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Primeiro ensaio Suzuki Swift 1.0: despretensioso mas de qualidade

Esta é a terceira geração de um carro que já vendeu mais de um milhão de unidades desde 2005 no Velho Continente. Não parece, mas é totalmente nova! Primeiro ensaio ao modelo que chega dentro e dias a Portugal a partir de 13.071 euros.

[quote align=”right” color=”#999999″]O Swift está de volta com qualidade, espaço, ótima mecânica e excelente comportamento. Acredite … merece estar no topo da sua lista de compras, caso procure um utilitário![/quote]
A plataforma do Swift é conhecida pois o Baleno foi o primeiro a usar a “Heartect”, desenhada para ser leve, rígida e muito versátil, pois permite versões de tração integral. A marca japonesa reclama menos 30 quilogramas nesta base, o que não custa acreditar pois Swift mais leve tem, apenas, 890 quilos. Pois é, 890 quilos! E os outros ficam todos, mesmo os AllGrip 4×4, abaixo da tonelada. O modelo que ensaiei nos arredores de Madrid estava equipado com o motor Boosterjet de 1.0 litro sobrealimentado com 111 CV. Este, na configuração GLE, pesa apenas 925 quilogramas.

Olhemos para o novo Swift. O tradicional para brisas envolvente? Esta lá. A frente que parece querer saltar para diante? Está lá! A traseira curta e direita? Está lá! Afinal, o que é que mudou?!

Veja aqui quanto pode custar o seu Suzuki Swift 1.0 Boosterjet GLE

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Bom, mudou a frente que passa a ter uma grelha muito maior, faróis redesenhados, um para choques diferente. Mudou a traseira que tem agora farolins maiores e com tecnologia LED e um para choques também redesenhado. Mudou a lateral com um novo desenho da superfície vidrada, pilares A e C pintados de preto que fazem o tejadilho parecer flutuar e os puxadores das portas traseiras migraram para os pilares das portas.

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Estas são as diferenças fáceis de perceber – e não é que o raio do carro é diferente… mas não parece! – porque as outras só de fita métrica na mão. Mas eu faço as contas por si. O carro está mais curto 10 mm, está mais baixo 15 mm e tem mais 40 mm de largura. Embora mais pequeno, a nova plataforma permite que a distância entre eixos seja maior 20 mm. Em que é que estas cifras todas se refletem?

Bom, em primeiro lugar, numa bagageira maior com 265 litros de capacidade (uma das grandes criticas ao Swift era a mala com 210 litros). Depois, os bancos estão 20 mm mais baixos à frente e 45 mm atrás, o que oferece, apesar da redução da altura, mais espaço para a cabeça. Depois, há mais espaço (não é nenhuma limusine!) para arrumar as pernas nos lugares traseiros.

Deixa de haver a versão de três portas, porque não se vende e porque a Suzuki, como já disse, escondeu os puxadores das portas traseiras nos pilares e o carro parece que só tem duas portas laterais. Um truque velho, mas que continua a funcionar… mais ou menos.

O interior foi completamente redesenhado, revelando um estilo muito agradável com a consola central a destacar o já conhecido sistema de info entretenimento da Suzuki ligeiramente inclinado para o condutor. Independente do nível de equipamento, o recheio é sempre excelente e isso acaba por fazer a diferença. O acabamento do interior é muito bom, mas a escolha de materiais ainda está uns furos abaixo do que melhor se faz no segmento. Já a montagem é irrepreensível e os barulhos parasitas são praticamente inexistentes.

O sistema de info entretenimento é o conhecido da Suzuki, menos intuitivo que o da maioria dos seus rivais.

A posição de condução é boa, o volante tem uma boa pega e os bancos são confortáveis e com suficientes regulações. Volta o Swift a desiludir nos espaços de arrumação, com destaque para o porta-luvas que escusava de lá estar tão pequeno é.

Divertido e competente

O carro que você, caso goste dele, vai comprar existe no Japão, mas pela primeira vez a Suzuki fez um Swift para os europeus. Sim, é verdade. O carro é feito lá longe, mas é mais largo que o carro japonês e foi desenvolvido em estradas europeias, um pouco por toda a Europa.

