Notícias actualizadas ao minuto sobre o sector automóvel

Volante: de simples e redondo a peça multifacetada

[wonderplugin_gallery id=”84″]

 

Parte essencial de cada automóvel (do presente), o volante é hoje mais do que apenas uma peça redonda para controlar a direção a seguir pelo veículo. Com efeito, ao longo das décadas, o volante foi evoluindo ao nível do seu formato e também em termos de funcionalidades oferecidas ao condutor.

Na atualidade, o volante já não é apenas um elemento circular, mas ganhou uma maior variedade em termos de formato e de dimensões. Inicialmente, os volantes eram simplesmente aros de madeira de grandes dimensões, acoplados de forma mecânica ao eixo de direção, como era o caso nos primórdios da indústria automóvel. Nada mais do que apenas isso.

Com o passar dos anos, inspirando-se no universo da competição, foram surgindo desde logo algumas variações ao seu formato, com o seu diâmetro a reduzir-se de forma notória. Ao mesmo tempo, com a necessidade de albergar um novo sistema de segurança, o airbag, ganhava também maior volume na sua parte central, deixando também de ser um elemento de risco para a vida do condutor, uma vez que até então um impacto poderia causar ferimentos mortais a quem ia a guiar. Com o airbag, o condutor ficava mais protegido na cabeça e na caixa torácica, pelo que o volante passa a ser uma peça de segurança passiva. E uma das mais importantes, note-se, a juntar ao cinto de segurança.

O desenho dos volantes evoluiu até um ponto em que abandonaram o seu formato circular, adotando ao invés, nalguns casos, um formato irregular, cortado em baixo, replicando dessa forma a mesma configuração que pode ser vista em modelos de competição. Mas não só, passaram a ser mais ergonómicos na zona de pega, facilitando a sua manobrabilidade. Um dos responsáveis pela disseminação do novo figurino do volante foi o Ferrari F310 para o Mundial de Fórmula 1 em 1996, numa resposta a um pedido do novo recruta da equipa italiana naquela competição, Michael Schumacher. O volante deixou, então, de ser totalmente redondo, para um formato retangular e passou a oferecer diversos comandos integrados para alterar vários parâmetros dentro do habitáculo.

Aliás, na época contemporânea, os volantes são peças essencialmente polivalentes, já que permitem fazer muito mais do que simplesmente controlar o veículo. Atualmente, contam com possibilidades de alterar acertos do chassis, assistência da direção, sistema de infoentretenimento e áudio ou, no caso da Ferrari, integrando até os comandos para os piscas e para as escovas dos para-brisas.

O futuro promete mais desafios para este componente até aqui tido como essencial para a condução, uma vez que os veículos autónomos prometem tornar os volantes em peças de recurso para utilização esporádica.

OUTRAS NOTÍCIAS
Comentários
Loading...