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Ensaio: Renault Scénic TCe 140 Bose Edition – O momento certo

A chegada ao mercado do Scénic esteve suspensa durante uns anos, mas agora, além do tema das portagens, a sua presença no mercado nacional faz todo o sentido.

A mais recente geração do Renault Scénic está finalmente em Portugal. A versão de carroçaria mais longa, o Grand Scénic, já cá andava há uns tempos, mas o Scénic desta geração só entra agora em comercialização no nosso mercado. Tal como diversos outros modelos, este foi um daqueles que ia ter uma prenda envenenada assim que entrasse em comercialização no nosso mercado, uma vez que lhe foi atribuída a classe 2 na classificação das portagens. Por essa razão, a Renault optou por deixar o seu lançamento em suspenso até chegar o momento certo de o fazer. E esse momento é agora.

Atualmente, o Renault Scénic já pode pagar apenas Classe 1 nas portagens, caso opte pelo sistema de pagamento automático (Via Verde), mas a maior novidade nem sequer é essa. O grande destaque deste modelo está no facto de já estar disponível para esta gama a motorização a gasolina de 1,3 litros, identificada pela sigla TCe e que tem uma potência de 140 cavalos. Esta nova motorização parece perfeita para o cenário em que vivemos atualmente, uma vez que o diesel se encontra a passar para segundo plano e as motorizações a gasolina estão a ganhar cada vez mais expressão.

O motor TCe de 140 cavalos parece-nos perfeitamente adequado por este modelo, principalmente pela sua facilidade de condução, mas também por não ser muito guloso em termos de consumos, nem impedir que percorra uma boa dose de quilómetros se assim o desejar. No caso da unidade ensaiada está aliado a uma caixa de velocidades manual de seis relações, mas também pode receber, em opção, uma automática EDC de dupla embraiagem.

A bordo, o Renault Scénic é um daqueles monovolumes que deu a conhecer a palavra versatilidade. Ao contrário do que acontece com os SUV que permanecem no topo das escolhas da maioria dos consumidores, os monovolumes são aquele género de modelos muito mais adaptados às necessidades de uma pequena família. No habitáculo do Scénic os lugares são individuais e o assento traseiro é rebatível de uma forma assimétrica, premindo apenas um dos botões que se encontra na bagageira. E no centro, entre os assentos dianteiros, está uma consola que se pode fazer deslizar longitudinalmente e que inclui diversos espaços de arrumação, suportes para copos e tomadas USB destinadas ao carregamento de dispositivos eletrónicos.

Além disso, estão também disponíveis múltiplos espaços de arrumação, com capacidade para tudo o que sejam brinquedos, pequenas peças de roupa ou mesmo tablets e outros gadgets. Desde os existentes sob o piso à frente e atrás, passando pelas enormes bolsas nas portas e por um porta-luvas gigante que se abre tal como uma gaveta expondo todo o seu interior, são muitas as soluções de arrumação a bordo deste modelo. Mas não é só. O habitáculo do Renault Scénic ainda nos consegue brindar com a presença de tabuleiros retráteis nas costas dos assentos dianteiros, com detalhes de arrumação para pequenos objetos e com cortinas laterais de enrolar, perfeitas para quando alguém lá atrás acaba de adormecer com a cara virada para o sol.

Quem for ao volante, usufrui de uma posição de condução um pouco mais elevada do que o habitual, mas o assento oferece regulações amplas e a visibilidade é muito boa em quase todos os ângulos. Aliás, o formato dos pilares dianteiros relembra mesmo o de gerações antigas do Renault Espace, em que o cenário dianteiro parecia quase um enorme documentário que estávamos a ver em tempo real, num enorme monitor.

De regresso ao assento, no habitáculo do Renault Scénic encontramos ainda uma consola central enorme, que parece querer destacar-se do tablier, e é nesta que encontramos o monitor tátil com o sistema de navegação e as mais variadas configurações do sistema e do automóvel, mas também o comando da caixa de velocidades e os botões de acesso ao sistema de ar condicionado e aos modos de condução. São estes que nos permitem optar por um modo mais tranquilo, perfeito para quando temos a família a bordo, ou por um mais desportivo, que oferece uma maior resposta do motor às nossas solicitações e nos permite explorar as interessantes capacidades do chassis deste monovolume da Renault.

A cor da carroçaria em dois tons faz parte da lista de opcionais disponíveis para o Scénic, sendo que esta nos pareça uma das melhores combinações de toda a gama, mas as jantes de liga leve de 20 polegadas fazem parte do equipamento de série de todas as versões deste modelo e contribuem bastante para o seu visual mais apelativo. Mas não se assuste, na altura da conceção deste modelo, a Renault trabalhou em conjunto com o fabricante de pneus, com o objetivo de estes não terem preços disparatados, nem serem difíceis de encontrar.

E por falar em preços, o novo Renault Scénic com a motorização TCe de 140 cavalos e com o nível de equipamento BOSE Edition, que inclui um sistema de som bastante interessante desenvolvido pela marca americana para este modelo, entre outros equipamentos, tem um valor base de 33.240 euros. Para ficar como a unidade ensaiada, basta apenas adicionar a pintura de dois tons (750 euros) e o sistema de iluminação LED Pure Vision (800 euros), que está uma ajuda nos momentos de condução noturna em zonas de iluminação mais reduzida.

VEREDICTO

Com uma classificação de portagem mais adequada ao tamanho do carro e com uma competente motorização a gasolina, o Renault Scénic entra mais tarde do que o desejado no mercado nacional, mas com o pé direito. É uma excelente opção para o carro de família, desde que a lotação não supere os cinco ocupantes. Caso isso aconteça, é melhor começar a pensar no Grand Scénic, com sete lugares.

FICHA TÉCNICA

Renault Scénic TCe 140 Bose Edition

MOTOR: 4 cilindros em linha; injeção direta com turbocompressor; Cilindrada (cm3): 1.332; Potência máxima (cv/rpm): 140/5.000; Binário máximo (Nm/rpm): 240/1.600;
TRANSMISSÃO: Tração dianteira; Caixa manual de 6 velocidades; Suspensão (fr./tr.): Independente, tipo McPherson; Estrutura em H de deformação programada;
DIMENSÕES: Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.406/1.866/1.653; Distância entre eixos (mm): 2.734; Largura de vias (fr./tr.) (mm): 1.594/1.583; Travões (fr./tr.) Discos vent./Discos sólidos; Peso (kg): 1.528; Capacidade da bagageira (l): 572; Depósito de combustível (l): 52; Pneus (fr./tr.): 195/55 R20;
PRESTAÇÕES: Aceleração de 0-100 km/h (s) 10,4; velocidade máxima (km/h) 201;
CONSUMOS:Combinado (l/100 km): 6,7-6,8; Emissões de CO2 (g/km) 151-154;

PREÇO (versão base): 33.240 euros
PREÇO (unidade ensaiada): 34.790 euros

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