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Volvo abandona motores Diesel

O CEO da Volvo anunciou que a Volvo não vai desenvolver novos motores Diesel, por causa do custo muito elevado de redução das emissões de óxido de nitrogénio. A partir de 2023, não serão produzidos mais modelos Volvo com motores Diesel.

Foto: Volvo

A legislação mais apertada sobre emissões vai fazer subir os preços dos veículos Diesel até um ponto em que os híbridos plug-in se tornarão uma alternativa atrativa.

Na Europa, o limite médio de emissões de dióxido de carbono da gama dos fabricantes vai descer dos atuais 130 g/Km para os 95 g/Km, em 2021, o que obrigará a grandes custos com o desenvolvimento de novas tecnologias de controlo de emissões.

Um estudo da Goldman Sachs, referido pela Reuters, estima que o custo de produção de motores Diesel que cumpram os novos níveis aumentará cerca de 300 euros por unidade produzida, agravando a desvantagem de preço face às alternativas gasolina equivalentes em cerca de 20%, para 1600 euros.

Aposta nos híbridos e elétricos

A Volvo é assim o primeiro fabricante de automóveis a assumir o abandono dos Diesel, depois da Daimler ter também anunciado, no início de semana, que deixará de vender modelos com este tipo de propulsão na América do Norte, o segundo maior mercado automóvel do mundo.

Foto: Volvo

“Na nossa perspetiva não fará sentido desenvolver uma nova geração de motores diesel”, refere Hakan Samuelsson, numa entrevista à edição de hoje do diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, citada pela Reuters. O CEO da Volvo adiantou que a marca continuará a desenvolver a atual geração de motores Diesel, lançada em 2013, de forma a que eles cumpram os futuros níveis legais de emissões, mas o custo de desenvolver uma nova família de propulsores, que cumpram as regras anti-poluição previstas para o início da próxima década, não se justifica. Hakan acreditas que os motores atuais serão produzidos até 2023, e que só a partir dessa data, se nada se alterar, a Volvo abandonará os Diesel.

Até lá, os investimentos da marca serão desviados para os motores elétricos e os sistemas híbridos gasolina/eletricidade, com os primeiros modelos desta nova geração previstos para 2019.

“Temos de reconhecer que a Tesla conseguiu produzir um automóvel nesta área que os clientes desejam e deverá haver um espaço no mercado para nós, se oferecermos alta qualidade e um design atrativo”, referiu.

Na Europa, o maior mercado Diesel do mundo, os veículos com este tipo de propulores respondem por mais de metade das vendas de automóveis. A Volvo, por exemplo, vende 90% dos seus SUV XC90 com motores Diesel.

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