Notícias actualizadas ao minuto sobre o sector automóvel

Daimler recusa oferta de parceria da Geely

A Daimler AG, dona da Mercedes-Benz e da Smart, recusou uma oferta dos chineses da Geely para ficarem com entre 3% e 5% do seu capital social, reporta a agência Reuters.

O grupo chinês, que além da sua própria marca é também dono da Volvo, Proton e Lotus, pretendia comprar 5% das ações da Daimler abaixo da cotação, mas a proposta foi recusada por os alemães não desejarem dispersar mais o seu capital por novos acionista, adianta a Reuters.

A Daimler informou, no entanto, a Gelly poderá sempre comprar ações em Bolsa. A preços de mercado, uma posição de 5% na Daimler vale cerca de 4,5 mil milhões de dólares.

A Reuters refere que o interesse da Geely pela Daimler terá a ver com o acesso à tecnologia de baterias elétricas do grupo alemão e com o estabelecimento de uma joint-venture em Wuhan, capital da província de Hubei, para a produção de veículos elétricos na China.

A Geely é a marca líder na China, com uma quota de 5% do mercado. Tem um valor em Bolsa de 32 mil milhões de dólares.

A compra de 5% da Daimler colocaria a Geely como terceiro maior acionista do grupo alemão, depois da Kuwait Investment Authority, o fundo soberano kuwaiti, e da BlackRock, um dos maiores fundos de private equity americanos e mundiais, com posições de 6,8% e 6,0%, respetivamente.

Na China, a Daimler já tem há muito tempo uma joint-venture com a BAIC Motor, que este mês anunciou planos para investir 760 milhões de euros na produção de baterias e de veículos elétricos. A BAIC também chegou a demonstrar interesse em tomar uma posição no capital da Daimler, mas tal como aconteceu agora com a Geely, os alemães recusaram a proposta.

O grupo alemão tem também uma parceria com a BYD, um fabricante de automóveis chinês apoiado pelo investidor americano Warren Buffett, o homem mais rico dos EUA.

Os grupos chineses lançaram uma vaga de parcerias com fabricantes europeus, japoneses e americanos, para impulsionarem o fabrico de veículos elétricos que vão passar a ter quotas mínimas de produção na China, o maior mercado automóvel do mundo.

O objetivo duplo das quotas mínimas para elétricos é reduzir a dependência da China de combustíveis fósseis e, sobretudo, reduzir os níveis de poluição causados por motores de combustão dos veículos convencionais nas grandes cidades.

Ler Mais
OUTRAS NOTÍCIAS
Comentários
Loading...

Multipublicações

Human Resources
Sharing my Change: Soft skills, Strong changes
Marketeer
Algarve quer entrar em 2020 na companhia de turistas andaluzes