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De cubo ao ovo: Porque mudou o design automóvel?

Já se questionou sobre o porquê dos automóveis terem passado, aparentemente de repente, de um aspeto de cubo (ou de linhas retas) para um formato de ovo (linhas mais curvas)?

A explicação pode ser simples (aerodinâmica), mas encerra maior complexidade…

Se se olhar para os anos 30, um modelo como o Chrysler Airflow conta com linhas aerodinâmicas, já que foi pensado para reduzir a resistência ao vento e, assim, incrementar a eficiência em termos de combustível. Mas chegados aos anos 50 e 60, os modelos de linhas curvas simplesmente deixaram de estar entre as preferências dos condutores que lhes preferiam os automóveis maiores e com linhas mais retas.

Com as vendas dos modelos de aspeto de ovo a atingirem números baixíssimos, os construtores viraram-se para os modelos em cubo – e já que o preço do gasóleo e da gasolina baixavam a um ritmo apreciável, a preocupação para com a eficiência dos combustíveis passou apenas a ser um problema teórico no qual não se pensava muito.

Na Europa, contudo, o preço dos combustíveis era mais elevado e, a partir dos anos 60 e 70, as marcas de luxo como a BMW, Mercedes-Benz, Audi e Porsche, por forma a incrementarem as vendas e – lá está – permitirem uma maior eficiência ao nível dos combustíveis, reintroduziram as linhas aerodinâmicas.

Os construtores nos EUA tentaram acompanharam o ritmo com a introdução de luxuosos novos modelos curvilíneos, mas os condutores norte-americanos recusaram as propostas e continuaram a preferir os carros “caixotes”. Até ao dia – corria o ano de 1986 – em que o Ford Taurus chegou ao mercado. A partir daí tudo mudou e o resto é história…

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