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Primeiro ensaio: Suzuki Swift Sport

Perdeu peso, ganhou potência com um turbocompressor e apresenta-se, apenas, com cinco portas. Melhorou ou o Suzuki Swift Sport deixou de ser um desportivo de bolso pensado para a diversão ao volante?

[quote align=”right” color=”#999999″]Carregadinho de equipamento, com um motor de 140 CV que não se revelou nada guloso (média confirmada de 6,8 l/100 km) e com um comportamento divertido e seguro, o Suzuki Swift Sport é uma boa opção para quem gosta de pequenos desportivos, ainda por cima quando o preço final é de 20.178 euros[/quote]
Paulo de Carvalho cantava “dez anos, é muito tempo, muitos dias, muitas horas a cantar”. Tomei a liberdade de lhe alterar a letra da canção e dizer que seis anos é muito tempo, muitos dias, muitas horas sem mudar nada no Swift Sport, alvo deste primeiro ensaio AUTOMONITOR. Saído do avião que me levou até Madrid, uma coisa não me saía da cabeça: será que o novo modelo, mais leve, mais potente e, sobretudo, com mais binário, será, pelo menos, tão divertido como os anteriores? Agora que estou de regresso a casa depois de quase duas centenas de quilómetros com o Swift Sport, já lhe posso dar uma resposta. Mas primeiro…

Deixe-me recordar-lhe que o anterior modelo tinha um bloco atmosférico com 1.6 litros, tendo ficado conhecido, internacionalmente, como um dos desportivos de bolso mais competentes do mercado. Aliava a tudo isto baixo peso e dimensões compactas já que a Suzuki encolheu o Swift na última encarnação.

A receita para o atual Swift Sport é um nadinha diferente. Fora com o motor atmosférico mais gastador e menos amigo do ambiente, entra o bloco 1.4 litros sobrealimentado que oferece mais potência (mais 4 CV, apenas) mas, sobretudo, muito mais binário. Os 160 Nm do anterior motor são esmagados pelos 230 Nm oferecido logo a partir das 2500 rpm, cerca de 1500 rpm abaixo do que sucedia no anterior motor. Ainda por cima, o Swift Sport passou por uma cura de emagrecimento que escovou 80 quilos ao peso final do modelo. Contas feitas, o Swift passa a ser um carro que fica abaixo da tonelada de peso (970 kgs) o que lhe permite com os 140 CV do motor 1.4 litros chegar aos 210 km/h e acelerar dos 0-100 km/h em 8,1 segundos.

Veja quanto lhe pode custar este Suzuki Swift Sport

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E mais diferenças, há?

Há mais alterações nesta versão Sport do Swift: o carro está mais perto do chão 50 mm e a carroçaria é 40 mm mais larga que um Swift “normal”, sendo que as saias a imitar carbono deixam pensar que o rebaixamento foi mais acentuado.

As entradas de ar dianteiras e as proteções do cárter e da parte inferior da carroçaria são menos resistentes ao ar e melhoram, por isso, o resultado aerodinâmico do Swift. Não é muito, mas está melhor que anteriormente. Além disso, há mais 2 cm na distância entre eixos. Diz a Suzuki, claro.

E esteticamente, está melhor o Swift?

Err… não. Está, praticamente, igual. O rebaixamento nota-se e confere-lhe mais algum músculo, as duas saídas de escape redondas e generosas adicionam a ideia de um desportivo de mão cheia mas o resto está na mesma. As cavas das rodas estão preenchidas com jantes de 17 polegadas forradas com excelentes pneus Continental e o puxador da porta traseira continua escondido no pilar da porta.

Ou seja, pouco mudou e tal como sucedia anteriormente, o Swift nunca irá ganhar qualquer concurso de beleza, mas também não agride a vista, tem charme próprio e destaca-se da multidão do segmento B. E isso é importante. Ou deveria ser!

Outra coisa que sempre será boa num Suzuki é o equipamento, completo e sem falhas gritantes ou opcionais caros. Luzes LED nos quatro cantos, cruise control adaptativo, câmara de visão traseira, entrada sem chave, botão de arranque, espelhos exteriores elétricos, rebatíveis e aquecidos, vidros escurecidos atrás, vidros elétricos nas quatro portas, ar condicionado automático, computador de bordo com ecrã de 4,2 polegadas no centro do painel de instrumentos com muita informação, sistema de info entretenimento com Bluetooth, DAB, câmara de visão traseira, sistema de navegação, travagem de emergência autónoma, alerta de mudança de faixa, alerta anti-fadiga, máximos automáticos e assistência na mudança de faixa, são destaques de uma lista de equipamento impressionante.

