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Ensaio Opel Insignia Country Tourer: mais agradável

Maior, mais espaçosa e com o motor 2.0 litros turbodiesel, a versão Country Tourer do Insígnia está melhor e muito mais agradável.

[quote align=”right” color=”#999999″]O Opel Insignia Country Tourer é económico, divertido de conduzir, espaçoso e agradável de utilizar. Uma boa escolha![/quote]
A anterior geração do Insígnia conheceu uma versão idêntica virada para o lazer, regressando a Opel ao tema com um carro muito mais evoluído que o antecessor, logo, muito melhor. Depois, vem equipada com o motor 2.0 litros turbodiesel com 170 CV (a versão de turbo único) e a opção de caixa automática de 8 velocidades e tração integral Twinster (a mesma do Insignia GSI) com vectorização de binário. Muita coisa boa que, infelizmente, leva o preço para lá dos cinquenta mil euros.

A versão que ensaiei não fica muito mais barata, mas deixando de lado o sistema Twinster e a caixa automática por troca com a tração dianteira e uma caixa manual de seis velocidades, custa 47.390 euros. Como extras a unidade ensaiada tinha o pacote Innovation, composto por bancos forrado em pele, “head-up” display, ajuda ao estacionamento e sistema de reconhecimento de sinais, tejadilho de abrir elétrico e pintura metalizada. Contas feitas, são 3700 euros de extras que levam o preço final para lá da barreira psicológica dos 50 mil euros. A questão é: vale a pena gastar tanto dinheiro com um Insígnia?

Veja aqui quanto lhe pode custar este Opel Insígnia Country Tourer 2.0 D Inovation

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Um carro muito agradável

Cada um pensará o que quiser, mas depois de cumprir algumas centenas de quilómetros com este Insignia Country Tourer, penso que sim. Logo à partida, tem a oportunidade de andar com um carro diferente do que é costume na paisagem nacional.

Depois, sendo mais alta 25 mm em relação ao Insignia Sport Tourer, a versão Country Tourer exibe uma postura mais musculada que é complementada com as proteções plásticas nas cavas das rodas. Tudo isto mais as proteções, efetivas, que existem debaixo do carro que se prolongam até aos para choques dianteiro e traseiro, permitem que, mesmo sem o sistema Twinster (sistema que usa a mesma tecnologia usada no Range Rover Evoque e no Ford Focus RS), permite aventurar-nos por caminhos mais agrestes sem grandes preocupações.

Face ao anterior modelo, o Insignia Country Tourer é maior na distância entre eixos (92 mm) e a bagageira também cresceu 135 litros para um total de 1665 litros com os bancos traseiros rebatidos na proporção 40/20/40 (com os bancos em posição normal oferece 560 litros). Outro detalhe importante reside nas barras do tejadilho: têm capacidade para transportar até 100 quilos. Ou seja, para uma utilização de lazer, é capaz de carregar uma bagageira onde pode ser levada toda a “tralha”. Ou seja, o Insignia Country Tourer é um verdadeiro carro de lazer.

O ambiente a bordo é muito agradável com a Opel a fazer um enorme esforço para oferecer qualidade com estilo, tecnologia com sentido e, aqui, tenho de destacar o OnStar que é uma enorme mais valia. Tenho mesmo pena de não ter um carro com OnStar (há 25 anos não havia nada disto… e o meu carro tem essa idade) porque é adoro poder falar com uma menina e pedir-lhe que me indique um restaurante, um teatro, reserve bilhetes, hóteis, enfim, me ajude. O equipamento é muito completo nesta versão Innovation, justificando parte do valor final que a Opel cobra pelo Insignia Country Tourer.

Como é ao volante?

Para lá de ser fácil encontrar a melhor posição de condução, graças à multiplicidade de regulações do banco e do volante, o tabliê está desenhado com gosto e qualidade. A informação dada pelo painel de instrumentos que mistura digital com analógico de forma equilibrada, rima com o ecrã central sensível ao toque com um grafismo agradável e um sistema de conectividade fácil de utilizar. Tudo bem estudado ergonomicamente e igual ao que se passa no Insignia Sports Tourer.

