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Elvis Presley, Hans Stuck e Jack Castor: Unidos pela história fantástica do BMW 507

Após cada corrida, o veículo era cuidadosamente verificado nas oficinas da BMW, com o motor a ser melhorado e uma nova caixa de velocidades montada quando ficou a ‘cargo’ de um concessionário de Frankfurt no outono de 1958. Com apenas 23 anos de idade na época, Presley, um jovem soldado a cumprir a recruta na Alemanha, interessou-se pelo BMW 507 e após um test-drive decidiu-se pela sua compra. Imagens da época mostram o veículo já com matrícula de exportação, mudando a cada ano. A sua autenticidade enquanto modelo com o chassis 70079 apenas chegou quando o pessoal do BMW Group Classic Archives descobriu o registo do seguro de dezembro de 1958, identificando o tomador do mesmo como… Elvis Aaron Presley.

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Enquanto esteve na posse do músico, eram frequentes as mensagens deixadas na carroçaria branca do BMW pelas suas admiradoras, escritas com baton, algo que se revelou embaraçoso para Presley na época. A solução passou por uma pintura em vermelho. Terminado o serviço militar em março de 1960, Presley levou o seu BMW para os EUA, mas no seu país o encanto pelo roadster bávaro parece ter esmorecido. Escassos meses depois de regressar aos EUA, o BMW foi trocado num concessionário da Chrysler em Nova Iorque, o qual vendeu posteriormente o modelo por meros 4500 dólares (à conversão atual) ao radialista Tommy Charles.

Nas mãos deste último cumpriu uma segunda carreira enquanto modelo de competição no estado do Alabama, mas com um detalhe de profanidade: o motor original foi trocado com um Chevrolet, cujas dimensões generosas obrigaram mesmo ao corte de elementos na estrutura dianteira do BMW. A ‘heresia’, aos olhos dos entusiastas atuais da marca (mas não muito diferente do que muitos fazem para competições de drift, por exemplo), continuou com a substituição do eixo traseiro e do painel de instrumentos.

Vendido em 1963, seguiram-se depois mais duas mudanças de propriedade, uma delas para o engenheiro espacial, Jack Castor, que adquiriu o carro em 1968 e após algum tempo de utilização o deixou ‘arrumado’ para posterior restauro. Foi este que leu o texto na revista ‘Bimmer’ e entrou em contacto com a autora do mesmo, proporcionando-lhe a oportunidade de ver ‘ao vivo’ o icónico roadster, numa história que, já se percebe, vai longa.

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Castor sabia da ligação a Stuck, o ‘campeão da montanha’, mas desconhecia a ligação com Elvis Presley. Jackie recorda que o capot estava preso com cordas que foi “preciso algum tempo para se conseguir abrir o compartimento do motor e identificar o número do chassis: 70079, o Santo Graal entre os números da BMW”. O seu proprietário tinha já muitas das peças necessárias para o restauro, mas faltava-lhe o motor apropriado e… tempo. Daí em diante, a história desenrolou-se com alguma celeridade. Jackie Jouret contactou a divisão de clássicos da BMW e, após alguns anos de contactos com Jack Castor, que não estava muito inclinado para a venda do modelo, a marca conseguiu finalmente adquiri-lo, mas apenas com o acordo de restauração consoante as linhas idealizadas por Castor.

De contentor para o museu

Chegados a 2014, o modelo foi enviado por contentor para Munique, juntamente com as peças sobressalentes compradas por Castor. Passou pelo Museu da BMW para uma exposição especial denominada ‘O BMW 507 de Elvis – Perdido e Achado’. Só depois, seguiu para as oficinas, em busca da ‘saúde’ ideal.

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