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Primeiro ensaio Hyundai Santa Fé 2.2 CRDi 4WD

Só chegará a Portugal lá para janeiro, mas a quarta geração do Santa Fé deixou água na boca porque a Hyundai fez tudo para criar uma verdadeira “melga” para os rivais alemães!

[quote align=”right” color=”#999999″]Mais um belo exemplo de como a Hyundai cresceu, mas de forma consistente e inteligente. Ah! e oferece, entre muitas outras coisas, uns sensores de interior que caso tenha a ousadia de deixar um ser vivo dentro do seu Santa Fé e trancar as portas, ele o avisará de todas as formas que está a cometer um pecado sério…[/quote]
Destacar ou louvar a evolução da Hyundai seria como chover no molhado, mas esta quarta geração do Santa Fé é a epítome daquilo que tem sido a evolução da casa coreana, ou seja, sempre a melhorar. Este quarto andamento do SUV de topo da Hyundai aumentou de tamanho, em equipamento, no luxo e, sobretudo, onde sempre foi criticado o modelo, ou seja, o comportamento menos ágil.

E porque parece que continua a tendência de os carros crescerem, o Santa Fé – que já não era propriamente pequeno com 4,7 metros de comprimento – aumentou 7 cm no comprimento, facto que permitiu à Hyundai acabar com a versão Grand Santa Fé. Ou seja, cabe-lhe a sai escolher se quer um Santa Fé com cinco ou com sete lugares que o carro será sempre o mesmo variando a capacidade da bagageira entre os 625 (5 lugares) e os 547 litros (7 lugares) que podem esticar-se, respetivamente, até aos 1695 e 1625 litros.

Os sete centímetros a mais também se sentem na habitabilidade que, diga-se, é esmagadora: na primeira fila de bancos há 1,12 metros de espaço para as pernas, na segunda fila 1,026 metros (5 lugares), 1,001 metros para a versão de sete lugares. Neste caso, os bancos extra oferecem 746 mm de espaço para as pernas. Com quase metro e meio de largura à altura dos ombros, percebe-se que espaço é coisa que não falta no Santa Fé.

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Outra grande alteração está no estilo, por fora e por dentro. Por fora a inspiração é, claro, bebida no Kauai com a grelha em cascada, os faróis estreitos e os blocos colocados nos para choques onde se agrupam todas as outras luzes. Depois os designers da Hyundai decidiram criar cavas das rodas mais quadradas que redondas, musculando, assim, a lateral do carro. A superfície vidrada está maior para oferecer melhor visibilidade, embora continue a função sacrificada á forma. A traseira também não foge ao tema Kauai e por isso o conjunto global do Santa Fé é muito agradável.

O chassis também é totalmente novo e permite que, apesar do aumento das dimensões do equipamento e do reforço da segurança, o carro seja mais leve que o anterior.

Belíssimo interior

O interior do Santa Fe é, verdadeiramente, um regalo pelo conforto, sossego, refinamento e estilo atraente. Sem surpresas e com uma análise mais profunda, percebemos que o habitáculo começa com materiais de qualidade e detalhes que imitam de forma muito interessante os modelos Premium, mas termina com plásticos menos refinados e baratos. Mas estes estão muito longe da vista e por isso, não vale a pena “bater no ceguinho” até porque os modelos de topo de marcas também elas de topo, não fogem a esta regra. Tudo o resto é agradável á vista e ao tato.

Com sete lugares, fiquei surpreendido com o espaço que existe na terceira fila de bancos, capazes de aceitar adultos um nadinha à justa. Acredito que após hora e meia de viagem, comecem aos gritos a pedir para parar na próxima área de serviço.

Espaço não falta, como referi, mas o interior do Hyundai Santa Fé é mais que isso. É o rebatimento da segunda fila de bancos através de um só botão – não cria uma superfície plana de carga, mas quase – o ar condicionado para todos os ocupantes e a existência de muitos espaços para arrumação. Tudo deixa a sensação que a terceira fila de bancos não é um capricho ou mera oferta comercial, mas sim uma ideia que cresceu paralela no desenvolvimento desta quarta geração.

Naturalmente que o Santa Fé não é um carro perfeito e uma área onde a Hyundai terá de investir um pouco mais é na conectividade e no sistema de info entretenimento. O ecrã não merece reparos, mas o grafismo está a precisar de reforma e terá de ser melhorada a utilização, pelo menos em termos de intuição. A velocidade do processador também poderia ser um pouco mais veloz.

Gama portuguesa

Em Portugal, o importador da Hyundai ainda não tem a gama totalmente definida, mas não se espera que exista mais que um motor (no caso o 2.2 litros CRDi com 200 CV e caixa automática com conversor de binário com 8 velocidades) e um par de níveis de equipamento. Os preços também não são conhecidos, mas serão ligeiramente superiores aos do atual modelo. Contas feitas recomendo-lhe o sete lugares com o topo de equipamento. Quanto vai custar? Segredo…

Como é ao volante?

