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Lexus Sintra: um novo espaço para o futuro

Nuno Domingues é o novo responsável da Lexus em Portugal

A Lexus abriu um novo espaço em Sintra para satisfazer as mais de 500 unidades que fazem parte do parque circulante da marca japonesa entre Cascais, Oeiras e Sintra. Para lá desta inauguração, os representantes da marca em Portugal quiseram assinalar o começo de um novo período que se deseja virtuoso e com melhores resultados. Está localizada na Estrada terras da Lagoa, 66, em Rio de Mouro e conta com espaço de exposição e oficinas autorizadas.

Para os mais desatentos, a Lexus nasceu em 1989 depois de Eiji Toyoda, na época, presidente da Toyota, ter tido a visão de um carro luxuoso, topo de gama com tecnologia de ponta que pudesse ser vendido nos EUA. E porque EUA? Porque na época – 1983, ano em que começaram os primeiros trabalhos sobre a marca – Nissan e Honda já tinham criado as suas marcas de luxo (Infiniti e Acura, respetivamente) e devido a constrangimentos impostos voluntariamente pelo governo japonês à exportação de carros para o gigantesco mercado norte americano (que por sua vez também não estava disposto a receber a invasão dos produtos japoneses), era mais rentável criar uma marca e vender, apenas, modelos de topo, os mais caros.

Lexus LS 400 x Lexus LS500h: quase 30 anos separam estes dois modelos. Em cima o original, em baixo a mais recente geração do LS.

O F1, ou “Flagship One”, tinha como objetivo ser o melhor carro do mundo, mas sempre com os olhos postos nos EUA. Por isso mesmo, a Toyota realizou um investimento brutal em clínicas com clientes e consumidores de luxo. Grupos de engenheiros foram deslocados para a Califórnia, onde durante meses analisaram o estilo de vida e os gostos dos americanos ricos.

Mais de mil milhões de dólares e seis anos depois, nascia a Lexus com o LS400 a materializar tudo aquilo que foi feito por mais de 1600 engenheiros dedicados à causa. O nome escolhido tem duas versões. A primeira significa uma contração das palavras Luxo e Elegância, embora a verdade seja que o nome não tem significado específico. A outra explica que dos vários nomes colocados em apreciação (Vectre, Verone, Chaparel, Calibre), os resppnsáveis pela marca escolheram Alexis, retiraram o A e trocaram o I pelo U e nasceu a palavra Lexus.

Ainda assim, muitos afirmam que Lexus quer dizer “Luxury Exports to the US”, ou seja, “exportar Luxo para os EUA”. Enfim, Lexus significa, para a Toyota, uma marca Premium cujo nome denota luxo e tecnologia.

Para o primeiro modelo, a marca desenhou um programa de lançamento agressivo – a agencia de publicidade da Toyota teve de criar uma “task force” especifica para a Lexus – que passou pela imagem do LS400 a equilibrar 15 copos de champanhe em cima do capô motor e uma frase que durou muitos anos: “The Relentless Pursuit of Perfection”.

Contas feitas, a Lexus e o LS400 ocuparam 60 designers, 1600 engenheiros, 2400 técnicos diversos mais de 220 colaboradores e mais de 450 protótipos. Nascia a Lexus e o LS400.

O carro apareceu imponente, mas com um estilo “à japonesa”, ou seja, sensaborão e com muitas peças Toyota. O motor era o V8 de 4.0 litros, a tração feita ás rodas traseiras. Lançado no Salão de Detroit de 1989, o carro foi um enorme sucesso, pois era silencioso, bem construído, fiável, bem desenhado ergonomicamente, tinha excelentes performances e não era um gastador inveterado como os V8 norte americanos. Tinha dois contras: o estilo e a suspensão pensada para fazer do LS400 um tapete voador sem grandes preocupações em termos de comportamento. Com um preço inferior às propostas de BMW e Mercedes com motores de seis cilindros e um equipamento opíparo, o LS400 foi uma enorme dor de cabeça para os alemães que, ainda, por cima, assistiram à criação de uma legião de devotos adeptos da marca, fidelizados às qualidades do LS400.

Contas feitas, Mercedes e BMW perderam 29 e 19 por cento, respetivamente, das vendas, tendo imediatamente surgido a acusação de “dumping” ou seja, dos japoneses da Lexus estarem a vender os carros a um preço abaixo do valor de custo. A verdade é que nada parou a Lexus que cometeu, ainda, a proeza de roubar 35% de clientes à Lincoln (Ford) e à Cadillac (GM). Em quatro meses, o LS400 perfez um total de quase 16.400 unidades. Pelo caminho, o LS400 ainda foi chamado á oficina – foram 8 mil unidades! – para reparar uma suposta avaria na cablagem e nos farolins de “stop”. Nem assim o “lobby” americano consegui parar o ascendente fabuloso da Lexus.

Menos de uma década depois, em 1998, chega a Portugal a Lexus. Cumprem-se, este ano, 20 anos de presença da Lexus em Portugal.

Os últimos anos têm sido de evolução e em 2017, deu-se mais um salto nas vendas da marca de luxo com 453 unidades vendidas, mais 81 veículos que em 2016, ou seja, um crescimento de 21,8%. Destes, 98% dos modelos são híbridos.

Aliás, convirá lembrar que a Lexus foi a primeira marca a abdicar, totalmente, dos motores diesel e é a única que tem uma gama totalmente eletrificada com versões híbridas em toda a gama.

Com a inauguração do novo espaço Lexus Sintra, foi apresentado o novo diretor geral da marca em Portugal, Nuno Domingues. Dentro em breve não perca, no seu AUTOMONITOR os ensaios aos principais modelos da gama Lexus em Portugal, do CT200h ao poderoso e enigmático RC500.

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