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Primeiro ensaio Volvo S60: ADN sueco made in EUA

O novo S60 prima pela estética, conforto e potência, destacando-se a versão Polestar que, juntamente com um motor a gasolina e outro eléctrico, debita 415 cavalos. Com uma caixa automática de oito velocidades, a condução é fluída, ficando só a faltar uma maior liberdade para acelerar. É que o test-drive em Los Angeles, apesar da beleza envolvente, não permite ultrapassar os 105 km/h. E um motor assim tão “pesado” não merecia um pé tão leve.

Rafael Paiva Reis | rafael.reis@marketeer.pt

Los Angeles, Califórnia, foi o local escolhido pela Volvo para dar a experimentar o novo S60, o primeiro modelo produzido na unidade norte-americana da marca sueca, que nos chegou às mãos com duas opções para teste: o T6 Twin Engine, que gera uma potência combinada de 316 cavalos, e o híbrido T8 Twin Engine AWD, com mais 75 cavalos que o anterior. Como o melhor fica para o fim, comecemos pelo T6.

Em primeiro lugar, o design. O novo S60, na sua versão R-Design, conquista a partir de fora. O aspeto desportivo, a grelha, os faróis dianteiros agressivos, com LED em forma de T, e os traseiros em forma de “C” chamam à atenção, cativando com as enormes jantes de 19′. Mais longo (12,6 cm) e largo (10 cm) que o anterior S60, o novo modelo é também mais baixo (menos cinco centímetros), aumentando assim a aerodinâmica. No total, são 4,76 metros de comprimento. Também a bagageira cresceu, contando agora com 442 litros (face aos 380 litros do modelo anterior). A título de exemplo, é maior que os oponentes Mercedes-Benz Classe C, BMW Série 3 e Audi A4.

Quanto ao interior, preza pela simplicidade. Um design sóbrio e minimalista, com bons materiais, revestidos a couro, mostrando-se bastante elegante. No centro emerge o touchscreen de 9 polegadas do sistema de multimédia. O quadrante, totalmente digital, é complementado com a informação relevante a surgir projetada no head-up display, como a velocidade e os limites da mesma consoante o local. Em termos de som, a Volvo juntou a tecnologia da Bowers & Wilkins parar criar uma excelente experiência sonora, contando com um modo que replica a acústica de uma sala de concertos. No total são 18 colunas e um subwoofer embutido no chassis.

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Debaixo do capot, o motor T6 mostrou-se veloz, o que, juntamente com a suavidade da caixa automática de oito velocidades, proporciona uma condução fluida e agradável. Em curvas acentuadas e a baixa velocidade, nunca se mostrou incomodado, salientando-se ainda o conforto e estabilidade. Também experimentámos a caixa no modo semi-automático, com padle shifts no volante, para uma condução mais personalizada. E lá fomos até às paisagens campestres do Old Creek Ranch.

Tempo para trocar pela versão híbrida plug-in. Polestar. Por fora, saltam à vista as pinças dos travões de disco, douradas, a contrastar com a cor Black Stone da carroçaria. E se as jantes do R-Design já eram enormes, o Polestar apresenta outro design e acrescenta-lhe mais uma polegada, para um look ainda mais desportivo.

No interior, repete-se o contraste: os cintos dourados a dar outra vida ao ambiente preto. As diferenças chegam também aos assentos: maior apoio lombar para o condutor e passageiro, denotando-se um maior conforto, principalmente em curva.

Esta versão híbrida conta, então, como um motor eléctrico e, segundo a Volvo, a autonomia poderá ir até aos 45 quilómetros. Ao longo dos 21 quilómetros da praia de Malibu, o T8 2.0 turbo a gasolina, com compressor, emerge outra sensação de potência. Ao acelerar a fundo, não tarda a surgir a potência do motor a gasolina, que nos encosta ao banco e faz querer deixar o pé no acelerador por muito mais tempo.

Aliás, segundo a marca, esta motorização é capaz de atingir os 100 km/h em 4,7 segundos. Apesar de mais rápido, transmite uma boa sensação de segurança, derivado da tração integral, “agarrando” bem as curvas californianas. Em termos de segurança, destaque para o Pilot Assist, que lhe corrige a manobra sempre que se aproxima da faixa de rodagem, conferindo uma maior segurança em caso de distração.

Ainda sem preços, o novo S60 entrará no mercado no próximo ano e chegará à grande maioria dos clientes em junho.

Veredito

O novo S60 assume-se como uma boa alternativa aos habituais modelos alemães da sua categoria. O aspecto desportivo, o interior confortável, a segurança e as potentes motorizações são argumentos de peso para optar pelo modelo sueco. A grande incógnita é o preço, ainda por anunciar, mas a marca prevê que o S60 chegará à grande maioria dos clientes em junho do próximo ano. E, se for convidativo, fará do S60 uma excelente proposta para conquistar novos clientes neste segmento.

FICHA TÉCNICA

Volvo S60 Polestar (versão Europeia)

Motor4 cilindros em linha, injecção directa, híbrido plug-in, turbo com compressor; Cilindrada (cm3)1969; Diâmetro x curso (mm)nd; Taxa compressão 82.0×93.2 Potência máxima (cv/rpm) 318 /5800-6100Binário máximo (Nm/rpm)430/4500; Transmissão e direcçãoTração integral, caixa automática de 8 vel.; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica;Suspensão(fr/tr)Independente triângulo sobreposto; independente, multibraços; Dimensões e pesos(mm)Comp./largura/altura 4761/1850/1431; distância entre eixos 2872; largura de vias (fr/tr) nd; travões fr/tr. Discos vent./discos; Peso (kg)2020Capacidade da bagageira (l)442; Depósito de combustível (l)60Pneus (fr/tr)245/35 R20; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 4,7; velocidade máxima (km/h) 250; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) n.d.; emissões de CO2 (g/km) n.d; Preço da versão ensaiada (Euros) n.d

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