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Ensaio Toyota Yaris Hybrid: o melhor dos Yaris

Há poucas semanas estive a conhecer o novo Yaris e este já está em Portugal. Oportunidade de ficar a conhecer melhor o utilitário da Toyota que, não há dúvidas, tem a melhor opção na versão híbrida. Pelo menos em Portugal.

[quote align=”right” color=”#999999″]O ensaio em terras lusas veio confirmar tudo aquilo que tinha experimentado na apresentação: o Yaris está mais silencioso, mais económico e o sistema híbrido está menos desfasado. [/quote]
É que a gama Yaris tem um novo motor 1.5 litros que é uma bela ideia face ao híbrido, não fosse o facto do preço o atirar para lá do razoável e o Yaris em Portugal continuar a ter como dominador o motor diesel, pois o 1.33 litros praticamente não tinha clientes. Ou seja, continua a haver um Yaris turbodiesel e este híbrido, no qual o importador quer depositar todas as fichas, esperando que até final deste ano ultrapasse os 50% das vendas nacionais. Tem o Yaris Hybrid argumentos para isso?

Começa no estilo que está mais atraente não porque tenha mudado a volumetria ou significativamente o desenho, mas porque a Toyota inspirou-se nos barcos da America’s Cup e desenvolveu um tema de estilo denominado “Catamaran”. Conhece os barcos de elevadas performances daquela competição? O desenho da frente e da traseira do Yaris replica o arco formado pelas duas partes do “catamaran” unindo à frente o símbolo da marca a uma grelha em favo de abelha, nichos dos faróis de nevoeiro simplificados e a forma da grelha inferior a lembrar os tais barcos, além de novos faróis. Atrás os farolins são horizontais e entram na tampa da mala e o arco que é feito do para choques à tampa da mala e ao nicho onde está a matricula, replica o efeito da grelha dianteira. Juntam-se alterações na parte inferior das portas com novos detalhes, para oferecer um aspeto mais dinâmico ao Yaris.

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Olhando para o interior, exceção feita ao painel de instrumentos e ao sistema de info entretenimento, a Toyota pouco mexeu. O painel de instrumentos passa a incluir um ecrã a cores com todas as informações do computador de bordo, sistema de navegação e de som (igual ao usado em outros Toyota), enquanto o Toyota Touch&Go2 está mais bem integrado no tablier e tem um ecrã mais nítido, oferecendo mais funções e aplicações, funcionando, também, nas versões de topo com sistema de navegação. Tudo o resto ficou, mais ou menos, na mesma e a qualidade dos materiais e da montagem varia. Na apresentação andei com uma versão de topo muito cuidada, em Portugal com uma variante intermédia que não me deixou tão boa impressão.

Até aqui, o Yaris pouco mudou. O que não quer dizer que não esteja diferente, particularmente, debaixo do manto. Como referi no primeiro ensaio, há mais de 900 peças novas ou revistas, e entre elas estão os novos apoios de motor, amortecedores e sub-chassis, além de outras medidas para aumentar a insonorização. Confesso que não consigo medir precisamente se o Yaris está, ou não, 5,5 decibéis mais silencioso como diz a Toyota. Mas que está mais silencioso e que é mais fácil conversar a bordo do Yaris, lá isso é verdade. Se é do para brisas acústico – nesta unidade que testei não devia ter pois está reservado para os topos de gama – ou do reforço da insonorização, não sei. Apenas sei que há mais silêncio a bordo deste Toyota.

Como não houve alterações na parte mecânica, continua o eterno problema de fazer rimar o som do motor de combustão interna com a velocidade real. Continuamos a ouvir o bloco a acelerar e o movimento a não corresponder. Então quando, distraídos, atacamos com decisão o acelerador, o barulho impressiona, a velocidade nem por isso. Não vale a pena “bater mais no ceguinho”, não é defeito, é mesmo feitio…

E mesmo assim, o Yaris não é dos piores Toyota neste particular, pois a marca japonesa fez alterações para reduzir as vibrações e ajudar a fazer rimar melhor o motor e a caixa, diminuindo o efeito de elástico da caixa CVT. Mas, mesmo assim…

Contas feitas, o que interessa é saber se o Yaris Hybrid é económico ou não. Bom, na apresentação do carro consegui 4,0 l/100 km. Desta vez não tive ajuda externa para vos dar dados concretos. Mas ainda assim, nas minhas contas, consegui 4,5 l/100 km, sem grandes preocupações de poupança. Quando o fiz, fiquei abaixo dos 4 litros e quando abusei como se não houvesse amanhã, a cifra ficou-se pelos 6,5 l/100 km. Portanto, é verdade, o Yaris Hybrid é económico desde que saibamos como o utilizar, particularmente os dois quilómetros de autonomia elétrica. Que com algum cuidado se multiplicam bastante.

Veredicto

O ensaio em terras lusas veio confirmar tudo aquilo que tinha experimentado na apresentação: o Yaris está mais silencioso, mais económico, o sistema híbrido está menos desfasado. A qualidade deixou-me com dúvidas nesta versão intermédia, mas ainda assim está num bom patamar face ao segmento. Continua brilhante em cidade e nos percursos de ligação extraurbano, sentindo mais dificuldades em trajetos que exijam mais da motorização. Por isso, confirmo que a melhor versão do Yaris é mesmo esta híbrida.

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FICHA TÉCNICA

Toyota Yaris Hybrid Comfort

Motor 4 cilindros em linha, injeção direta com motor elétrico; Cilindrada (cm3) 1497; Diâmetro x curso (mm) 75 x 84,7; Taxa compressão 13,4; Potência máxima (cv/rpm) 100 (potência combinada motor de combustão e elétrico); Binário máximo (Nm/rpm) 111/3600 – 4000 (motor elétrico 169 Nm); Transmissão e direcção Tração dianteira, caixa CVT; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Independente tipo McPherson; eixo de torção; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura  3945/1695/1510; distância entre eixos 2510; largura de vias (fr/tr) 145/1470; travões fr/tr. Discos ventilados/discos; Peso (kg) 1090; Capacidade da bagageira (l) 286; Depósito de combustível (l) 36; Pneus (fr/tr) 195/50 R16; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 11,8; velocidade máxima (km/h) 165; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 3,3/3,1/3,3 (consumo real medido 4,5 l/100 km); emissões de CO2 (g/km) 75; Preços (Euros) 19.300

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