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Ensaio: Mercedes-Benz A200 – Olá Mercedes!

A nova geração do Mercedes-Benz Classe A representa um salto qualitativo gigante. Mas uma das maiores inovações é aquela que nos faz interagir com o carro dizendo apenas “Olá Mercedes”. Além desta, está também presente o novo motor a gasolina 1.3 de 163 cavalos.

Com um desenho evoluído, mas mais agressivo e com traços que podem não agradar a Gregos e Troianos, a nova geração do Mercedes-Benz Classe A confirma que vai mesmo ficar encaixada no segmento dos pequenos familiares e deixar o formato de pequeno monovolume para o seu primo, o Classe B.

O novo desenho das óticas dianteiras dá uma ajuda no visual mais sofisticado, especialmente quando está presente o sistema de iluminação em LED High Performance como na unidade ensaiada, mas assim que nos sentamos ao volante deste modelo é que percebemos de imediato que estamos a dizer “Olá” ao passo seguinte dos modelos da marca alemã e à sua nova linguagem de design. Aliás, se dissermos “Olá Mercedes” em voz alta até recebemos de volta um cumprimento da assistente de bordo. Um “Sim?”, ou um “Em que posso ajudar?” invadem o habitáculo de uma forma confortável e audível, totalmente em português e ficam a aguardar um qualquer pedido da nossa parte. E estes pedidos podem ser muito numerosos.

A nova forma de interagir com o sistema permite-nos, por exemplo, e usando apenas a voz, definir o local de destino no sistema de navegação, seja este uma morada, um contacto ou um qualquer ponto de interesse. Mas também nos dá a possibilidade de solicitar o ajuste da temperatura do ar condicionado, de desligar as luzes de leitura traseiras que os miúdos deixaram ligadas, de ajustar a iluminação ambiente, de fechar a cortina do teto de abrir elétrico (quando presente) ou de nos informar das condições meteorológicas da zona em que nos encontramos. E tudo isto, além dos mais tradicionais comandos das funções das chamadas ou do sistema de som. Outra das grandes vantagens está na capacidade do sistema ir aprendendo e evoluindo à medida que o vamos utilizando, através de uma componente de inteligência artificial, que o vai personalizando consoante os gostos do condutor, tendo em conta as funções mais utilizadas.

 

Mas as novidades não ficam por aqui. No habitáculo do novo Classe A também encontramos comandos com um novo desenho, sejam as hastes existentes na coluna da direção (destinadas aos comandos do limpa para-brisas, mas também da caixa de velocidades nos modelos de caixa automática), os comandos das luzes, o elegante friso de botões destinados a regular o ar condicionado da melhor forma ou mesmo todos os comandos existentes na consola central, entre os assentos. Para complementar, ou como alternativa aos comandos por voz já mencionados, o sistema da Mercedes-Benz também pode incluir uma plataforma destinada aos comandos táteis e alguns gestuais, além dos mais tradicionais comandos destinados aos modos de condução ou aos diversos sistemas que podemos visualizar no monitor central no topo da consola, como o sistema de som, o rádio ou o telefone.

De série, os dois monitores que temos à nossa frente (um para o painel de instrumentos e outro para a navegação e restantes sistemas de entretenimento) têm uma diagonal de sete polegadas, mas no caso do sistema presente na unidade ensaiada, estes receberam o opcional dos monitores com mais de dez polegadas medidos na diagonal, sendo que o central (ou o do lado direito) é tátil e permite um acesso mais simplificado a muitas das suas funções. Para não tirar as mãos do volante, estão também presentes comandos táteis no volante, independentes para cada monitor, que se podem usar apenas com o polegar e que costumávamos encontrar apenas nos modelos de um segmento superior.

O ambiente a bordo é, de facto bem mais moderno, mas a qualidade dos mais variados materiais deixa-nos a confirmação de que esta evolução do Mercedes-Benz Classe A foi grande. Até porque agora, o espaço a bordo também já não é tão acanhado como era na geração anterior e os passageiros dos lugares traseiros também já não tentam fazer aquela pergunta simpática com o objetivo de nos fazer chegar o assento dianteiro uns centímetros mais para a frente com a finalidade de conseguirem encaixar as pernas da melhor forma.

A motorização a gasolina poderá fazer com que a leitura a este ensaio termine já por aqui, mas no caso de ficar com curiosidade, aproveitamos para lhe dizer o pequeno bloco que está lá à frente tem menos de 1,4 litros de capacidade e consegue uma potência máxima de 163 cavalos. Na prática, a sua utilização é muito caracterizada pela suavidade com que nos entrega a potência nos mais variados regimes, o que ganha ainda mais relevo com a presença da caixa de velocidades automática de sete relações na unidade ensaiada. Se optar pelo modo de condução mais desportivo, a resposta às solicitações do pedal do lado direito serão mais imediatas, mas se optar pelo mais económico, tudo fica ainda mais tranquilo. Em termos de conforto, a suavidade volta a ser uma das palavras que melhor define o ambiente a bordo do Classe A, mas como a unidade ensaiada estava equipada com uma jantes de liga leve de 19 polegadas, o melhor é tentar evitar as irregularidades do piso mais complicadas.

VEREDICTO

A nova geração do Classe A apresenta um visual menos arrojado, mas bem mais moderno que o seu antecessor, o que se torna ainda óbvio assim que acedemos ao habitáculo. Não só a imagem é mais cuidada, como a qualidade percetível é consideravelmente melhor. Além disso, os sistemas de interação com o condutor e restantes passageiros estão muito mais desenvolvidos a adaptados a uma era em que a digitalização é nota dominante e em que não nos imaginamos sequer a mais de dois ou três metros de distância do telemóvel.

A motorização a gasolina é também uma tendência dos tempos modernos, que identifica cada vez mais o gasóleo como o combustível criminoso e poluente. A sua baixa cilindrada faz com que a carga fiscal sobre o Classe A não seja tão pesada e deixa a versão de caixa manual com um preço de tabela abaixo dos 30 mil euros. Com a companhia da caixa automática, o valor base é de 32.123 euros.

FICHA TÉCNICA

Mercedes-Benz A200 7G-DCT

MOTOR: 4 cilindros em linha; Cilindrada (cm3): 1.332; Potência máxima (cv/rpm): 163/5.500; Binário máximo (Nm/rpm): 250/1.620; TRANSMISSÃO: Tração dianteira; Caixa automática de 7 velocidades; Suspensão (fr./tr.): Independente, McPherson; Independente, multibraços; DIMENSÕES: Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.419/1.796/1.440; Distância entre eixos (mm): 2.729; Largura de vias (fr./tr.) (mm): 1.567/1.547; Travões (fr./tr.) Discos vent./Discos; Peso (kg): 1.375; Capacidade da bagageira (l): 370; Depósito de combustível (l): 43; Pneus (fr./tr.): 225/40 R19; PRESTAÇÕES: Aceleração de 0-100 km/h (s) 8,0; velocidade máxima (km/h) 225; CONSUMOS: Urbano/Extraurbano/Combinado (l/100 km): 6,8/4,4/5,2; Emissões de CO2 (g/km) 120;
PREÇO (versão base): 32.123 euros; PREÇO (unidade ensaiada): 43.627 euros;

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