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Primeiro ensaio Mazda CX-5 2.2 Skyactiv-D 150: rumo ao topo!

Estilo mais refinado, interior melhorado com requintes de luxo e um chassis que é do melhor que a Mazda já fez, colocam o CX-5 no topo dos SUV médios!

[quote align=”right” color=”#999999″]Se quiser um SUV com bom aspeto olhará para o Peugeot 3008 ou VW Tiguan. Se escolher pelos preços, os Nissan Qashai/XTrail são sedutores. Se quiser deixar falar a vaidade escolha o BMW X1 e se quiser um SUV para andar depressa, o Ford Kuga é dos melhores. Para mim, o Mazda CX-5 tem tudo isto e por isso será o melhor do segmento a par do 3008. [/quote]
Não estarei a exagerar se disser que com este carro a Mazda joga muito do seu futuro como construtor automóvel independente. Acreditem que o CX-5 é determinante, não só porque a anterior geração marcou de forma indelével o segmento, estabelecendo uma bitola elevada para os rivais e para a própria Mazda, mas também porque nos cinco anos que passaram desde o nascimento da primeira geração, o CX-5 foi o maior responsável pelos 60% de crescimento das vendas da Mazda no Velho Continente

Enfim, fica claro que a Mazda teve de usar todas e mais algumas cautelas na renovação do CX-5, não podendo descansar á sombra dos louros conquistados nos últimos anos. E depois deste primeiro ensaio, ficou claro, pelo menos para mim, que os responsáveis do estilo e da parte de engenharia da Mazda remexeram de alto a baixo o CX-5. Não será por acaso e sem razão que reclamam melhor estilo, maior qualidade no interior, mais performance e evolução no comportamento e no conforto. Permanece igual no que toca ao tamanho e ao nome, mas tudo o resto é totalmente diferente do atual CX-5. Fica a pergunta de um milhão de euros: num segmento cada vez mais congestionado e com tanta proposta de qualidade, será que o Mazda CX-5 consegue destacar-se da multidão?!

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Numa primeira abordagem diria que sim, baseado apenas no estilo. Onde antes tínhamos linhas suaves, arredondadas e “fofinhas”, encontramos traços mais viris e com linhas mais retilíneas que denotam um estilo mais maduro e moderno. Exemplos? Os faróis rasgados na frente. E se recuarmos até 2015, há muitas semelhanças com o RX Vision. Clique aqui e veja lá se a frente não é igual…

No interior estão mais modificações e aqui há requintes de luxo. Nas versões de topo vai encontrar o tablier forrado a pele, os forros das portas, os bancos, tudo em pele. Os bancos com pesponto contrastante. Os bancos, todos, têm aquecimento, há duas portas USB na consola central dianteira e duas viradas para o banco traseiro, o “head up display” continua a ser opção e desta feita diretamente no para brisas, nas versões de topo. O equipamento será, como sempre, muito completo nos três níveis que serão propostos: Essence, Evolve e Excellence.

A qualidade dos materiais é elevada e em termos de estilo, quem desenhou o painel de instrumentos será adepto do estilo minimalista. Parabéns, pois acertou em cheio, exceção feita aos comandos do sistema de climatização, colocados muito em baixo. Claro que há ainda um ou outro soluço no que toca à qualidade, mas nada de muito chocante. A avaliação geral que posso fazer deixa o CX-5 atrás do Peugeot 3008, por exemplo, mas terá de ser confirmada quando andar com o carro em Portugal. Onde não há hesitação nenhuma é no espaço habitável, particularmente para arrumar as pernas dos ocupantes do banco traseiro e na altura ao tejadilho. Neste particular é dos melhores do segmento, mas não levei a fita métrica para comprovar. Naquela medida que todos conhecemos (olhómetro) o espaço é abundante. A bagageira também é generosa e existe como opcional a abertura elétrica do portão da mala.

O melhor fica para o fim. A Mazda dedicou muito tempo a insonorizar o CX-5 e os barulhos aerodinâmicos que muitos se queixavam no passado… puf!! desapareceram. O silêncio a bordo é maior e o conforto também beneficia disso. Depois, os engenheiros da Mazda debruçaram-se e investiram muito tempo e dinheiro para evoluir o comportamento do CX-5. Agora pode enfrentar uma estrada municipal com muitas curvas e atirar o CX-5 lá para dentro que ele não resmunga e desenrasca-se muito bem.

