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Qual o melhor modelo para as suas necessidades? SUV ou monovolume?

A compra de um SUV está a tornar-se cada vez mais emotiva. Este género de modelos tornaram-se uma moda que muitos querem seguir mas, será que precisa mesmo de um SUV?

Já não existe sequer qualquer margem para dúvida. Os SUV são muito mais do que uma moda e vieram mesmo para ficar. As tendências de compra da maioria dos consumidores continua a fazer que os subsegmentos destinados a este género de modelos continue a aumentar o seu número de vendas, ano após ano. Mas, fazendo uma pequena pausa, será que precisa mesmo de um SUV, ou gostou tanto de ver o carro que o seu vizinho comprou que a ideia de ter um só para si nem o deixou considerar muitas mais hipóteses?

Lembrámo-nos desta questão durante uma pequena viagem de fim-de-semana a bordo do novo Renault Scénic, no preciso momento em que, numa estação de serviço, um SUV (curiosamente da mesma marca) contava com três crianças a bordo, dois adultos e muitos objetos extra, além da bagagem. A ideia de ter um SUV chegou a esta família como sendo a melhor opção, mas não evitámos pensar que, com o “nosso” Scénic, esta mesma família poderia ter uma viagem mais tranquila e organizada.

Afinal, os brinquedos que andam pelo chão teriam diversos espaços de arrumação para os guardar e a fralda que está pendurada na janela também poderia ser dispensada graças à presença de uma cortina de enrolar que o Scénic já inclui nas janelas traseiras, além dos tabuleiros existentes nas costas dos assentos dianteiros, com elásticos destinados a prender pequenos objetos. E estas foram apenas as pequenas coisas em que reparámos nos segundos em que nos cruzámos no parque de estacionamento da estação de serviço com esta família.

Além destas, o Scénic ainda conta com uma consola central que desliza entre os assentos dianteiros e traseiros, com diversas tomadas USB e de 12V, recantos de arrumação e um enorme espaço onde cabem objetos maiores. Sob o piso há quatro alçapões para pequenos objetos e em vez de um porta-luvas, está presente uma enorme gaveta que desliza para fora tocando apenas num botão e na qual se podem transportar bebidas ou mesmo comida graças à sua possibilidade de refrigeração.

O histórico da marca francesa neste género de modelos já é bastante longo e começou com o Espace em meados dos anos 80. Os assentos individuais, capazes de rodar e o espaço a bordo mais amplo que o habitual fizeram com que o segmento dos monovolumes tivesse quase tanto destaque como o dos SUV, atualmente, e ainda hoje consideramos que os monovolumes continuam a ser os modelos mais adaptados a famílias numerosas. É certo que os SUV transmitem a ideia de que conseguem chegar a lugares em que os automóveis convencionais não conseguem, mas a verdade é que há modelos deste género que não contam com tração integral e outros que nem sequer incluem modificações na suspensão face a modelos mais convencionais.

Quanto aos SUV, trata-se mesmo de uma moda que está a dominar o mundo e que obrigou diversas marcas a redefinirem os seus planos de produção e a expandir a sua gama com novos modelos ou mesmo gamas inteiras. O poder dos SUV está num patamar tão elevado que faz mesmo com que algumas marcas consigam manter a sua sustentabilidade. Mas, será que a maioria dos consumidores precisa mesmo de um SUV?

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