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Opel lança edição especial Corsa ‘120 anos’

A Opel apresentou a série especial Corsa ‘120 anos’ que pretende celebrar o 120.º aniversário da marca alemã na  produção automóvel. Os preços das versões ‘120 anos’ do Opel Corsa iniciam-se em 15.340 euros.

“O Corsa continua a ser um dos nossos modelos mais importantes na Europa”, afirmou Xavier Duchemin, Diretor-geral de Vendas, Pós-Venda e Marketing. “A Opel tem vindo a democratizar mobilidade nos últimos 120 anos. Nos nossos automóveis colocamos tecnologia pioneira e equipamentos que ficam disponíveis para todos. É para isso que trabalhamos e o melhor exemplo é o Corsa. A gama ‘120’ tem a solução certa para cada pessoa, com equipamento alargado e aos melhores preços”, concluiu o responsável.

A série especial Corsa ‘120 anos’ está posicionada acima do nível Edition. Do equipamento de série fazem parte sistemas de assistência à condução como o programador de velocidade com limitador, bem como rádio Intellilink compatível com Apple CarPlay e Android Auto, computador de bordo, ar condicionado, espelhos retrovisores com comando elétrico, entre outros.

Os modelos ‘120’ distinguem-se ainda com jantes de liga leve de desenho específico, elementos decorativos cromados e logótipos ‘120’ nas embaladeiras das portas.

Desde 1899

O Opel Corsa em geral – e o Opel Corsa ‘120 anos’ em particular – demonstram como a marca está apostada em oferecer mais do que as pessoas esperam em cada uma das classes de veículos. Os alicerces desta filosofia foram criados no final do século XIX, com a produção do Opel Patentmotorwagen “System Lutzmann”.

Este primeiro Opel possuía um motor monocilíndrico de 4 CV e conseguia atingir a velocidade de 30 km/h. A lista de preços, muito curta, já incluía dois extras inovadores. O primeiro era o pneumático, que havia sido inventado por Robert William Thomson, em 1845, mas ainda não tinha real difusão na produção automóvel. O segundo foi o banco de criança, que era possível colocar quando necessário no pequeno automóvel de dois lugares.

O primeiro ‘utilitário’ da História

Lançado em 1909, o Opel 4/8 hp é o precursor da mobilidade acessível. Trata-se de um automóvel moderno, com tecnologia fiável, fácil de manobrar, que permite aos proprietários serem eles a próprios a conduzir, dispensando motorista e reduzindo, dessa forma, custos de utilização.

Este primeiro ‘sub-compacto’ da História do Automóvel foi dado como apto para ser utilizado todos os dias, “por médicos, veterinários e advogados”, segundo rezava a publicidade da época. O Opel 4/8 hp era comercializado a preços entre 4000 e 5000 marcos, quando modelos de outros fabricantes custavam cerca de 20.000 marcos. Assim, o meio de transporte da classe alta tornou-se num automóvel para a classe média graças ao popular modelo que viria a ficar conhecido como ‘Doktorwagen’.

Mais tarde, em 1924, o fabricante de Rüsselsheim foi ainda mais longe para apelar ao consumidor médio, recorrendo, para tal, a uma inovação. A Opel já ganhara consciência de que a eficiência na produção lhe permitia colocar automóveis a bom preço no mercado, tornando-os acessíveis a uma base de clientes mais alargada. É assim que o 4/12 hp inaugura a primeira linha de produção em série na Alemanha, que rapidamente atinge a cadência de 25 unidades por dia.

Nos anos seguintes, a Opel lançaria uma família completa de modelos baseada na tecnologia do 4/12 hp, com preços extremamente competitivos. Quanto mais ágil era a produção, menos custos a Opel passava para os seus clientes. De tal forma que os preços da gama 4 hp – modelo do qual foram produzidas 119.484 unidades – eram quase 40 por cento mais baixos em 1931 do que na altura do lançamento.

Tecnologia e preço acessível

Em 1935, a Opel decidiu-se por um projeto de ‘carro para o povo’. A apresentação do novíssimo P4 realizou-se em novembro e a primeira unidade foi produzida pouco tempo depois. Este modelo de quatro lugares, com motor de quatro cilindros a quatro tempos – “tal como os carros mais caros do mundo”, afirmava a Opel no catálogo do P4 – custava apenas 1450 marcos na versão de base.

A oferta de um automóvel de características familiares a um preço tão acessível devia-se à excelência que a marca atingira em matéria de produção em massa. Do mesmo beneficiou o Kadett 1, passado uns anos. Este modelo foi um dos primeiros automóveis alemães com carroçaria autoportante em aço, o que melhorava consideravelmente o conforto, a segurança e a durabilidade.

O sucessor do ‘carro do povo’ foi o Kadett A, em 1962. Os baixos custos de manutenção faziam parte da receita para o sucesso deste modelo de três volumes e duas portas, com linhas simples e modernas. No habitáculo, o espaço era invulgarmente amplo. O anúncio de apresentação do Kadett A prometia bancos envolventes e espaço de sobra para as pernas.

Naquilo que a Opel considerou mais importante, o Kadett destacava-se verdadeiramente. A grande bagageira surpreendia num automóvel tão compacto. E o bocal de enchimento do depósito situava-se no exterior. O catálogo sublinhava: “A mala nunca cheirará a gasolina”, naquilo que era uma referência indireta ao grande concorrente de Wolfsburgo.

Dotado de um motor moderno montado à frente, arrefecido a água, o Kadett revelava com isso mais uma vantagem de conceção face ao ‘Carocha’. O sucesso não tardou. Em 1965, a Opel já tinha produzido quase 650.000 unidades Kadett.

Muito espaço numa pequena plataforma

Em 1982, o novíssimo Corsa A juntava-se a uma geração Kadett que, entretanto, tinha crescido para o segmento dos compactos. Desenhado por Erhard Schnell, o ‘designer’ da Opel que também assinou o emblemático Opel GT, o pequeno Corsa A de apenas 3,62 metros de comprimento sobressaía pelo visual moderno e pelo excelente coeficiente aerodinâmico de 0.36.

A gama inicial, formada por carroçarias de três portas (dois volumes) e quatro portas (três volumes), alarga-se logo em 1985 com uma variante de cinco portas. Por seu turno, a versão GSi, com motor 1.6 de 100 CV de potência, viria a tornar-se num dos ícones dos pequenos desportivos. Com o Corsa, a Opel demonstrava, uma vez mais, como era possível criar um habitáculo espaçoso numa plataforma de pequenas dimensões. O Corsa A foi concebido como modelo acessível, de entrada de gama. O sucesso desta primeira geração mede-se por nada menos que 3,1 milhões de unidades vendidas até 1993.

Corsa entra na fase elétrica

Cento e vinte anos volvidos, a Opel disponibiliza, em toda a sua gama de produtos, equipamentos que se encontram normalmente em automóveis mais caros. Agora na sua 5.ª geração, o modelo Corsa é um dos expoentes da democratização da mobilidade.

O pequeno Opel está prestes a alcançar 14 milhões de unidades vendidas, num caminho que será acelerado com o contributo da oferta ímpar em valor da nova versão ‘120 Anos’. A próxima geração Corsa surgirá no final de 2019 e incluirá uma versão com motorização elétrica a bateria.

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