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China vai suavizar restrições à industria automóvel

É o primeiro passo rumo à abertura total do seu mercado dado com o anúncio da suavização das restrições das “joint ventures” entre chineses e o resto do mundo. Com esta suavização das regras, os construtores estrangeiros podem deter a maioria do capital destas parcerias.

Desde que foi celebrada a primeira parceria em Pequim em 1984 (Beijing-Jeep), os construtores estrangeiros tiveram o desejo de produzir localmente. Porém, esbarravam na obrigatoriedade de ter uma parceria com um construtor local. Parceria essa na qual nunca poderiam possuir mais de 50%. O principio aludido para esta situação era oferecer aos construtores chineses tecnologia e “know how”.

As parcerias forma sendo feitas e quase todos os maiores construtores têm este tipo de “joint ventures”. Porém, há anos que reclamam a liberalização do sistema, a suavização das regras, enfim, uma revisão total deste procedimento.

Claro está que os construtores chineses se opõem a essa medida, argumentando que ainda não têm o conhecimento tecnologia e poder para sobreviver num mercado liberalizado face aos estrangeiros. Mas como todos sabem, o governo chinês pensa pela sua cabeça e depois de anos de espera, finalmente, os construtores estrangeiros vão experimentar uma suavização das regras de presença no mercado chinês.

Assim, o Ministério da Industria e Informação (MIIT) e a Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Reforma (NDRC) lançaram um comunicado conjunto onde, não dando muitos detalhes, anunciaram uma “abertura das restrições de propriedade de joint ventures de uma forma ordeira.” O plano termina em 2025.

Veremos que consequências isto acarreta, pois se há muitos construtores que lhes interessa manter as parcerias o mais tempo possível, há outros que podem estar tentados a reduzir o investimento na China e nas parcerias e usar os fundos libertados para outros projetos.

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