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Renault-Nissan pode chegar este ano a N.º1 mundial

O CEO da Aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, acredita que o grupo franco-japonês poderá em breve ultrapassar a Volkswagen e Toyota e chegar à liderança do ranking mundial dos fabricantes de automóveis.

Foto: Renault

“Desde janeiro que estamos entre os três maiores fabricantes de automóveis do mundo em volume de vendas e esperamos chegar ao primeiro lugar este ano, apesar de esse não ser o nosso objetivo”, referiu Ghosn, no decurso da Assembleia-Geral de acionistas da Renault, que decorreu na semana passada.

A Aliança Renault Nissan ultrapassou em abril o Grupo Volkswagen, no ranking mundial dos fabricantes de automóveis, subindo ao segundo lugar, atrás da Toyota.

Nos primeiros quatro, o Grupo Toyota produziu 3,53 milhões de unidades, mais 7,8% que em igual período do ano passado e a Renault-Nissan (incluindo já a Mitsubishi) atingiu os 3,47 milhões, numa subida de 7,4%, suficiente para ultrapassar o Grupo Volkswagen, que recuou 0,7%, para 3,4 milhões.

Tabela: ForbesA diferença de apenas 60 mil unidades entre Toyota e Renault-Nissan no quadrimestrefaz antever uma luta aguerrida pelo primeiro lugar no ranking até ao final do ano, com ambos os grupos com vendas anuais a rondar os 10,5 milhões, de acordo com as projeções da JATO Dynamics.

Para a elaboração deste ranking a JATO Dynamics contabiliza a produção e não as vendas, porque esse é o critério da OICA, a organização mundial do setor, para compensar as diferentes metodologias usadas nos países para medirem as vendas, com alguns a considerarem os registos de propriedade e outros a somarem as matriculações, o que permite inflacionar os números com as chamadas auto matrículas, como acontece em Portugal.

A General Motors, anterior número 3, perdeu mais de um milhão de unidades anuais com a venda da Opel/Vauxhall à PSA Peugeot Citroen, em março, e com a sua retirada dos mercados russo e indiano.

A Aliança Renault-Nissan, por seu lado, ganhou dimensão com a aquisição da Mitsubishi pela Nissan, no ano passado, e com a integração da Autovaz russa no portfolio de marcas da Renault, onde está também a Dacia.

SUVs e elétricos são os trunfos

A força das gamas de SUVs e de veículos elétricos e o enorme potencial de crescimento na China e noutros mercados emergentes, são os maiores trunfos da Aliança. A Renault tem uma gama de quatro modelos 100% elétricos e a Nissan conta com o Leaf, número 1 mundial da categoria. Com a aquisição da Mitsubishi, a Aliança ganhou também acesso a um dos sistemas híbridos mais avançados do mercado.

No que respeita a SUVs e crossovers, Nissan e Mitsubishi são dois dos campeões mundiais da categoria, com modelos como o Juke, Qashqai e X-Trail, no caso da primeira, e do ASX, Outlander e Pajero, no caso da segunda.

A Renault também aposta forte neste tipo de veículos, contando já com o mini Captur, o compacto Kadjar e a recém-lançada nova geração do Koleos, a que se soma a Dacia, com o sucesso do seu Duster, que ganhará em breve uma variante de 7 lugares.

O Nissan X-Trail é, segundo os dados da JATO Dynamics, o SUV mais vendido no mundo, enquanto modelos como os Nissan Juke e Qashqai e os Renault Captur e Kadjar, têm grande aceitação na Europa. Nos EUA, a Nissan conta com a força da sua marca premium Inifiniti e de modelos como os grandes SUVs QX60 e QX80. Modelos mais populares, com o Dacia Duster ou o novo Renault Kwid, estão a ter grande sucesso em mercados emergentes, como o Brasil e a Índia, e no Médio Oriente e Norte de África.

Nas contas da JATO, a Aliança é líder mundial de SUVs e crossovers, a categoria que mais cresce, com uma quota de 12% do mercado.

Resposta da VW

O Grupo VW, por seu lado, mantém-se muito forte na Europa, onde é líder com uma quota em torno dos 24%, e na China, o seu mais importante mercado. Está também a apostar forte nos SUVs e crossovers, onde o sucesso dos compactos VW Tiguan, SEAT Ateca e Skoda Kodiak deverá servir de referência para o segmento mais abaixo, dos mini SUVs, onde o grupo vai entrar em força com o VW T-Roc, SEAT Arona e Skoda Karoc. A estes modelos há ainda que somar a gama Q, da Audi, que ganhará dois novos membros nos próximos dois anos.

 

 

 

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