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Renault Megane RS: saiba tudo sobre o desportivo que chega a Portugal em maio por 40.000€

Será dos modelos mais esperados e a primeira grande novidade de 2018, ano de transição para muitas marcas antes da chegada de 2019 e enorme azáfama de novidades. O Renault Megane RS chega a Portugal em Maio, com o chassis Sport e caixa EDC, com o preço de 40.480 euros. A versão com caixa manual chega mais tarde e vai custar 38.780 euros. Para ainda mais tarde ficam as versões com chassis Cup e o Trophy que terá 300 CV.

No lado da Renault, esperava-se – e alguns desesperavam – pela chegada do RS. A Renault Sport levou um bocadinho de tempo a fechar a definição final do carro, mas tudo indica que continua a fazer jus à sua imagem. O novo Megane RS não é um coupé, alinha no grupo dos cinco portas familiares, mas o conteúdo é, verdadeiramente, explosivo. Para já, fique a conhecer tudo, mas mesmo, tudo, sobre o novo modelo e, amanhã, depois de cumpridos os testes em Jerez de la Frontera, damos-lhe a conhecer as impressões de condução.

Para o novo Megane RS, tal como sucedeu no passado, oferece duas possibilidades em termos de chassis, Sport e Cup. Ao contrário do que sucede com o Clio RS, o Megane RS não está limitado à utilização da caixa EDC de dupla embraiagem. Pode, então, escolher o seu Megane RS com chassis Sport ou Cup e a caixa manual de seis velocidades ou a EDC.

[quote align=”right” color=”#999999″]O Renault Megane RS faz 15 anos, tendo começado em 2003. Várias foram as versões Trophy com mais potência e radicalismo nas opções técnicas. Mais de 53 mil unidades foram vendidas das primeiras duas gerações do modelo, sendo que a terceiras geração deteve, durante muito tempo, a volta mais rápida no Nurburgring abaixo dos 8 minutos[/quote]

Chassis ágil e estável

Para ajudar o chassis a ser ágil e estável, a Renault Sport, não podendo usar um eixo traseiro independente multibraços, mantendo-se, assim, fiel ao eixo de torção, deitou mão do sistema 4Control de quatro rodas direcionais. Como funciona? Muito semelhante ao que é usado em outros modelos da casa francesa. Ou seja, a baixas velocidades, as rodas traseiras giram na direção oposta das dianteiras até ao máximo de 2,7 graus. Oferece assim mais 20% de precisão em termos de direção.

A velocidades mais elevadas, as rodas da frente e do eixo traseiro viram na mesma direção com o máximo de um grau para as rodas posteriores. Aumenta, assim, a estabilidade.

O limite de velocidade para as rodas traseiras girarem no sentido oposto das dianteiras é de 60 km/h, mas no modo Race, esse limite são os 100 km/h. Desta forma, é possível numa utilização em pista, ter maior velocidade em curva e ajuda a posicionar o carro na melhor trajetória para voltar ao acelerador o mais depressa possível.

Além deste sistema, o Megane RS conta, tal como sucede desde o Megane RS que apareceu em 2004, com o PerfoHub que separa as funções de direção e amortecimento. Tal como sucede com o RevoKnuckle da Ford (e do Focus RS) ou a HiPerStrut da Opel ou ainda o sistema da Honda no Civic Type R.

No novo modelo, o eixo dianteiro foi totalmente redesenhado para aumentar a rigidez e oferecer camber negativo aos pneus de 19 polegadas que o Megane RS tem montados. E como é tradicional, o Megane RS tem a oferta de dois tipos de chassis, o Sport e o Cup. A diferença entre ambos está nas molas, amortecedores, batentes, altura ao solo e diâmetro das barras estabilizadoras.

O chassis Sport tem novos amortecedores e um distribuidor de binário de controlo eletrónico que, atuando independentemente das rodas com tração, limita a sobreviragem e melhora a tração à saída das curvas. Já o chassis Cup oferece amortecedores 10% mais duros e um novo diferencial Torsen mecânico com função de autoblocante que melhora o comportamento em todas as fases.

Outra novidade do Megane RS está nos batentes hidráulicos colocados nos quatro amortecedores. Tecnologia vinda dos ralis, determina que exista um amortecedor dentro do amortecedor. Assim que o curso se aproxima, um segundo pistão amortece o movimento da roda antes de chegar ao limitador ou batente. Dissipando a energia sem a transferir para a roda – tal como sucede com um batente tradicional – este sistema ajuda a evitar ressaltos e o efeito de pêndulo, otimizando o contato do pneu com a estrada.

Ao mesmo tempo que aumenta o conforto nos obstáculos quotidianos (bandas sonoras, buracos, lombas, etc.) este sistema também filtra as disrupções sentidas a velocidades mais elevadas. No chassis Sport, a condução desportiva é mais fácil, no chassis Cup é oferecida uma performance que evita variações de trajetória.

O sistema de travagem foi melhorado, oferecendo mais potência e maior confiança ao condutor. Os discos da frente têm 355 mm de diâmetro (+ 15 mm que a geração anterior) e no chassis Cup há a opção de juntar alumínio e aço nos discos diminuindo o peso por roda em 1,8 kgs, melhorando, também, a refrigeração. No chassis Cup, o pedal de travão está afinado para oferecer mais precisão na altura de travar.

Motor e caixa

Para o Megane RS, a Renault deitou mão do existente motor 1.8 litros turbo com injeção direta. Os engenheiros da Renault Sport desenharam uma nova cabeça, reforçada e com melhor dissipação de calor e refrigeração. O turbo de geometria variável ajuda a melhorar o binário a baixas rotações. O coletor de admissão foi, igualmente, redesenhado com a junção de uma segunda entrada e um filtro de maiores dimensões. O bloco e a cabeça foram submetidos a um tratamento diferente das superfícies com materiais como o DLC (Diamond Like Carbon), oriundos da competição e que são visíveis, entre outros materiais, nas sedes das válvulas, e nas paredes dos pistões.