Cumpri alguns quilómetros ao volante do Santa Fé e tenho de dizer que fiquei surpreendido. Primeiro porque nunca senti que estivesse ao volante de um carro com quase cinco metros e que, olhando para as cifras de comprimento, altura e largura, é muito semelhante a um Range Rover Sport. Depois, porque face ao anterior modelo, o carro é muito mais ágil e a sensação de leveza é reconfortante. Finalmente, a direção é totalmente diferente para melhor, sendo direta e, surpresa!, alguma sensibilidade que permite que seja possível saber o que estão a fazer as rodas dianteiras não havendo a necessidade, absoluta, de ter dotes de adivinho.

Claro que num carro que tem 1,70 metros de altura, seria um milagre evitar algum movimento da carroçaria. O Santa Fe mexe-se, mas os engenheiros conseguiram que esse rolamento seja controlado e progressivo, não abrupto ou desajeitado como sucede com alguns SUV de grande porte, até de marcas Premium. Ou seja, não é de uma agilidade absoluta, mas parece. Muito.

Enfim, o Santa Fé merece o meu destaque e os engenheiros da Hyundai o meu aplauso porque nesta categoria de SUV o comum são automóveis desajeitados, pesadões e desprovidos de qualquer emoção ao volante. O Santa Fé não é nada disto e mesmo que não chegue a um patamar como o Skoda Kodiaq ou o Seat Ateca, no que toca ao comportamento, está muito próximo.

O percurso escolhido tinha uma generosa porção de autoestrada e, uma vez mais, o Santa Fé destacou-se por ter uma suspensão suficientemente dura para não caminhar aos soluços no asfalto bem cuidado das estradas da Catalunha e suportar algumas barbaridades nas nacionais mais sinuosas em redor de Barcelona. O conforto é excelente e o refinamento surpreendente em todas as situações. Exceto, talvez, no que toca aos ruídos aerodinâmicos. O refinamento e a insonorização são tão conseguidos que os espelhos provocam alguma perturbação, mas nada de invasivo ou sequer incomodativo.

Quanto ao motor e à caixa de velocidades, nota positiva. O bloco 2.2 litros com 200 CV continua em evolução no que toca ao ruído e ao refinamento, recebendo agora uma belíssima ajuda da nova caixa automática de 8 velocidades com conversor de binário. Toma o lugar da anterior unidade com seis relações, oferecendo uma primeira marcha mais curta e com mais força e uma oitava mudança alongada que permite consumos mais baixos. O Santa Fé também tem o sistema de tração integral HTRAC que controla a divisão do binário os dois eixos, alterando entre os modos de condução. O modo Eco permite que a tração seja feita 100% nas rodas dianteiras para reduzir os consumos, o modo Sport leva à repartição 50/50 entre os dois eixos e o modo Comfort leva até 35% de binário às rodas traseiras. Tudo é feito de modo automático e no modo Smart, tudo é ainda mais automatizado e todas as possibilidades são aceites, pois se fizermos “kick down” no acelerador, o sistema “percebe” que queremos andar depressa e assume o modo Sport. Por outro lado, se a velocidade estabilizar e o sistema “entende” que estamos a rolar e assume o modo Eco.

Veredicto

O preço acabará por ser a pedra de toque para o futuro deste Santa Fé. Se estiver ao nível do Skoda Kodiaq, por exemplo, este Hyundai é um sério candidato a vedeta do segmento. Tudo porque não há falhas evidentes a apontar, é um carro grande que “esconde” essas dimensões de forma admirável quase convencendo o utilizador que é um carro ágil, tem um interior de qualidade, confortável e espaçoso e, finalmente, acaba por ser mais agradável e até divertido de conduzir que a maioria dos seus rivais. Mais um belo exemplo de como a Hyundai cresceu, mas de forma consistente e inteligente. Ah! e oferece, entre muitas outras coisas, uns sensores de interior que caso tenha a ousadia de deixar um ser vivo dentro do seu Santa Fé e trancar as portas, ele o avisará de todas as formas que está a cometer um pecado sério…

FICHA TÉCNICA

Hyundai Santa Fé 2.2 CRDi 4WD

Motor4 cilindros em linha, injeção direta, turbodiesel; Cilindrada (cm3)2199; Diâmetro x curso (mm)85,4 x 96; Taxa compressão16,0; Potência máxima (cv/rpm)200/3800; Binário máximo (Nm/rpm)440/1750 – 2750;Transmissão e direcçãoTração integral, caixa automática de 8 vel.; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão(fr/tr)Independente tipo McPherson; independente multibraços; Dimensões e pesos(mm)Comp./largura/altura 4770/1890/1680; distância entre eixos 2765; largura de vias (fr/tr) nd; travões fr/tr. Discos vent.; Peso (kg)nd; Capacidade da bagageira (l)625/1695 (5L), 547/1625 (7L); Depósito de combustível (l)nd; Pneus (fr/tr)235/55 R19; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 9,3; velocidade máxima (km/h) 205; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 5,4/7,3/6,1 (consumo real medido 7,4 l/100 km); emissões de CO2 (g/km) 160; Preço da versão ensaiada (Euros)nd

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