Notícias actualizadas ao minuto sobre o sector automóvel

Primeiro ensaio Hyundai i20 (2018)

Poucas novidades numa remodelação de meio de ciclo que tem como aliciante maior uma proposta muito interessante para quem queira apostar no i20 da Hyundai.

[quote align=”right” color=”#999999″]O i20 é um Hyundai. Ou seja, racional, bem construído com materiais de qualidade na média do segmento, excelente posição de condução, um estilo maduro e agradável à vista, bem filtrado e com bom refinamento, que melhorou a sua competitividade face aos seus rivais. [/quote]
Já pensou em comprar um carro e usar dois? Não?! Pois é exatamente isso que a Hyundai Portugal lhe propõe, pelo menos durante a campanha de lançamento que vai durar até 31 de julho (o carro é lançado em julho). Ainda não descobriu o que é? (risos) Não é uma novidade absoluta, é estreia no segmento e tem o bem urdido nome de “Bem Pensado”. Se quiser comprar um i20 1.2 no mês de lançamento, o importador nacional propõe uma espécie de “renting” que após uma entrada inicial de 4500 euros, lhe vai custar 195 euros por mês, durante 48 meses e 50 mil quilómetros, com tudo incluído (manutenção, danos próprios, pneus, assistência 24 horas e viatura de substituição) e, ainda, 15 dias por ano ao volante de um Hyundai Tucson! Tudo isto por 195 euros por mês! Eu acho que é bem pensado…

Já sei… o que é que o Hyundai i20 tem de novo?

Muitas, muitas coisas a começar pela atualização dos motores para cumprirem as novas normas e o desaparecimento dos blocos diesel da oferta do i20. Porquê? Bom, porque para cumprir as novas regras de homologação, nomeadamente, o WLTP o motor 1.1 e 1.4 litros a gasóleo teriam de ser profundamente remodelados com custos que colocariam o i20 num patamar de preços onde não faria sentido. Como no segmento cada vez mais as pessoas procuram preço e não outra coisa qualquer seja a gasolina ou não, manter os propulsores diesel era disparatado. Estas são as duas maiores novidades.

Veja quanto lhe pode custar este Hyundai i20?

[xyz-ihs snippet=”Simulador Cetelem v2″]

A outra reside no sistema de conectividade que passa a contar com um ecrã de 7 polegadas, sendo que a Hyundai Portugal é generosa e monta este monitor em todas as versões deixando de lado os monocromáticos ecrãs de 3 e 5 polegadas. Este ecrã tem ligação à câmara de visão traseira, também de série, diferenciando-se a versão Comfort da Style pela utilização do sistema de navegação proprietário. Destaque-se, também, a integração do Apple Car Play e do Android Auto. O equipamento das versões Comfort sublinha, ainda, o Hyundai Smart Sense (travagem autónoma de emergência para evitar ou mitigar colisões frontais, monitorização do cansaço do condutor, controlo automático dos máximos e o alerta de saída de faixa de rodagem, com correção autónoma da trajetória), faróis de nevoeiro, vidros escurecidos, ar condicionado manual e jantes de liga leve de 15 polegadas. A variante Style adiciona as jantes de liga leve de 16 polegadas, sensores traseiros de estacionamento, sensores de luz e chuva, óticas de dupla projeção, recolha elétrica dos espelhos, volante multifunções em pele, sistema “start/stop”, dupla porta USB e ar condicionado automático. O primeiro utiliza o motor 1.2 MPI com 75 CV, o segundo o motor 1.2 MPI com 84 CV. Ambos com caixa de cinco velocidades manual.

Mas há mais alterações!

O bloco 1.0 litros T-DGI nas versões de 100 e 120 CV também foram alterados para cumprirem com as novas regras de homologação (WLTP), introduzindo a Hyundai o sistema “start/stop” e a nova caixa automática de dupla embraiagem de sete velocidades, disponível na versão de 120 CV do bloco 1.0 T-GDI. Estes motores e a caixa automática só chegam a Portugal no final do ano. Contas feitas, todos os motores (até o 1.4 litros com 100 CV que não estará à venda em Portugal) cumprem já a norma Euro6d-Temp.

Do lado de fora, a Hyundai retocou a maquilhagem de um carro que sempre foi agradável à vista na versão de portas e mais ainda na variante Active (espécie de máscara que permite ao i20 assumir ares de crossover), na minha opinião, a mais agradável à vista

As mudanças surgem na grelha dianteira com um estilo em cascada idêntico a outros modelos da casa coreana e na traseira com os farolins a assumirem novo desenho e a matrícula a abandonar o para choques e colar-se no portão traseiro que dá acesso a uma bagageira com 326 litros de capacidade. Mais tarde chegará a possibilidade de ter tejadilho de cor diferente da carroçaria (o tejadilho será sempre preto) numa opção que permitirá 17 combinações diferentes. As jantes de liga leve também têm novo desenho surgindo nas medidas de 14 e 15 polegadas. Há novas cores: Tomato Red, Champion Blue e Clean State. Poderá, também, optar por um tejadilho panorâmico opcional.

