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Ford pode reduzir postos de trabalho em 10%

Pressionada pela desaceleração do mercado automóvel nos Estados Unidos, a Ford pode demitir até 20 mil dos seus funcionários em todo o mundo, de forma a fazer face à pressão crescente para economizar dinheiro e impulsionar os lucros (e devido ao fraco desempenho das ações).

A segunda maior fabricante americana vai anunciar os cortes nos seus quadros de 202 mil pessoas (tempo inteiro e parcial) esta semana, com a indicação das funções que irão ser afetadas.

Sob fortes críticas e pressão por parte dos acionistas da empresa norte-americana, o diretor executivo, Mark Fields, terá de explicitar a sua estratégia que inclui uma poupança de cerca de 2,74 mil milhões de euros este ano com a aplicação das medidas de austeridade.

Perante estes dados oficiosos, um porta-voz da Ford declarou à AFP: “Nós ainda não anunciámos medidas de poupança em relação a empregados e não comentamos especulações. Continuamos focados em três prioridades estratégicas que criem valor e provoquem um crescimento do lucro (…), reduzir os custos e tornar-se tão ágil e eficiente quanto possível”, acrescentou.

Na liderança da marca desde julho de 2014, Fields tem apostado na tecnologia, adquirindo empresas emergentes especializadas em inteligência artificial, reforçando a presença da Ford em Silicon Valley (o centro de todas as inovações científicas e tecnológicas), de modo a fazer parte dos primeiros grupos a comercializar um veículo autónomo.

No entanto, isso não impediu as ações de terem descido perto dos 36% desde a sua tomada de posse, de se terem vendido menos 7,2% de automóveis em abril passado (comparando com 2016, foram comercializados apenas 214.695 veículos novos) – o que significa uma diminuição geral das vendas -, e de os lucros terem caído 42% no primeiro trimestre de 2017.

A Ford registou um aumento de 7% dos seus custos no primeiro trimestre, principalmente devido ao aumento dos preços das matérias-primas, à garantia de contratos de qualidade e aos investimentos.

Os especialistas dizem que 2017 será o primeiro ano de declínio nas vendas de automóveis nos Estados Unidos desde 2009.

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