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Primeiro ensaio Jeep Compass: sabor americano

Sendo, neste momento, a marca com maior rentabilidade dentro do grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA), a Jeep vai preenchendo os vazios que ainda existem na sua gama. O Compass é disso um belo exemplo, pois encaixa-se entre o Renegade e o Cherokee, cobrindo todas as bases de um segmento animado onde o crescimento é igual ao número de modelo que surgem todos os dias. Primeiro ensaio ao modelo equipado com o motor de 170 CV a gasóleo.

[quote align=”right” color=”#999999″]O Jeep Compass está bem diferente da anterior geração e merece que estar na lista de compras se está, como parece estar a maioria, á procura de um SUV. E deixe-se de preconceitos porque este americano tem porte e postura europeia.[/quote]
Dedicada aos SUV e aos 4×4, a Jeep é uma marca com enorme tradição dentro e fora dos EUA e está como peixe na água num mercado global que ameaça ser dominado pelos SUV e aproximações. É verdade que nem sempre foi feliz nas escolhas que fez, também é verdade que alguns dos seus modelos nem sequer aqueceram o lugar ou conseguiram ficar na memória de alguém e também não deixa de ser verdade que possui alguns dos carros mais espetaculares para o todo-o-terreno. Parte integrante do grupo FCA, a Jeep começa a arrumar a casa e a preencher os vazios que a sua gama exibe. Um desses e bem notado é, agora, preenchido pelo Compass.

Alguém lembra do primeiro Compass? Recordo que a primeira geração surgiu em 2007 e tinha como plataforma uma unidade híbrida feira em parceria entre a Mercedes e a Mitsubishi (era a base dou Outlander e do Lancer…) a que juntava um estilo, como direi…, estranho. Havia duas versões, o Patriot que era mais tradicional e depois o Compass que tinha como ideia base concorrer com os japoneses e os europeus. A mistura entre a tradicional frente do Wrangler, com as cavas das rodas do Cherokee e o estilo do Toyota RAV4, formou um carro que reuniu o desagrado geral. Foi renovado a meio do ciclo de vida para lhe dar uma aparência mais próxima do Grand Cherokee, mas… o defeito base já lá estava.

Veja aqui quanto lhe pode custar este Jeep Compass

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A segunda geração aqui está, tem muito melhor aspeto, sendo uma espécie de mini Grand Cherokee, rejeitando a forma mais acaixotada do excelente Renegade. Porém, deste, recebe a plataforma e a maioria dos sistemas, embora no interior o Compass seja uma espécie de cópia do Cherokee. Nada disto é grave, pois tanto o Grand Cherokee como o Cherokee são SUV com o ADN da marca e o Compass deixou de ser o “patinho feio” que nem parecia pertencer á gama Jeep. O Compass é mais comprido 12,2 cm que o Renegade, tem mais 6,6 cm entre eixos e mais 8 cm de espaço para as pernas atrás. No que toca à bagageira, tem 438 litros que podem ser moduláveis. Graças ao fundo falso que pode subir ou descer nada menos que 16 cm, a mala pode oscilar entre os 368 e os 468 litros, até um máximo de 1251 litros com os bancos rebatidos (proporção 60/40).

Como já referimos no artigo que pode ler no seu AUTOMONITOR, a Jeep oferece dois motores a gasolina e dois diesel, caixa manual de seis velocidades ou automática de 9 marchas e tração dianteira ou integral. O carro só chega a Portugal em outubro e por isso não há preços, sendo apenas indicativo o valor de 25 mil euros que a Jeep cobra em alguns países europeus pela versão base Sport. Não custa por isso pensar que o Compass estará no limiar dos 30 mil euros para o bloco 1.6 litros turbodiesel com 140 CV, caixa manual, tração dianteira e equipamento Latitude, o segundo de quatro que vão ser oferecidos.

A apresentação do Compass aconteceu em Lisboa, tendo como palco o LX Factory e pano de fundo a belíssima Serra de Sintra. Foi nessas estradas que experimentei a versão equipada com o motor a gasóleo mais potente equipado com caixa automática.

