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Fórum NISSAN de Mobilidade Inteligente – Futuro mais próximo

O Teatro Luis Camões, em Lisboa, foi o palco para a terceira edição do Fórum Nissan de Mobilidade Inteligente, onde foram reveladas diversas novidades.

Nos dias que correm o tema da mobilidade é algo de que simplesmente não nos podemos abstrair. As cidades estão cada vez mais cheias e complicadas, gerando ruído, poluição e menos qualidade de vida para quem nelas habita e trabalha. Por outro lado, as soluções de mobilidade atualmente disponíveis já vão muito além da simples utilização do carro para irmos para o trabalho ou da simples viagem de autocarro, comboio ou barco. Para falarmos um pouco sobre tudo isto é que a Nissan criou o Fórum de Mobilidade Inteligente, que acaba de ter a sua terceira edição.

Nas palavras de António Melica, Diretor-Geral da Nissan Portugal, a visão de mobilidade inteligente da Nissan assenta em três pilares: o da energia inteligente, o da condução inteligente e o da integração inteligente. O primeiro ponto tem obviamente a ver com o Leaf, o primeiro veículo elétrico de grande produção que fez realmente agitar o mercado. A Nissan investiu cerca de quatro mil milhões de dólares neste projeto em 2007, sendo que em 2010 a primeira geração do Leaf estava pronta para ir para a estrada.

Depois de quase uma década, o automóvel elétrico é algo a que nos estamos a habituar a uma velocidade muito maior do que o tradicional automóvel com motor de combustão, criado há mais de um século. E entretanto, o Nissan Leaf já vendeu mais de 380 mil unidades em todo o mundo, sendo que estas já percorreram mais de quatro mil milhões de quilómetros e contribuíram para a não emissão de cerca de 412 milhões de toneladas de CO2.

Com a nova geração do Nissan Leaf, a marca nipónica continua bastante destacada no topo da tabela de vendas de automóveis elétricos, com 41 mil unidades comercializadas em 2018 no mercado europeu e 1.600 unidades apenas no mercado nacional. Poderá parecer um valor pequeno, face a outros números, mas representa um aumento de 420 por cento face a 2017 e isso demonstra claramente a mudança de tendência a que estamos a assistir atualmente no mercado. As vendas do Leaf representam dez por cento das vendas da marca em Portugal, o que a deixa a Nissan como a marca de volume menos poluente em solo nacional.

Aproveitando o Fórum de Mobilidade Inteligente, a Nissan aproveitou para nos revelar duas novidades importantes em primeira mão. A primeira tem a ver com a chegada de uma nova versão do Leaf, equipada com uma bateria de 62 kWh, capaz de aumentar a autonomia do Leaf até aos 385 quilómetros (já segundo a norma WLTP) e a potência do sistema até aos 217 cavalos, um ganho de 45 por cento face ao modelo já existente. A segunda novidade tem a ver com o investimento da Nissan na melhoria da rede de abastecimento de energia para o carregamento dos automóveis elétricos e que se traduz na instalação de 100 carregadores rápidos até ao final de 2020, 20 dos quais já assegurados através de uma parceria com a Galp.

Além de tudo isto, António Melica ainda nos mostrou um pouco daquilo que a Nissan está a preparar para um futuro próximo. Uma das novidades tem a ver com a tecnologia Invisible-to-Visible (i2V), apresentada na última edição do CES e que, através de uma plataforma a que os responsáveis da Nissan chamam Metaverse, conseguem ligar todas as informações a que poderemos ter acesso online e os todos os sensores dos próprios automóveis, criando uma melhor e mais tranquila experiência de condução ao diminuir, por exemplo, o trânsito nas grandes cidades, a procura de um lugar de estacionamento e diversas outras informações. Algo que poderá dar uma grande ajuda assim que a condução autónoma estiver mais próxima da realidade.

Este foi um dos temas comentados por José Gomes Mendes, Secretário do Estado Adjunto e da Mobilidade, ao referir que está a ser criado um grupo de trabalho com a presença do governo e da proteção civil, focado precisamente nos testes de veículos com a tecnologia de condução autónoma e que, previsivelmente em Julho, estes testes poderão ser mesmo abertos a mais instituições. Temos de “estar abertos àquilo que a tecnologia nos pode trazer” e é justamente por isso que a legislação terá de ser ajustada nesse sentido, até porque as estatísticas provam que a esmagadora maioria dos acidentes continuam a ser provocadas por erro humano.

O futuro terá de passar pela descarbonização, seja através de um maior número de automóveis elétricos, híbridos ou com qualquer outra tecnologia, sendo que as previsões atuais apontam para que, em 2040, todos os veículos novos tenham zero (ou muito poucas) emissões poluentes.

Mas a mobilidade abrange muito mais do que isto e foi justamente por isso que José Gomes Mendes também referiu o facto de Portugal ter conseguido “derrubar algumas barreiras regulatórias”, nomeadamente com a lei TVDE (transporte em veículo descaracterizado acessível através de plataforma eletrónica) com operadores devidamente credenciados. Além disso, há também o plano de expandir a rede de metro de Lisboa e do Porto e um enorme investimento na rede dos transportes públicos e que tem apenas o objetivo de reduzir os seus tarifários já a partir do próximo mês de abril.

No fórum da Nissan houve ainda espaço para descobrir como funcionam os sistemas de energia e carregamento dos automóveis, mas também das redes presentes nas nossas casas e como estas podem interagir. Imagine uma solução em que poderemos captar e principalmente armazenar essa mesma energia, que depois poderá ser utilizada para alimentar infraestruturas ou mesmo os postos de carregamento de automóveis que, mais tarde, também poderão fazer regressar essa mesma energia à infraestrutura consoante as necessidades da mesma. Trata-se de um ecossistema elétrico Nissan que já poderemos ver em funcionamento em locais como no Johan Cruyff Arena e que, em breve, também estará presente no Teatro Camões onde se realizou o fórum da Nissan. Através da instalação de painéis solares para a captação de energia e de módulos de armazenamento, o Teatro Camões passará a ser autossustentável, sendo a primeira infraestrutura em Portugal a receber um ecossistema elétrico da Nissan.

É necessário estar em sintonia com as necessidades de uma nova geração de clientes, que já não parece tão focada em querer comprar um automóvel, mas sim pagar pela sua utilização tal como o faz para qualquer outro serviço como o Netflix, o AmazonPrime, o Spotify, ou mesmo a Uber ou a Lime, citando apenas algumas das muitas empresas que estão a explorar todas as novas soluções de mobilidade que vão surgindo diariamente.

É inequívoca a ligação da mobilidade com a eletricidade e a aceleração da preferência de automóveis elétricos em detrimento dos mais convencionais, equipados com motor de combustão. E é por isso que marcas como a Nissan têm uma presença tão forte no mercado e também por isso que este fórum organizado pela marca nipónica é tão importante, uma vez que nos faz descobrir todo um mundo de tecnologias e soluções que, de outra forma, nos poderiam ser completamente invisíveis. Muitas das soluções de mobilidade estão apontadas como tecnologias de futuro, mas em grande parte dos casos, o futuro já chegou.

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