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Volvo e Baidu vão desenvolver robô táxis para a China

A Volvo e o gigante chinês da internet Baidu fecharam um acordo para o desenvolvimento conjunto de veículos elétricos com capacidades avançadas de condução autónoma (nível 4 de 5), que serão produzidos em série, na China, para um serviço de robô táxis.

Foto: DR
Hakan Samuelsson, CEO da Volvo Cars, na apresentação do protõtipo de robô-táxi c360.

Esta é a última movimentação da Volvo para se tornar um dos líderes mundiais no setor dos robê táxis, depois do acordo, assinado no ano passado, para o fornecimento de 24 mil veículos à Uber.

“Demos mais um passo importante no sentido de mostrarmos que estamos a levar a sério o negócio dos táxis-robôs”, explicou à Automotive News Europe, o CEO da Volvo Cars, Hakan Samuelsson, à margem da assinatura do acordo com a Baidu. “Apesar de não pretendermos ser um operador no sector, estaremos presente nele como um fornecedor muito competente de veículos compatíveis com os packs de softwares de cada uma das empresas”, adiantou. O que significará que os veículos do acordo agora anunciado estarão conectados e serão compatíveis com a plataforma de software de condução autónoma Apollo, da Baidu, também já disponível na BMW. Na quarta-feira, a Ford e a Baidu anunciaram um projeto paralelo, a dois anos, para testes de veículos autónomos na China.

A Volvo anunciou, em junho, que os veículos autónomos deverão gerar um terço das suas receitas anuais globais, em 2025 e que uma parte deles serão táxis-robôs. No início de setembro, a companhia apresentou o concept c360 (foto), de um robô-táxi autonómo e elétrico, com 300 quilómetros de autonomia por carga de bateria.

Os táxi-robôs deverão ser, segundo os analistas, os pioneiros na utilização das tecnologias de condução autónoma dos níveis mais avançadas, que deverão mobilizar entre 18 a 27 mil milhões de euros em investimentos, entre 2017 e 2022.

De acordo com as estimativas da IHS Markit, a China vai ser o maior mercado mundial de automóveis autónomos, com um volume anual de 14,5 milhões de unidades, em 2040, num mercado global que deverá valer 33 milhões.

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