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Diesel Euro6 polui seis vezes mais

Um estudo levado a cabo por uma agência de proteção ambiental alemã (UBA) determinou que os motores diesel que cumprem as normas Euro6 emitem até seis vezes mais NOx que o anteriormente assumido.

De acordo com o estudo, a média de emissões de NOx de toda a gama de produtos com motores diesel á venda na Alemanha é de 767 mg/km do que os anunciados 575 mg/km. Como se chegou a este número?

“Para a reavaliação, as medições feitas tiveram em linha de conta, pela primeira vez, o ciclo de aquecimento do motor na rua, com as temperaturas exteriores típicas da Alemanha” refere a UBA em comunicado. Ao fazer os testes desta forma, os investigadores não só mediram motores quentes com temperaturas de 20 graus no exterior, mas também em situações em que as temperaturas exteriores são bem mais baixas. Sabia que metade dos carros de passageiros que circula na Alemanha rola em temperaturas, exteriores, inferiores a 10 graus?

Contas feitas ao relatório, os motores diesel Euro5 são particularmente poluidores com uma média de 906 mg/km de NOx, excedendo o limite de 180 mg/km em 403 por cento. Os carros diesel com normas Euro4 emitem 674 gr/km de NOx. Já os modelos que cumprem a norma Euro6, deveriam respeitar um limite de 80 mg/km de NOX. A verdade é que emitem 507 mg/km, nada menos que 534% acima do permitido.

Naturalmente que este estudo não foi bem recebido pela VDA (associação da industria automóvel alemã) que respondeu de forma imediata a este estudo da UBA.

“É conhecido de todos que as emissões nas estradas são sempre superiores às registadas em laboratório. A declaração da UBA veio esclarecer que os veículos cumpridores da norma Euro6 são menos poluentes que aqueles homologados segundo a norma Euro5, e isso é importante. Porém, as emissões em estrada são diferentes dependendo do modelo, do estilo de condução bem como do tráfego e das condições meteorológicas. E todos sabem, também, que os valores reais dependem sempre do sistema de escape utilizado.”

“Acolhemos com satisfação os novos testes de consumos e emissões em condições reais e estamos abertos a reformas do tipo de homologação, também. Mas não podemos mandar fora a água do banho com o bebé lá dentro. O governo federal tem o dever de evitar demasiada burocracia e o centralismo europeu e resolver esta questão de uma vez por todas.”

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