O interior, como já referi, tem a grande novidade no ecrã de 7 polegadas e o novo sistema de conectividade, mas a Hyundai oferece algumas possibilidades de personalização. Nomeadamente o pesponto dos bancos em vermelho ou azul e algo mais radical que insere um mar de azul no tabliê.

Refira-se que estas alterações só valem para as versões de cinco portas e Active, ficando de fora o Coupe. Isto explica-se de forma simples: esta versão existe, apenas, para permitir que o carro do Mundial de Ralis seja o coupé, um carro mais favorável devido à menor altura que rebaixa o centro de gravidade e com maior rigidez face aos rivais. Com vendas residuais e ficar de fora desta remodelação, fica evidente que esta variante acabará por desaparecer do catálogo do i20.

E como é na condução?

Exatamente igual ao modelo que é agora substituído. O chassis é o mesmo, as suspensões não conheceram mudanças substantivas (apenas uma revisão do amortecimento para melhor conforto) e tudo ficou igual na travagem. Onde foram feitas, também, algumas alterações foi na direção, reclama a Hyundai ser mais precisa, ágil e divertida (!).

Leia aqui o ensaio ao Hyundai i20 Active (anterior modelo)

Confesso que o contacto com o carro foi curto e ainda por cima com os motores 1.0 T-GDI com 100 e 120 CV. Este último com a caixa de dupla embraiagem que, tenho de dizer, rima de forma perfeita com o motor e o carácter do i20. É uma bela caixa e consegue consumos interessantes pois num percurso com muita autoestrada sem limites de velocidade, o i20 nunca passou dos seis litros, fechando o percurso com 5,6 l/100 km.

Contas feitas, não há grandes surpresas no que toca ao comportamento, seguro, fácil com boa aderência do eixo dianteiro e resistência forte aos movimentos da carroçaria. Não é, porém, um carro divertido de conduzir como o Ford Fiesta ou o Seat Ibiza, por exemplo.

Veredicto

O i20 é um Hyundai! Pode parecer uma verdade lapalissiana, mas é que é mesmo isso: o i20 é um Hyundai. Ou seja, racional, bem construído com materiais de qualidade na média do segmento, excelente posição de condução, um estilo maduro e agradável à vista, bem filtrado e com bom refinamento, que melhorou a sua competitividade face aos seus rivais. É um produto maduro que, infelizmente, está num segmento onde há vários carros melhores que o i20. Como sempre digo, nem sempre o melhor carro é o carro melhor e este Hyundai i20 é um belo produto com preços muitos interessantes: 15.784 euros paras o i20 1.2 MPI Comfort e os 18.237 euros do i20 1.2 MPI 84 CV Style. Olhando para os principais rivais, o i20 oferece os melhores preços e uma relação preço equipamento muito agradável. Ah! e oferece de série uma garantia de 5 anos sem limite de quilómetros…

Resumo das características técnicas

O motor Kappa 1.2 estará disponível com 84CV (consumo combinado NEDC correlacionado: 5.3 – 5.8 l/100 km; emissões de CO2 combinadas NEDC correlacionado: 121 – 132 g/km). Como alternativa, para o cinco portas, este motor está também disponível com 75CV (consumo combinado NEDC correlacionado: 5.6 – 5.8 l/100 km; emissões de CO2 combinadas NEDC correlacionado: 129 – 132 g/km). Ambas as versões estão acopladas a uma transmissão manual de cinco velocidades.

Já o motor Kappa 1.0 T-GDI, estará disponível mais tarde com dois níveis de potência distintos: 74 kW/ 100CV disponível com a transmissão manual de 5 velocidades (consumo combinado NEDC correlacionado: 4.8 – 5.2 l/100 km; emissões de CO2 combinadas NEDC correlacionado: 121 – 132 g/km) ou 88 kW/ 120CV acoplado a uma transmissão manual de 6 velocidades (consumo combinado NEDC correlacionado: 5.0 – 5.5 l/100 km; emissões de CO2 combinadas NEDC correlacionado: 114 – 125 g/km). Como alternativa, ambas as motorizações podem ser combinadas com a transmissão automática de dupla embraiagem e 7 velocidades (7DCT). O 1.0 T-GDI incorpora agora o filtro de partículas que reduz as emissões de CO2.

Ler Mais
OUTRAS NOTÍCIAS
Comentários
Loading...

Multipublicações

Human Resources
Quantas faltas justificadas pode dar no trabalho?
Marketeer
Guerra do streaming: consumidores dão oportunidade aos novos players