a casa liderada por Carlos Tavares como a única candidata a ficar com a marca malaia.

Os chineses da Geely afastaram-se, acusando os executivos da Proton de terem demasiadas indecisões nos seus planos de futuro. Por essa razão, oficial, a Geely saiu de cena.

Já Carlos Tavares confirmou que o PSA Group (que possui a Peugeot, Citroen, DS e a breve prazo a Opel e a Vauhxall) que continua em negociações com a Proton, mas avisou que não é a única parte interessada e por isso não pode avançar com o negócio já.

Segundo o CEO do PSA Group, as autoridades da Malásia estabeleceram o final de junho como o prazo limite – já que disseram que a decisão teria de ser tomada no final do segundo trimestre – para anunciarem o resultado destas negociações.

Se o PSA Group comprar a Proton, herdará a Lotus, marca desportiva, e ficará com um portfólio de marcas muito interessante: Peugeot, Citroen, Opel, Vauxhall, DS, Proton e Lotus.

O grupo Proton passa por dificuldades financeiras e em 2016, relatórios sugerem que a marca vendeu, apenas, 75 mil carros.

Segundo Li Shufu, presidente da Geely, “saímos da negociação pois passaram a vida a mudar de ideias. Hoje era isto, amanhã aquilo, depois voltava tudo atrás. Impossível! Eles têm de se decidir, mas nós esgotámos a paciência!”

 

A Proton é controlada pelo empresário malaio Syed Mokhtar Al-Bukhary, através da sua empresa DRB-Hicom, criada em 1983 pelo anterior primeiro ministro da Malásia, Mahathir Mohamad. Fazia parte de um programa alargado de industrialização do país. A marca precisa de encontrar um parceiro estrangeiro devido ás condições do empréstimo feito pelo governo em 2016 para a salvar da bancarrota.

 

A Geely desejava comprar a Proton, pois além de possuir a Volvo e de ter anunciado a nova Lynk&Co e a LTC (London Taxi Company), necessita de mais peso no universo automóvel mundial. E, naturalmente, estava de olho na Lotus que está incluída no pacote de venda da Proton. Se usasse a Proton como marca “low cost” de acesso á gama Geely, teria igualmente forte exposição ao mercado malaio, indonésio e filipino.

 

Não é surpresa para ninguém que a Geely quer adquirir uma marca desportiva e até já abordou a Aston Martin, entre outras, mas a Lotus era o grande alvo de Li Shufu, o presidente da Geely.

 

Com o abandono da luta, o PSA Group está sozinho e Carlos Tavares conseguirá prosseguir o seu sonho expansionista, agora para o continente asiático e ainda receberá, de bónus, a Lotus.

Ler Mais
OUTRAS NOTÍCIAS
Comentários
Loading...

Multipublicações

Human Resources
Sharing my Change: Soft skills, Strong changes
Marketeer
Algarve quer entrar em 2020 na companhia de turistas andaluzes