Depois há detalhes muito interessantes como o comando que permite escolher qual a abertura, elétrica, do portão traseiro: pode optar por deixar o sistema sem regulação, abrir até ao máximo de altura ou 75% desse máximo. Isto para que? Para poder abrir o portão traseiro em estacionamentos com o teto baixo ou em garagens do mesmo género. Ou, tão somente, caso o condutor seja de baixa estatura.

O motor de 2.0 litros turbodiesel assegura uma boa desenvoltura e quando fazemos uso do otimismo e penetramos em estradões de terra mais ou menos esburacados, o Insignia Country Tourer usa a majorada distância ao solo para passar incólume. Mesmo com tração dianteira são possíveis estas aventuras com o chassis a colaborar.

O motor não cria dificuldades, antes pelo contrário. É um bloco refinado, silencioso, flexível. Um motor que começa a respirar bem a partir das 2000 rpm e sobe até às 4000 rpm com vigor conferindo uma boa dinâmica ao Insignia Country Tourer. Para ajudar ao cenário, a caixa de velocidade manual é precisa, fácil de manusear e com curso curto. Ou seja, parece que nasceram um para o outro.

Mas o que mais me surpreendeu foi o prazer de condução que o Insignia Country Tourer que, confesso, não estava à espera. Equipado com o sistema Flexride (com modos de condução Normal, por defeito, Tour e Sport) para ajudar a encontrar a melhor definição face ao andamento escolhido. E se nos modos Normal e Tour, suavidade e tranquilidade são palavras chave, no modo Sport tudo fica diferente e graças a rodas de dimensões generosas (235/50 R18) que têm muita aderência, conseguem-se ritmos muito acimo do esperado.

Neste modo Sport, os amortecedores pilotados endurecem, a direção fica mais pesada e o acelerador mais sensível e direto. No modo Tour, claro, é exatamente o contrário enquanto que no modo Normal, é algo entre os dois e que é o modo por defeito cada vez que ligamos o automóvel. Acabei por andar, quase sempre, no modo Sport porque permite que o comportamento seja eficiente sem prejudicar em demasia o conforto. Aliás, neste aspeto, dizer que o modo Tour suaviza tanto o carro que fica sensaborão.

Veredicto

Como disse acima, o Opel Insignia Country Tourer custa pouco mais de 47 mil euros o que pode parecer muito, mas comparado com os rivais, nem por isso. O VW Passat Alltrack custa 51.080 euros, o Audi A4 Allroad fica por 53.478 euros e o Volvo V90 (ainda não chegou a V60) fica por pouco mais de 68 mil euros. Visto assim, o Insignia é o mais barato de todos, mas não fica atrás de nenhum, exceção feita à ausência da tração integral. Mas mesmo aí, fica mais barato pois não vai além dos 50 mil euros. Tal como sucede com a V90 da Volvo, esta versão mais “radical” é melhor que a versão normal, até em termos estéticos. Com um consumo verificado de 6,2 l/100 km, o Insignia Country Tourer é económico, divertido de conduzir, espaçoso e agradável de utilizar. Uma boa escolha!

FICHA TÉCNICA

Opel Insignia Country Tourer 2.0 TurboD Innovation

Motor 4 cilindros em linha, injeção direta, turbodiesel; Cilindrada (cm3) 1956; Diâmetro x curso (mm) 83 x 90,4; Taxa compressão 16,5; Potência máxima (cv/rpm) 170/3500 – 4000; Binário máximo (Nm/rpm) 400/1750 – 2500; Transmissão e direção Tração dianteira, caixa manual de 6 vel.; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Independente tipo McPherson; independente multibraços; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura 5004/1871/1525; distância entre eixos 2829; largura de vias (fr/tr) 1607/1610; travões fr/tr. Discos vent./discos; Peso (kg) 1591; Capacidade da bagageira (l) 560/1665; Depósito de combustível (l) 62; Pneus (fr/tr) 235/50 R18; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 9,2; velocidade máxima (km/h) 220; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 4,6/7,1/5,5 (consumo real medido 6,2 l/100 km); emissões de CO2 (g/km) 145; Preço da versão ensaiada (Euros) 47.390

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