E esta melhoria no comportamento não chega em troca de perda de conforto, pois o CX-5 é mais suave que um VW Tiguan e ao nível do Nissan Qashqai. Porém, destaca-se deste quando vamos aos limites e o controlo dos movimentos da carroçaria é muito melhor que no Nissan. Naturalmente que há um pequeno rolamento da carroçaria _ o carro é alto! – mas está tão composto e eficaz, além de confortável, que não devo exagerar se disser que é dos melhores do segmento neste particular. Porém, há um truque para isso…

Além de um chassis mais rígido 15% que o anterior modelo, o CX-5 recebe o sistema G-Vectoring Control (GVC), tecnologia de vectorização de binário. O que faz este GVC? Ajusta o binário do motor consoante o ângulo de viragem do volante para otimizar a carga vertical em cada roda, deixando o condutor de ter de fazer correções no volante. O sistema dá, também, uma maior sensação de agilidade, torna mais rápida a direção na reação às mudanças de direção e, caso opte pela tração integral, permite que o CX-5 impressione no fora de estrada e em pisos escorregadios.

Os pneus e jantes que o CX-5 usar vão fazer a diferença e se os Toyo Proxes são borrachas muito aderentes, os Yokohama que a Mazda usa com jantes de 17 polegadas (os Toyo só em 19 polegadas) são mais virados para o conforto e para o consumo e não autorizam aventuras em curva tão exageradas. Seja como for, acredite que o CX-5 com as jantes mais pequenas é mais confortável e mantem comportamento e compostura mais que suficiente para um SUV deste tamanho.

O motor turbodiesel 2.2 litros é uma mais valia para o CX-5 e não tem réplica na gama no que toca a motores a gasolina. O 2.0 litros atmosférico com 160 CV é exageradamente suave e calmo e não tem patanisca para enfrentar nenhuma das versões do bloco turbodiesel, já o novo 2.5 litros (voltaremos a este motor mais tarde) não faz sentido em Portugal devido ao preço. Sim, há duas versões do bloco turbodiesel, uma com 175 CV e outra com 150 CV. Ambas são muito agradáveis de utilizar, sendo a menos potente ligeiramente mais económica. E não perde muito em termos de performance. O CX-5 poderá ter caixa manual de seis velocidades ou automática também de seis marchas. A primeira continua fácil e agradável de utilizar, a segunda é surpreendentemente rápida e com um modo manual muito bom.

Veredicto

Num lago infestado de tubarões, o CX-5 vai conhecer dificuldades, mesmo sendo um bicharoco que mostra qualidades mais que suficientes para ser bem-sucedido. Olhemos para o que rodeia o Mazda. Se quiser um carro com muito bom aspeto olhará para o Peugeot 3008, Seat Ateca ou VW Tiguan. Se escolher pelos preços, os Nissan Qashai e XTrail podem ser muito sedutores, mas ficam abaixo deste CX-5. Se quiser um carro que deixe um testemunho da sua vida bem-sucedida pode olhar para o BMW X1 e se quiser um SUV para andar depressa, terá de ter em conta o Ford Kuga. Pois para mim, o CX-5 tem um pedacinho de tudo isto e, contas feitas, será o segundo de uma “shortlist” de compra encabeçada, por enquanto, pelo Peugeot 3008. Ainda assim, continuo a pensar que o Mazda CX-5 é uma oferta à parte com qualidades suficientes para poder ser o novo líder do segmento.

Leia também Mazda CX-5: o AUTOMONITOR conta-lhe (mesmo) tudo!

FICHA TÉCNICA

Mazda CX-5 2.2 D

Motor 4 cilindros em linha, injeção direta, turbodiesel; Cilindrada (cm3) 2191; Diâmetro x curso (mm) 86 x 94,3; Taxa compressão 14,0; Potência máxima (cv/rpm) 150/4500; Binário máximo (Nm/rpm) 380/1800 – 2600; Transmissão e direcção Tração dianteira, caixa manual de 6 vel.; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Independente tipo McPherson; independente multibraços; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura 4550/1840/1675; distância entre eixos 2700; largura de vias (fr/tr) nd/nd; travões fr/tr. Discos vent./discos; Peso (kg) 1460; Capacidade da bagageira (l) 477/1620; Depósito de combustível (l) 58; Pneus (fr/tr) 225/65 R17; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 10,4; velocidade máxima (km/h) 201; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 5,6/7,9/6,4 (consumo real medido 6,7 l/100 km); emissões de CO2 (g/km) 149; Preço da versão ensaiada (Euros) 36.334

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