O resultado de tudo isso é um carro que em linha reta percebe-se que é muito leve – o vento é inimigo e mais depressa fica um nadinha nervoso – mas assim que chegam as curvas, a leveza paga dividendos. A frente mergulha para onde queremos e se a direção se mostra leve e vaga no centro, por outro lado é muito precisa e rápida.

As suspensões controlam o rolamento da carroçaria, mesmo que no limite o carro incline bastante, mas a verdade é que isso não impede que entremos tarde na curva com aderência que sobre e sobeja para manter o pé em baixo à saída. Não é um desportivo, claro que não! Mas é muito mais divertido de conduzir que o necessário num carro deste segmento. E a travagem também está em excelente nível.

Apesar deste ótimo comportamento, o Swift não é desconfortável, apenas menos refinado e algo ruidoso nos pisos mais degradados. Porém, tenho de o dizer, não é pior que muitos dos seus rivais de segmento.

Motor aguerrido

O bloco de três cilindros e 1.0 litro da Suzuki é muito semelhante ao Ecoboost da Ford. Porque? Porque tal como os homens da Ford fizeram, os engenheiros da Suzuki desequilibraram, propositadamente, o motor e colocando contra pesos na cambota, tornando as vibrações laterais em verticais que, depois, são anuladas graças a uns apoios de motor especiais. Tal como sucede na Ford, funciona a ideia, apesar de algumas dessas vibrações nos chegarem via pedais e coluna de direção. Mas são muito difusas e a maioria de vós nem vai dar por elas…

A verdade é que o bloco da Suzuki não é tão vertiginoso como o Ford, mas mostra-se rebelde e com vontade de fazer rotação, com destaque para a faixa acima das 2000 rpm. Sobe depressa e não tem grande dificuldades em empurrar os 900 quilos do Swift, rimando de forma perfeita com o comportamento. Digo-vos, não estava á espera de um carro tão composto e com tamanha compatibilidade entre chassis e motor. Longe dos cânones de um utilitário… O calcanhar de Aquiles deste cenário bonito é, primeiro, a caixa de velocidades. Não está lá muito bem escalonada, o curso é longo e há algumas hesitações na passagem de um lado do H para o outro. No que toca aos consumos, o Swift anuncia 4,3 l/100 km, mas nunca fiz melhor que 5,4 l/100 km, ainda assim um valor mais que razoável, especialmente depois dos tratos de polé que lhe dei quando estive ao volante.

Veredicto

Despretensioso, mas muito melhor que o esperado, o Suzuki Swift merece estar entre as opções de escolha para quem quer comprar um utilitário. Leve, económico, espaçoso quanto baste e com um comportamento muito acima do par do segmento, o Suzuki Swift é um dos bons carros deste segmento. Não, não é rival dos Premium dos utilitários, mas face aos outros, pede meças e cilindra alguns rivais. O Swift está de volta com qualidade, espaço, ótima mecânica e excelente comportamento. Acredite em mim… merece estar no topo da sua lista de compras!

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FICHA TÉCNICA

Suzuki Swift 1.0 Boosterjet GLX

Motor 3 cilindros em linha, injeção direta, turbo; Cilindrada (cm3) 998; Diâmetro x curso (mm) 73 x 79,5; Taxa compressão 10,0; Potência máxima (cv/rpm) 111/5500; Binário máximo (Nm/rpm) 170/3500; Transmissão e direcção Tração dianteira, caixa manual de 5 vel.; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Independente tipo McPherson; eixo de torção; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura  3840/1735/1495; distância entre eixos 2450; largura de vias (fr/tr) 1530/1525; travões fr/tr. Discos vent./discos; Peso (kg) 925; Capacidade da bagageira (l) 265; Depósito de combustível (l) 37; Pneus (fr/tr) 185/55 R16; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 10,0; velocidade máxima (km/h) 195; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 4,0/5,7/4,6 (consumo real medido 5,4 l/100 km); emissões de CO2 (g/km) 104; Preço da versão ensaiada (Euros) 13.916

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