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Muletos são o laboratório de testes dos Renault do futuro

Dia após dia, a Renault trabalha na conceção de veículos autónomos, elétricos e conectados. Mas criar o automóvel do futuro é um processo de desenvolvimento ao mesmo tempo longo e complexo. E é por isso que os engenheiros não cessam de aprender, de testar e de desenvolver protótipos. Tudo começa com os muletos.

Foto: Renault

O termo muleto é utilizado de uma maneira geral na indústria automóvel para designar os primeiros protótipos utilizados para testar as características de um modelo futuro ou de um concept car. Mas combinar sistemas autónomos, elétricos e conectados é uma tarefa extremamente complexa. Talvez por isso, os engenheiros da Renault tenham decidido testar essas três tecnologias não num único muleto, mas em três, de forma a testar as características específicas de cada uma, com o fim último de as reunir num mesmo veículo.

Os muletos são submetidos simultaneamente aos testes físicos e digitais mais duros, a fim de antecipar tidas as situações que possam ocorrer em estrada. Mas cada um pode ter a sua própria utilidade.

Ghost Rider: o muleto autónomo nível 4

Conhecido como Ghost Rider, o protótipo “Mulet 0” tem como base uma Renault Espace e é utilizado para o desenvolvimento da condução autónoma. A bagageira está preenchida com 200 quilogramas de material eletrónico, o que não o impede de poder transportar até cinco pessoal e de servir para testar e desenvolver as tecnologias que lhe permitirão rodar completamente autónomo, sem intervenção de um condutor humano. Já foi testado em estrada, em condições reais, e as suas reações são ajustadas através de simuladores digitais.

Road Runner: o muleto elétrico

Este protótipo “Mulet 1” 100% elétrico foi concebido especificamente para o desenvolvimento das ligações ao solo e da estrutura da carroçaria. Com o nome de código Road Runner, pode transportar duas pessoas, pois o espaço do banco traseiro foi ocupado pelo equipamento eletrónico necessário para a realização dos testes. Tem como base um Renault Talisman, que foi modificado para funcionar unicamente a eletricidade e serve para os engenheiros da Renault testarem um novo motor elétrico e uma carroçaria revista, com as baterias alojadas em baixo da plataforma e o motor na parte da frente. Este laboratório rolante está reservado para testes de otimização de todas as características de chassis do futuro veículos em diferentes planos: conforto, estabilidade, travagem, direção e acústica da transmissão.

Mad Max: Ghost Rider + Road Runner

 

 

Foto: Renault

Finalmente, o “Mulet 2”, com o nome de código Mad Max. Parecido com o Mulet 1, mas integrando todo o sistema de condução autónoma, combina as características do Ghost Rider e do Road Runner, com algumas melhorias.

Equipado com câmaras e sensores sofisticados, permite testar a viatura elétrica em situações de condução autónoma, mas com numerosos sistemas de segurança suplementares. Graças à utilização de novos computadores e processadores, os equipamentos eletrónicos integrados ocupam quatro vezes menos espaço que no “Mulet 0”.

Colocados em volta da carroçaria, os sensores deste muleto dão-lhe uma aparência estranha, que lhe valeu o nome de código Mad Max. Além da integração destes sensores, este protótipo é o melhor laboratório de condução da Renault para testar a interação entre todos os sistemas embarcados. Deverá começar em testes em estrada aberta muito em breve, para permitir à Renault de afinar as suas estratégias de controlo em matéria de condução autónoma.

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