E então, em estrada, como é?

Nada mudou no interior do Swift, ou seja, quem desenhou o carro por dentro gosta de estar no controlo, certamente, pois tudo esta alinhado como deve ser, mesmo que fiquemos um nadinha arqueados. Para alguns será problema, para mim nem por isso. Os ajustes do volante são ideais para encontrar, facilmente, a melhor posição de condução com banco-volante-pedais numa relação quase perfeita.

O novo motor do Swift tem um ruído interessante embora discreto e mostra-se cheio de vigor. Pudera, quase o dobro do binário face ao anterior motor! Destaque, ainda, para o facto da Suzuki ter refeito o desenho do eixo traseiro para contrariar a tendência da carroçaria se mexer e providenciar maior estabilidade.

A verdade é que numa estrada sinuosa, o Swift parece bem mais rápido do que os números sugerem. Isso acontece porque conseguimos levar muita velocidade para dentro da curva, entrando tarde e sem ser pendurados nos travões. O eixo dianteiro tem muita aderência pelo que é possível, ajudados pelo bom binário, entrar em curva uma mudança acima e sair do outro lado em força sem patinar rodas ou com a frente a escorregar para fora da trajetória. Divertido, mesmo se no percurso escolhido houvesse uma plantação de radares de velocidade e polícias como cogumelos. Mas lá desencantei uma estradinha que deu para perceber como funciona o Swift.

O controlo de estabilidade oriundo da Daimler tem a opção de desligar completamente, porém, fica sempre vigilante e à mínima doidice, discretamente entra em ação. Enfim, o Suzuki Swift Sport consegue ser divertido dentro de padrões de razoabilidade bem definidos.

Mas são tudo maravilhas no Swift Sport?

Claro que não. Um dos maiores problemas está na direção. É, claramente, o ponto mais fraco do Swift. Começa por não oferecer nenhuma sensibilidade. Depois, é levezinha, porém é-lhe imposta algum peso de forma artificial. Finalmente, não é nada direta. Por outro lado, a caixa de velocidades tem um bom escalonamento, o comando é leve, mas a precisão é menor.

Veredicto

Carregadinho de equipamento, com um motor de 140 CV que não se revelou nada guloso (média confirmada de 6,8 l/100 km) e com um comportamento divertido e seguro, o Suzuki Swift Sport é uma boa opção para quem gosta de pequenos desportivos, ainda por cima quando o preço final é de 20.178 euros, o mais barato da classe exceção feita ao Fiesta 1.0 ST-Line. Enfim, o Swift Sport é um carro divertido, económico e com espaço interior relevante, que merece a pena, pelo menos, um ensaio quando chegar ao mercado no final deste mês de maio, para confirmar aquilo que lhe disse. Verá que não se vai arrepender! Já agora, dizer que o carro tem três anos de garantia, mas a Suzuki está a tentar que toda a sua gama tenha 5 anos de garantia…

FICHA TÉCNICA

Suzuki Swift Sport

Motor 4 cilindros em linha, injeção direta, turbo; Cilindrada (cm3) 1373; Diâmetro x curso (mm) 73 x 82; Taxa compressão 9,9; Potência máxima (cv/rpm) 140/5500; Binário máximo (Nm/rpm) 220/2500 – 3500; Transmissão e direcção Tração dianteira, caixa manual de 6 vel.; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Independente tipo McPherson; eixo de torção; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura  3890/1735/1495; distância entre eixos 2450; largura de vias (fr/tr) 1510/1515; travões fr/tr. Discos vent./discos; Peso (kg) 975; Capacidade da bagageira (l) 265/579/947; Depósito de combustível (l) 37; Pneus (fr/tr) 195/45 R17; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 8,1; velocidade máxima (km/h) 210; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 4,8/6,8/5,6 (consumo real medido 6,8 l/100 km); emissões de CO2 (g/km) 125; Preço da versão ensaiada (Euros) 20.178

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