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Ensaio Fiat Fullback: a L200 Strakar da Fiat

A tradição da Fiat nos veículos profissionais vem de longe e tem sido mantida nos últimos anos através de ligações a outras marcas como o grupo PSA. O desejo de cobrir todos os nichos de mercado empurrou a Fiat para os braços da Mitsubishi e tornar o L200 Strakar num Fullback. Que nesta versão de cabine longa com três lugares custa 28.423 euros. A versão mais bem equipada e com o motor de 180 CV fica por 30.207 euros.

[quote align=”right” color=”#999999″]As questões herdadas do L200 são inevitáveis, mas a frente do Fullback e o arranjo dado pelos homens da Fiat Professional em outras áreas permite que o Fiat seja mais agradável à vista que o Mitsubishi.[/quote]
No segmento dos comerciais, estas parcerias são habituais e não significam fraquezas pois os volumes dos modelos de trabalho são manifestamente inferiores comparando com os veículos de passageiros. Não é a primeira vez que a Fiat faz um carro em parceria com outra marca mas, desta vez, decidiu deixar de lado as aproximações às pick-up (como o Strada) e honrar a tradição – de modelos como o 1100 ALR (1947) ou o 238 (1967) – com um carro que é exatamente o mesmo que o Mitsubishi L200. Quer dizer, quase o mesmo.

Tudo o que é verdadeiramente importante é igualzinho, ou seja, o chassis, as suspensões, a eletrónica e as motorizações bem como a transmissão, são do L200. A carroçaria de quatro portas longa ou quatro portas “Double Cab” são diferentes no tamanho e no objetivo. A segunda exibe cinco lugares e mais espaço para as pernas atrás, a primeira tem duas portas “escondidas” que abrem no sentido contrário ao da marcha e descobrem um banco rudimentar que faz o terceiro lugar que mantém os impostos baixos e colocam o Fullback no limite dos 30 mil euros.

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O modelo que ensaiei é um Fullback com três lugares e topo de equipamento com o motor turbodiesel com 180 CV. Quando elegeu a Mitsubishi para fornecer a base da sua pickup, a Fiat acreditou que o L200 continuaria no topo do segmento. Infelizmente o universo automóvel gira a uma velocidade incrível e depois do L200 surgiram as novas Hilux da Toyota, a Ranger da Ford e a Navara EP300 da Nissan, isto sem falar da VW Amarok. Ato contínuo aquele que era o líder de segmento foi atropelado e neste momento, as coisas não são risonhas para o L200.

Ora, o Fullback herdou os mesmos problemas, tipo a forma do pão com uma deformação que passa essa imprecisão a todos os pães ou bolos feitos com essa forma. Não coloco em causa o equipamento – muito completo, diga-se – nem sequer o interior pois é igual ao do L200 à exceção dos logótipos e tem qualidade suficiente para o modelo que é. Porém é menos refinado que os seus rivais de Toyota, Ford e Nissan, é menos confortável que aqueles em estradas deterioradas ou caminhos de terra mas o diâmetro de viragem é melhor o que o ajuda na cidade e em algumas situações fora de estrada. Este discurso é valido para o Fullback.

Felizmente que a Fiat não se limitou a fazer “copia e cola” e decidiu mexer aqui e acolá no L200. Deu-lhe uma frente nova que é muito mais feliz que a do Mitsubishi, mudou as jantes e mais algumas coisinhas que dão um ar mais moderno e alegre ao Fullback. Até o nome é feliz…

O motor da unidade que ensaiei é o bloco 2.5 litros turbodiesel, não muito refinado, mas com fôlego suficiente para proporcionar deslocações sem esforço. E mesmo carregado, o Fullback lida bem com o peso extra que a caixa de carga permite carregar, até 1045 quilogramas. E com o acesso feito através de um portão que suporta forte carga. A capacidade de reboque, com travões é de 3,1 toneladas.

Veredicto

O tempo das pickup já passou e apesar de algumas tentativas e da Mercedes estar a entrar no segmento, estes são carros que só podem ter sucesso nos países onde os impostos não roubam margem e não os tornam em veículos proibitivos para o comum mortal. Por isso o Fullback nunca conhecerá o sucesso que se avista em outros mercados. Os defeitos herdados do L200 são inevitáveis, mas a frente do Fullback e o arranjo dado pelos homens da Fiat Professional em outras áreas permite que o Fiat seja bem mais agradável à vista que o Mitsubishi. Apesar de serem igualzinhos! Os consumos não são propriamente baixos e há a questão de algum desconforto em mau piso. Mesmo assim se gosta de pickups pode sempre dar uma voltinha num Fullback e coloca-la na sua lista de compras.

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FICHA TÉCNICA

Fiat Fullback Extended Cab 2.4 180

Motor 4 cilindros em linha, common rail, turbo; Cilindrada (cm3) 2442; Diâmetro x curso (mm) nd; Taxa compressão nd; Potência máxima (cv/rpm) 180/3500; Binário máximo (Nm/rpm) 430/2500; Transmissão e direcção Tração integral, caixa manual de 6 vel.; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Independente tipo McPherson; eixo rígido; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura 5275/1815/1780; distância entre eixos 3000; largura de vias (fr/tr) 1520/1550; travões fr/tr. Discos vent./tambores; Peso (kg) 1825; Capacidade da bagageira (l) nd; Depósito de combustível (l) 75; Pneus (fr/tr) 245/655 R17; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 6,6; velocidade máxima (km/h) 179; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) -,./0,0/4,6 (consumo real medido 6,7 l/100 km); emissões de CO2 (g/km) 173; Preço da versão ensaiada (Euros) 37.630

 

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