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Procuradoria francesa abre processo contra o PSA Group

Segundo noticia do Automotive News Europe, a procuradoria francesa instaurou uma investigação formal devido a suspeitas de adulteração dos resultados das emissões dos veículos do grupo PSA.

Segundo uma porta voz da procuradoria francesa, os procuradores de Paris abriram um processo de investigação no dia 7 de abril após receberem um relatório da divisão de fraudes do Ministério da Economia francês.

Segundo esta porta voz, citada pelo Automotive News Europe, esta queixa refere que a hipotética fraude torna os veículos perigosos para a saúde. Três juízes já foram destacados para liderar a investigação.

O PSA Group reagiu a esta notícia, dizendo que “tomou nota” da decisão dos procuradores de abrirem uma investigação, reiterando que os seus veículos cumprem todas as regras e regulamentos dos países e regiões onde são vendidos.

Um porta voz do PSA Group, citado pela Reuters, disse que “os nossos veículos nunca estiveram equipados com software ou qualquer outro aparelho que permitisse detetar se estava em teste ou em condução normal.”

Recordamos que em fevereiro, o grupo PSA foi o quarto grupo a ser referido pela DGCCRF, um grupo de vigilância sobre fraudes ao consumidor, sobre suspeitas de manipulação dos testes de emissões. E que a França, depois do “Dieselgate” com a Volkswagen, em 2015, passou a fazer testes aleatórios a veículos diesel procurando diferenças substanciais entre o laboratório e a utilização real.

Esses testes encontram enormes discrepâncias entre os valores homologados de NOx e de CO2 e os registados e o uso alargado de sistemas que reduzem o tratamento dos gases de escape. Todos os construtores alegaram uma falha na legislação europeia que permite esse tipo de dispositivo para efeitos de segurança do motor e proteção do mesmo. A DGCCRF citou a Volkswagen, Renault, Fiat Chrysler Autmobiles e a PSA. Segundo as leis francesas, os construtores que forem apanhados a adulterar o processo de certificação/homologação de um veículo pode ser multada até 10% do seu lucro médio dos três anos anteriores à infração e os executivos arriscam pena de prisão efetiva de 3 anos e uma multa de 300 mil euros.

No caso do grupo PSA, desde a adoção de motores com certificação Euro6, o registo de emissões é mais baixo que a maioria dos seus concorrentes graças à utilização do caro sistema de redução seletiva no catalisador (SCR). Porém, com os motores Euro5, as discrepâncias eram maiores, com os modelos equipados com esses motores a emitirem muito mais NOx numa utilização em auto estrada quando as temperaturas do motor subiam. Além disso, o grupo PSA lançou uma certificação independente de emissões de CO2 em utilização real e tem publicado esses resultados.

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