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Carlos Ghosn demite-se da Renault

Carlos Ghosn, detido no Japão há dois meses, renunciou aos cargos de CEO e presidente do Conselho de Administração da Renault, anunciou esta quinta-feira à AFP o ministro da finanças francês, Bruno Le Maire, durante o Fórum Económico Mundial a decorrer em Davos, na Suíça.

A renúncia de Ghosn foi comunicada na quarta-feira à direção do Grupo francês, indicou ainda Le Maire que revelou que o Conselho de Administração da Renault se irá reunir esta quinta-feira em Paris para definir um novo presidente e CEO.

O francês Jean-Dominique Senard, de 66 anos, número um da fabricante de pneus Michelin, deverá ser eleito presidente, de acordo com a imprensa francesa. Já o seu compatriota Thierry Bolloré, de 55 anos, que gere os destinos da empresa, desde a detenção Ghosn, deverá ser designado CEO.

Ghosn, detido desde dia 19 de novembro no Japão por suspeitas de fraude fiscal no exercício das suas funções como CEO da Nissan, irá permanecer preso pelo menos até ao próximo dia 10 de março, já que um tribunal de Tóquio rejeitou o pedido de liberdade sob fiança esta terça-feira.

Nascido no Brasil, descendente de libaneses e cidadão francês, Carlos Ghosn iniciou sua carreira na Michelin em França, seguindo depois para a Renault. Em junho do ano passado, os acionistas da Renault aprovaram a remuneração de Ghosn de 7,4 milhões de euros a serem distribuídos pelos resultados do último ano.

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