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Volume de negócios da PSA cresce 4,9% no trimestre

O Grupo PSA fechou o primeiro trimestre com um volume de negócios de 13,6 mil milhões de euros, 4,9% acima dos registos do período homólogo do ano passado.

O sucesso de novos modelos como o Citroen C3 e o Peugeot 3008 (foto), o aumento dos preços médios de venda e o bom desempenho da divisão de componentes automóveis, a cargo da participada Faurecia, explicam a subida.

As receitas da área automóvel cresceram 2,5% e as da Faurecia progrediram 9,4%.
O sucesso dos novos modelos mais do que compensou um efeito cambial negativo, explicou o Chief Financial Officer Jean-Baptiste de Chatillon, numa conference call com analistas de mercado.

A subida dos preços médios de venda teve e ver com uma alteração do mix de produtos, com os clientes a optaram por versões melhor equipadas e mais caras. Dos 100 mil Citroen C3 vendidos, 65% tinham tejadilho em cor diferente da carroçaria, um extra que faz subir o preço médio de venda, e 45% eram do nível de equipamento mais alto.

E no caso do Peugeot 3008, que já soma mais de 125 mil unidades vendidas desde o seu lançamento, no final do ano passado, a percentagem de modelos com o nível de qeuipamen to de topo sobe aos 80%.

Chatillon estima que o impacto desta alteração de mix tenha dado um contributo de 3,7% para o aumento das receitas, mais do que compensando o contributo negativo de 1% devido a evoluções cambiais, devido sobretudo ao Brexit.

Do somatório de ambos os efeitos, resultou um contributo de 0,4% no aumento de receitas por efeito direto da subida de preço médio de venda.

Para os próximos trimestres, a tendências de subida de vendas deverá manter-se, com o lançamento dos novos SUV Peugeot 5008, Citroen C5 Aircross e DS7 Crossoback, um modelo que dará início a uma ofensiva de produtos para relançar a marca premium do Grupo.

China é o maior desafio

O maior problema para o Grupo é o mercado chinês, onde as vendas caíram 16%, no ano passado, e 46%, no primeiro trimestre. As vendas das join-ventures da PSA com parceiros chineses, como a sua acionista Dongfeng, não são consolidadas pelo grupo, não contando, portanto, para os seus resultados.

A PSA tem pronto um plano de reestruturação das suas operações na China, que passa por mais cortes de custos e por uma aposta no lançamento de SUV, um tipo de modelo muito em voga no mercado local.

O volume de vendas trimestral somou 729.400 unidades, mais 4,2% que no período homólogo do ano passado. O crescimento foi sobretudo forte na região de Médio Oriente e África (400%), devido ao regresso ao mercado iraniano, e na Eurásia, onde as vendas aumentaram 31%, neste caso em resposta à recuperação do mercado russo. Na Europa (EU e EFTA), as vendas aumentaram 3,7%.

No segmento dos veículos comerciais, as vendas progrediram 10%, consolidando a liderança europeia do Grupo, que está no Top3 em todos os subsegmentos deste mercado.

Para o conjunto do ano, as projeções revistas em alta apontam agora para uma subida de vendas de 1% na Europa, de 2% na América latina e de 5% na China, com uma margem operacional recorrente média na divisão automóvel de 4,5%, para o período de 2016-2018, que atingirá os 6% em 2021.

Face a 2015, o volume de negócios deverá crescer 10% até 2018 e 15% até 2021, segundo as metas do último plano estratégico Push to Pass.

Veja aqui a apresentação de resultados da PSA (em inglês)

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