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Carlos Ghosn prepara sucessor para presidência da Renault-Nissan

O presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, vai recrutar um novo operacional para assumir a vice-presidência da aliança, de modo a preparar a sua própria sucessão e avançar com a integração total dos fabricantes, informações obtidas pela agência Reuters através de fontes da empresa.

De acordo com o plano, os cargos de chefia, atualmente separados, seriam fundidos num só, sob a alçada da aliança que já conta com 18 anos. Ghosn, de 63 anos, pretende concluir o recrutamento até ao final deste ano, tendo em mente a combinação da produção, investigação e desenvolvimento da Renault com as atividades similares da Nissan.

Apesar do porta-voz da Renault-Nissan ter recusado fazer qualquer comentário, as fontes da Reuters confirmam que o presidente “está a preparar o próximo passo”, estando já “o processo em andamento”.

De relembrar que Carlos Ghosn era CEO da Nissan desde 1999 e saiu recentemente desse cargo, mas permaneceu na dianteira da Renault, onde está desde 2005, e com quem o seu contrato acaba em 2018, embora ainda continue na presidência da Mitsubishi Motors, adquirida pela Nissan.

Inicialmente, Ghosn não era a favor de uma aliança entre as duas marcas, mas em fevereiro passado, sugeriu uma associação a 100%, caso o estado francês vendesse as suas ações da Renault, que representam quase 20%. “A Nissan não aceitará qualquer mudança a nível da estrutura do capital, enquanto o estado francês continuar como acionista”, disse o presidente durante a apresentação dos resultados de 2016 da Renault, garantindo que “assim que o estado sair, tudo estará em aberto, e será em breve”.

E foi nessa altura, segundo as mesmas fontes, que o processo de recrutamento interno teve início. Jose Munoz, diretor de performance da Nissan, e Yasuhiro Yamauchi, CCO da Nissan, são dois dos candidatos apontados, bem como Stefan Mueller, diretor de performance da Renault. Munoz e Mueller, respetivamente espanhol e alemão, podem ter uma vantagem diplomática por não terem nacionalidade francesa nem japonesa, referiu um dos contatos.

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