Contas feitas a tudo isto, o motor debita 280 CV às 6000 rpm e 390 Nm entre as 2400 e as 4800 rpm. Comparado com o anterior motor, as emissões reduziram-se 11% (agora 155 gr/km de CO2) e os consumos cerca de 8% (para 6,9 l/100 km).

A Renault decidiu manter a caixa manual de seis velocidades, oferecendo a opção da caixa EDC de seis velocidades e dupla embraiagem. Se a primeira não conheceu alterações, a segunda foi reforçada para encaixar o binário do motor, recebendo, também, novas relações e passagens de caixa mais céleres. A caixa está ligada aos modos Multisense, adaptando-se, assim, a todos os estilos de condução.

A caixa EDC pode ser controlada a partir das patilhas colocadas no volante e a velocidade da caixa é regida pelos modos de condução. Nos modos Comfort e Normal, a caixa funciona de modo suave, sem interrupções. No modo Sport, o barulho do motor é amplificado e a caixa fica mais rápida. Finalmente, no modo Race, não há compromissos com o conforto, a caixa é muito mais rápida e incisiva.

Ainda nos modos Sport e Race, a caixa EDC oferece a possibilidade de, em travagem, podermos reduzir várias mudanças de seguida. Basta manter pressionada a patilha do lado esquerdo e a melhor mudança é, então selecionada. Por outro lado, está disponível o “Lainch Control” nestes dois modos. A embraiagem e o turbo são pré-carregados, permitindo um arranque poderoso. No modo Sport, o controlo de tração ajuda a encontrar a melhor tração.

Estilo poderoso

Para a versão RS tem uma carroçaria específica. Os guarda lamas foram alargados 60 mm à frente e 45 mm atrás (comparados com o Megane GT), o carro foi rebaixado 5 mm (uma vez mais face ao Megane GT) e está equipado com jantes de 18 ou 19 polegadas.

Depois há uma série de detalhes que alteram a silhueta do Megane RS. Primeiro, a enorme entrada de ar na dianteira que incorpora uma lâmina tipo F1, um dos destaques do estilo da Renault Sport. Depois, há a grelha 3D em favo de abelha, reinterpretada pela Renault Sport. O spoiler traseiro foi redesenhado, há extratores de ar nos guarda lamas dianteiros, o para choques traseiro possui um difusor com a já conhecida saída central de escape e, no chassis Cup, as maxilas Brembo são pintadas de vermelho.

O interior recebe bancos desportivos com encosto de cabeça incluído, há duas escolhas de revestimento dos bancos (tecido ou alcantara) e os pedais são em alumínio.

RS Monitor.

O R-Link da Renault faz parte, naturalmente, do equipamento do Megane RS que, nesta variante desportiva acrescenta o RS Monitor. Já existia anteriormente, mas foi alvo de profunda remodelação, oferecendo, agora, mais funções. A telemetria e a aquisição de dados permitem que os mais adeptos das novas tecnologias conheçam novas possibilidades. Existe duas opções para o sistema. O RS Monitor reúne e analisa informação obtida de mais de 40 sensores espalhados pelo carro. É possível, assim, exibir um alargado leque de funções do veículo, em tempo real, no ecrã do R-Link. Falamos de aceleração, travagem, ângulo da direção, funcionamento do 4Control, temperaturas e pressões. Novidade é a possibilidade de filmar as sessões de testes em pista, colar-lhe a telemetria e assim realizar vídeos realistas que o sistema produz e que podem ser imediatamente partilhados nas redes sociais utilizando aplicações disponíveis para smartphones iOS e Android.

Se desejar ir mais além com o RS Monitor Expert, os dados e imagens gravadas podem ser exportadas para o sítio de internet RS Replay, onde ficam armazenados e poderá, depois, consultá-los, analisar volta a volta com grande detalhe, sendo mesmo possível compará-los com outros membros da comunidade Renault Sport. Para os mais vaidosos…

Outra novidade do Megane RS é o sistema RS VIsion, na essência, um sistema de iluminação LED oferecido de série e cujas lentas estão dispostas no para choques dianteiro em forma de bandeira de xadrez. Único no segmento, pretende satisfazer as necessidades de uma iluminação poderosa, eficiente e capaz de ombrear com outras características do Megane RS. O RS Vision está equipado com nove LED por bloco, o sistema combina quatro funções de elevada performance: luz lateral, luz em curva, nevoeiro e máximos de longo alcance. Com um alcance de 460 metros, os máximos do novo Megane RS são poderosos e possuem a assinatura da Renault, a forma em C dos faróis.

Já referimos, o Megane RS está equipado com o Multi Sense, que altera vários parâmetros da eletrónica e da mecânica do carro, estrando disponíveis cinco modos diferentes: Comfort (tudo calmo e pensado para economizar combustível), Normal (um bom equilíbrio entre conforto, acústica e segurança com o ESP orientado para uma condução quotidiana), Sport (uma disposição mais desportiva e um ESP mais permissivo e reforço do barulho do motor), Race (ESP desligado, afinação do 4Control mais radical e mecânica mais responsiva) e Perso (onde cada um personaliza cada um dos elementos disponíveis).

Finalizamos dizendo que o Megane RS tem todas as tecnologias de ajuda ao condutor, oferece um “head up display”, câmara de visão traseira e um sistema de áudio Bose.

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