
Carlos Ghosn não deverá completar o novo mandato, diz a Reuters
O chairman da Renault e presidente e CEO da aliança que reúne o Grupo francês e os japoneses da Nissan e Mitsubishi vai ser reconduzido hoje, embora não deva concluir o mandato de CEO da Renault, reporta a Reuters com base numa notícia do Financial Times.

“Como devem supeitar, antes de 2022 deixarei de ser o CEO da Renault”, disse Ghosn, de 64 anos, ao diário britânico. Em 2012, numa entrevista ao McKinsey Quartely, o patrão da aliança já anunciara que se tencionava reformar pouco despois dos 60. No início deste ano, Ghosn anunciou que deixaria de ser o CEO da Renault, mantendo-se no Grupo como chairman, para se dedicar mais intensamente à Aliança e à maior integração dos grupos que a integram.
Como COO da Renault, a Assembleia-Geral de accionistas de hoje vai nomear Thierry Bollore, de 54 anos, colocando-o na linha de sucessão a Ghosn, como CEO do Grupo francês.
Para o novo mandato, Ghosn tem o desafio de implementar o ambicioso plano estratégico, revelado em setembro do ano passado, que prevê poupanças anuais em sinergias na ordem dos 10 mil milhões de euros, o dobro dos valores de 2016. A eletrificação, a condução autónoma e a conectividade são pontos vitais desta agenda estratégica, com o objetivo, entre outros, de segurar a liderança mundial na produção de veículos elétricos.