Um casamento feito no céu, mas que para o mercado português faz pouco sentido pois o preço estará bem acima dos 40 mil euros, especialmente se for um TrailHawk equipado com tração integral.

Mas como diz o povo “quem não tem cão, caça com gato”, foi este Compass 2.0 litros 170 CV e caixa automática que serviu para avaliar, numa primeira impressão, o que vale este Renegade maior com aspiração a ser um Cherokee.

Tendo como base a plataforma do Renegade, meio caminho para uma boa nota final está andado. No exterior, felizmente que a inspiração foi bebida no Grand Cherokee e não deixando de manter as ligações ao anterior modelo – como o vidro lateral traseiro em subida e a forma descendente do tejadilho – o resultado final é muito agradável e com a pintura do tejadilho em preto, o carro parece bem mais baixo e afilado do que na realidade é. Detalhes como a grelha dianteira com as sete barras horizontais encastradas numa base preta ou os faróis com um friso branco interior, a lembrar os olhos de uma águia, dão personalidade ao Compass. Da mesma maneira que o tema dos quadrados dá esse carácter ao Renegade.

Entrando no Compass, somos recebidos por um interior decalcado do Cherokee com uma ou outra alteração. O volante é grosso e de pega correta e os instrumentos com estilo bonito e bem visíveis. Há uma série de ecrãs para o sistema UConnect de info entretenimento. É dos mais completos e nas versões de topo tem ecrã de alta definição sensível ao toque e com navegação. Por vezes é um nadinha teimoso e não obedece ao primeiro toque, mas acaba por satisfazer.

A posição de condução é muito boa, a regulação de banco e volante permite chegarmos ao ponto certo facilmente. A qualidade geral é boa com alguns materiais aqui e ali de menor valia. Mas nada de fundamentalmente errado e o equipamento (Limited) muito completo.

O aumento de dimensões permite que o Compass seja mais suave e confortável que o Renegade e a melhoria na qualidade de materiais e de acabamentos no interior, permite que a vida a bordo seja mais agradável. O comportamento também melhora, embora não seja o Compass um meio de despejar adrenalina ou aplacar frustrações. Consegue manter um ritmo rápido, controla bem os movimentos da carroçaria e a direção, mesmo na quase ausência de sensibilidade, consegue oferecer boas sensações. A travagem é forte, mas o pedal é algo estranho no tato.

Veredicto

Naturalmente curto, este primeiro ensaio permite-me dizer que juntamente com o Renegade, a Jeep tem aqui um par de SUV muito interessante. Com um desenho agradável que sai do habitual, uma gama de motores e possibilidades de transmissão ampla e uma qualidade em melhoria, o Compass está bem diferente da anterior geração e merece que estar na lista de compras se está, como parece estar a maioria, á procura de um SUV. E deixe-se de preconceitos porque este americano tem porte e postura europeia. Mais pormenores e preços lá para outubro.

Gostou deste primeiro ensaio? Entra porque não recolher mais informações aqui?

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FICHA TÉCNICA

Jeep Compass 2.0 Multijet 170

Motor 4 cilindros em linha, injeção common rail, turbodiesel; Cilindrada (cm3) 1956; Diâmetro x curso (mm) 83 x 90,4; Taxa compressão 16,5:1; Potência máxima (cv/rpm) 170/3750; Binário máximo (Nm/rpm) 380/1750; Transmissão e direcção Tracção dianteira, caixa automática de 9 velocidades; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Independente tipo McPherson; independente multibraços; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura 4394/1819/1644; distância entre eixos 2636; largura de vias (fr/tr) 1550/1550; travões fr/tr. Discos ventilados/discos; Peso (kg) 1615; Capacidade da bagageira (l) 388/438/11251; Depósito de combustível (l) 60; Pneus (fr/tr) 175/60 R16; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 9,5; velocidade máxima (km/h) 196; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 5,1/6,6/5,7; emissões de CO2 (g/km) 148; Preço versão ensaiada (Euros) nd

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