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Infiniti quer triplicar vendas na China em 5 anos

A infitini, marca premium da Nissan, planeia triplicar as suas vendas na China ao longo dos próximos cinco anos, pelo menos, com o lançamento de quarto modelos inteiramente novos e o alargamento da sua oferta de veículos eletrificados, reporta a agência Reuters.

FOto: Nissan Media

Isso significa que a Infiniti vai aumentar as suas vendas no maior mercado automóvel mundial, das 48 mil unidades atuais, para cerca de 150 mil, avançou o CEO global da marca Roland Krueger, numa entrevista em Pequim.

O mercado de automóveis premium e de luxo na China valeu cerca de 2,5 milhões de unidades no ano passado e está em rápido crescimento, valendo já mais de 10% do mercado total, aproximando-se da taxa de penetração dos EUA (12%), mas ainda muito abaixo dos 30% da Alemanha, explica Krueger.

Combinado com o crescimento muito dinâmico e rápido dos veículos verdes, de que o Grupo Nissan é um dos especialistas mundiais, “há um enorme potencial na China para nós”, adiantou.

A partir de 2021, todos os novos modelos da marca será elétricos ou híbridos eletrificados, em linha com a estratégia anunciada pela Nissan, de transformar progressivamente a Infiniti numa marca premium de veículos eletrificados. Mais de metade das vendas em 2025 será com modelos eletrificados, promete Krueger.

As vendas de veículos elétricos e híbridos na China ultrapassaram as 460 mil unidades, no ano passado, sem contra com os veículos comerciais. “O crescimento é fenomenal e poderemos atingir vendas de um milhão de veículos eletrificados, já este ano, duplicando os volumes de 2017.

Dentro de cinco anos, a Inifiniti produzirá seis modelos na China. Além do SUV QX50, marca já produz a variante longa do modelo, denominada QX50-L, desde 2014.

No Salão Automóvel de Pequim, que arranca na quarta-feira, a Infiniti deverá apresentar o concept car Q Inspiration, que servirá de base a um futuro SUV de produção com propulsão híbrida. “Combinando a localização com eletrificação, queremos triplicar o nosso volume de vendas nos próximos cinco anos”, confirmou.

A mudança para os modelos eletrificados é necessária para ajudar a Nissan e a Infiniti a cumprirem as quotas mínimas de produção e vendas de veículos verdes, fixadas pelo governo chinês para os próximos anos.

No caso da Infiniti, os modelos elétricos também vão contribuir para a melhoria de imagem da marca, seguindo o exemplo da Tesla, com a produção de uma gama de automóveis e SUV premium e de propulsão 100% elétrica ou híbrida.

O lucrativo segmento premium na China é dominado pelas marcas alemãs, Audi, BMW e Mercedes-Benz, mas está a atrair cada vez mais fabricantes, desde a Cadillac e Lexus, à Linclon, Acura, Volvo ou Tesla. “As preferências dos consumidores estão a mudar muito rapidamente. Temos dados que mostram que de 2011 para 2016 o interess dos chineses por veículos elétricos triplicou”, garante Krueger. “E isso é uma grande oportunidade para nbós, como marca challenger”, conclui.

 

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