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Subsidiar elétricos? É um desperdício e não ajuda a combater emissões de CO2

Um estudo realizado pelo Instituto Económico de Montreal, Canadá, conclui que subsidiar a compra de veículos elétricos para ajudar a combater as emissões de CO2 (e o aquecimento global) é ineficiente e um desperdício.

“É simplesmente um desperdício”, afirmou à AFP Germain Belzile, um dos autores do estudo divulgado esta quarta-feira, que analisou os subsídios para a compra de automóveis elétricos oferecidos pelas duas maiores províncias do Canadá (Ontário e Quebeque), que podem chegar a um terço do valor do veículo: “Esses subsídios, além de terem um custo para todos constribuinte, têm um efeito muito reduzido nas emissões de gases de efeito estufa”.

Tal não significa que a substituição de automóveis a gasolina e Diesel por veículos elétricos não reduza as emissões de gases poluentes, mas os subsídios associados não justificam de todo o investimento.

Quebeque e Ontário querem ter um milhão de veículos elétricos nas suas estradas até 2030, por comparação com os atuais 6 mil. Partindo daí, Belzile afirmou que as emissões de carbono cairiam cerca de 3,6% no Quebeque e 2,4% no Ontário. Ora as duas províncias do Canadá disseram esperar reduzir as emissões de CO2 em cerca de 37% até 2030…

O Quebeque oferece subsídios até um máximo de 8 mil dólares canadianos para a compra de novos elétricos, enquanto o Ontário reembolsa os compradores até um máximo de 14 mil dólares canadianos.

O estudo estima que esses subsídios custam aos contribuintes 523 dólares canadianos por tonelada de gases de efeito estufa não emitidos no Ontário, e 288 dólares canadianos no Quebeque – por comparação, um sistema de limitação e comércio de emissões para grandes poluidores no Quebeque custa apenas 18 dólares canadianos por tonelada.

“O bom senso, tanto do ponto de vista económico como ecológico, aponta em favor da redução desses subsídios, e até mesmo da sua eliminação”, conclui o estudo canadiano.

O estudo pode ser consultado na íntegra aqui (em inglês).

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