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Grupo Renault bate recorde anual de vendas

O grupo Renault fechou 2017 com vendas de quase 3,8 milhões de veículos, 8,5% acima dos registos do ano anterior, somando o seu quinto ano consecutivo de crescimento e um novo recorde anual.

Foto: Renault
Carlos Ghosn, CEO do Groupe Renault

O grupo, que além da Renault, da Dacia e da sul-coreana Renault Samsung passou a integrar a Lada russa, atingiu uma quota do mercado mundial de 4,0%, mais 0,2 ponto do que em 2016. A subida de 8,5% das vendas de veículos de passageiros e de comerciais ligeiros quase quadruplicou o crescimento de 2,3% do mercado.

No segmento dos comerciais ligeiros, o Grupo atingiu um novo recorde de vendas anual, com 463 mil registos, 4,1% acima do volume de 2016.

As marcas Renault e Dacia também fixaram novos recordes anuais com 2,7 milhões de 655,2 mil veículos, respetivamente. As vendas da Lada progrediram 17,8%, para 335,6 mil unidades. Em sinal contrário, as vendas da Renault Samsung Motors caíram 10.1% para menos de 100 mil unidades.

Fonte: Automonitor

Europa: Reforço de quota e liderança nos elétricos

Na Europa, o grupo registou mais de 1,9 milhões de veículos, uma subida de 5,6% que bateu a média de 3,3% do mercado, garantindo um aumento de 0,2 pontos de quota de mercado, para 10,8%.

A marca Renault viu as suas vendas na região subirem 3,7% para uma quota de 8,2% do mercado, alavancada pelo sucesso da família de modelos compactos Mégane, renovado em 2016, e pelo lançamento do novo SUV Médio Koleos, em junho. O utilitário Clio manteve-se como o Segundo modelo mais vendido na Europa e o Captur afirmou-se como o best-seller na categoria dos pequenos SUV.

No segmento dos veículos elétricos, a Renault cimentou a sua liderança, com uma quota de mercado de 23,8% e um aumento de 38% nas vendas. O novo ZOE foi o modelo mais vendido entre todos os elétricos, com uma subida de 44% nas vendas.

A marca Dacia ficou um novo recorde de vendas, com uma subida de 11,7% face a 2016 e uma quota de mercado de 2,6%, num ganho de 0,2 pontos, impulsionada pelos resultados da segunda fase do Sandero, lançada no final de 2016, e pelo sucesso comercial do Duster, cuja nova geração chegou aos mercados já no início de 2018.

Metade das vendas fora da Europa

For a da Europa, o Grupo ganhou vendas e quota em todas as regiões. O crescimento de 11,6% no volume de vendas mais do que triplicou os 3,3% de média de mercado, com o sucesso do Renault Kaptur, Lada Vesta e Ladas Xrai, na Rússia, do Renault Koleos na China, do sedan Mégane na Turquia e do Duster Orich e Kwid, na América do Sul.

As vendas fora da Europa representam agora 49,2% dos registos totais do Grupo.

Na Eurásia, as vendas aumentaram 13,6%, quase duplicando os 7,0% do mercado, o que garantiu ao Grupo um ganhou de 1,4 pontos de quota, para 24,5%, devido sobretudo à forte recuperação da Rússia e ao bom desempenho da Lada, a marca local do grupo, que cresceu 17,0% e ganhou 0,8 pontos de quota, para um total de 19,5%

O mercado russo cresceu 12,2%, fechando positivo pela primeira vez nos últimos quatro anos, com as vendas das marcas Renault e Lada a subirem 16,9% e fecharem o ano com uma quota conjunta superior a 25%. A marca Renault atingiu uma quota recorde de 8,5%, 0,3 pontos acima de 2016. O SUV Kaptur somou 30.958 registos e o Duster 43.715.

A Rússia permaneceu como o segundo maior mercado do grupo.

Na Turquia, a Renault fixou um novo recorde de vendas, com uma subida de 7,0% para mais de 130 mil unidades, contrariando a baixa de 2,8% do mercado. O Megane Sedan é o best seller da marca, com 39,3 mil registos. Com uma subida de 1,3 pontos na sua quota de mercado, para 13,6%, a Renault consolidou-se como líder do mercado turco e dos segmentos de ligeiros de passageiros e de comerciais ligeiros.

Mercados emergentes ganham peso

Na região Ásia Pacífico, as vendas do Grupo cresceram 17%, num mercado que progrediu 2,7%. Na China, a Renault vendeu 72,1 veículos, mais do que duplicando os 35,3 mil de 2016, com o novo Koleos a valer mais de 43,4 milhares de registos.

In the Asia Pacific region, registrations increased 17.0% in a market that expanded 2.7%.

Um ciclo de produto desfavorável nos primeiros nove meses do ano justifica o recuo de 10,1% nas vendas da Renault Samsung Motors, o lançamento dos novos SM6 e QM6, no último trimestre, a chegarem tarde para a recuperação.

Na região África, Médio Oriente e Índia, o Grupo cresceu 8,4%, mais do que quadruplicando os 2,0% do mercado, garantindo um ganho extra de 0,4 pontos na sua quota de mercado, para 6,6%.

O sucesso do Tondar e do Sandero justificam a subida de 49,3% das vendas no Irão, que resultaram num aumento de 2,4 pontos de quota, para 10,8%.

Na Índia, onde a Renault se manteve como maior marca europeia com uma quota de 3,1% do mercado, as vendas desceram 14,9%.

No Norte de África, as vendas subiram 5,6%, contrariando a quebra de 4,7% do mercado. Em resultado, o grupo ganhou 4,1% de quota, para 42,4% do mercado, alavancado sobretudo pelos resultados na Argélia, onde a quota aumentou 11 pontos, para uns impressionantes 62,8%

Na região América, as vendas subiram 9,9%, com a quota de mercado a subir de 6,7% para 7,2%. O grupo continua a capitalizar com a recuperação do mercado brasileiro, que cresceu 9,3% e onde a Renault avançou 11,4%, para uma quota de mercado recorde de 7,7%, 0,2 pontos acima do valor de 2016, com o sucesso dos novos Captur e Kwid. Lançado em julho, o Kwid soma já mais de 22,6 mil unidades. O Kwid foi também fulcral na Argentina, onde o mercado disparou, em alta de 26,4%, tendo o grupo crescido 16,3%.

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